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Fernando Collor é eleito presidente do Brasil

Em 17 de dezembro de 1989, Fernando Collor foi eleito presidente da República, com a promessa de ser um 'caçador de marajás'

Fernando Collor é eleito presidente do Brasil
Collor soube usar como ninguém a força do marketing (Foto: Arquivo)

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Após quase 30 anos sem eleições diretas para presidente da República, os brasileiros foram às urnas em 1989, para escolher um, entre os 22 candidatos que faziam oposição ao então presidente José Sarney.

No dia 17 de dezembro de 1989, foi confirmada a vitória nas urnas de Fernando Collor de Melo para a presidência do Brasil. No pleito, já no segundo turno, o candidato do PRN venceu Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Collor foi o primeiro presidente eleito pelo povo após o regime militar de 1964. Ele venceu o rival com uma diferença de 4 milhões de votos e sua vitória já era antecipada pelas pesquisas de boca de urna.

Na época, Collor prometeu aos eleitores que seria um “caçador de marajás” e também soube usar como ninguém a força do marketing e da televisão para fazer uma campanha vitoriosa.

O governo Collor teve o intuito de adotar medidas liberais – a menor participação do Estado na economia. Através do Plano de Estabilização Econômica ou Plano Brasil Novo, conhecido como Plano Collor, o governo extinguiu 24 empresas estatais, elevou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), aumentou a taxação sobre os lucros do setor agrícola, reintroduziu o cruzeiro como moeda nacional — em substituição ao cruzado novo –, congelou preços e salários. Além disso, determinou a flutuação do câmbio segundo as tendências do mercado e promoveu a abertura econômica para o exterior, com a redução progressiva das alíquotas de importação.

Mas uma medida foi decisiva para que o governo Collor não fosse esquecido por aqueles que viveram essa época: o bloqueio dos saldos em conta corrente e cadernetas de poupança que excedessem 50 mil cruzeiros.

Em 16 de março de 1990, Collor anunciou o bloqueio de todas as cadernetas de poupança e aplicações financeiras acima de 50 mil cruzeiros. A medida fazia parte dos planos econômicos de Collor, apresentados como a “bala de prata” contra a hiperinflação que assolava o país na década de 1980.

Em 1991, o plano ganhou sua segunda versão, o Plano Collor II, que, além do bloqueio da poupança, também previa o controle de preços e de salários e o aumento de impostos, das tarifas de energia, telefone e transportes. A segunda versão também cortou incentivos e subsídios e o cargo de quase 100 mil servidores públicos.

A experiência foi traumática, pois, na época, a poupança era o principal investimento da população. Longe de solucionar o problema, os planos de Collor afundaram o país em uma recessão sem precedentes, encolhendo a economia em 4,3%. A inflação continuou alta, fechando 1991 em 1.620% e caindo para 1.000%, em 1992.

A partir daí, o governo começou a perder seu prestígio junto a população e inúmeros escândalos políticos começaram a aparecer. Em junho, começou em Alagoas o conflito que seria o grande causador do impeachment de Collor. Pedro Collor de Melo, irmão do presidente, que dirigia a Gazeta de Alagoas, levantou suspeitas acerca da origem dos recursos com que o jornal Tribuna de Alagoas, que lhe fazia concorrência, fora adquirido por P.C. Farias – empresário que foi chefe de campanha e tesoureiro de Collor. Em fevereiro de 1992, Pedro Collor, em entrevista à revista Veja, fez denúncias de corrupção contra o governo de seu irmão e acusou PC de utilizar-se da amizade com o presidente para enriquecer.

Em outras edições da revista, Pedro faria novas denúncias com documentos que demonstravam que PC tinha irregularmente pelo menos sete empresas no exterior e apontaria operações ilegais de PC que envolviam o presidente.

Sob pressão da mídia e de jovens que saíram às ruas para pedir a saída de Collor, em 28 setembro de 1992, a Câmara aprovou a admissibilidade do processo de impeachment.

O julgamento no Senado foi marcado para o dia 29 de dezembro. Diante da tendência dos senadores a afastá-lo definitivamente do cargo e com medo de perder seus direitos políticos, Collor renunciou. Mas o Senado continuou o julgamento e o condenou à inelegibilidade e à inabilitação, por oito anos, para o exercício de quaisquer cargos públicos.

Após recuperar seus direitos políticos, Collor se candidatou ao governo do Alagoas, nas eleições de 2002. Derrotado naquele pleito, ele conseguiu uma vaga no Senado em 2006, retornando para a vida política.

Fontes:
Brasil Escola- Fernando Collor

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