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Paraguai

Fernando Lugo não comparece a votação de impeachment no Congresso

Presidente paraguaio diz ser vítima de golpe de Estado

Fernando Lugo não comparece a votação de impeachment no Congresso
Camponeses acampam em Assunção para apoiar Fernando Lugo (Reprodução/Internet)

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O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, decidiu não comparecer ao Congresso, onde está sendo votado seu impeachment. O presidente passou a manhã tentando buscar apoio e corre o risco de perder seu mandato ainda nesta sexta-feira, 22. Nesta manhã, o presidente se reuniu com o Partido Colorado, que tem 15 senadores,  na tentativa de obter o apoio da oposição.

Lugo acompanha a votação na sede do governo, junto a chanceleres da União das Nações da América do Sul (Unasul). No Congresso estão presentes os advogados do presidente e membros de seu gabinete. A delegação da Unasul foi a Assunção tentar frear o processo de impeachment e ajudar Lugo a obter o apoio da oposição. Delegados da Unasul também conversaram com parlamentares do Partido Colorado.

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O chanceler paraguaio, Jorge Lara Castro, afirmou que o objetivo da missão diplomática é evitar que a democracia seja violada. Já o secretário da Unasul, Alí Rodríguez, disse que a situação política do Paraguai transcende fronteiras e deve ser observada pela comunidade internacional. Rodriguez ressaltou que é preciso respeitar as garantias de defesa do presidente, entre elas o tempo necessário para Lugo formular seu depoimento.

Para tirar Fernando Lugo da presidência a oposição precisa de 30 votos. Após a saída do Partido Liberal da coalizão governista, Lugo conta com o apoio de apenas três senadores dos 36 que compõem a Câmara Alta.

Pela manhã, Fernando Lugo moveu uma ação contra o julgamento alegando inconstitucionalidade e questionando a imparcialidade dos senadores que votarão o impeachment. O presidente também apresentou um recurso questionando o pouco tempo concedido à sua defesa. O advogado do presidente quer um prazo de 18 dias para preparar a defesa.

Golpe relâmpago?

Lugo disse estar sendo vítima de um golpe de Estado. “Mais do que uma tentativa, é um golpe de Estado express, porque fizeram o acordo entre a noite e a madrugada”, disse Lugo ao canal de televisão venezuelano Telesur.

O impeachment de Fernando Lugo pode trazer consequências graves para o Paraguai. Segundo um fonte oficial, a pior delas seria a suspensão do fornecimento de combustível que a empresa venezuelana PDVSA entrega à Petropar. O Brasil e a Argentina já anunciaram que não irão reconhecer qualquer presidente que venha a substituir Lugo antes que todas as vias legais do processo de impeachment se esgotem.

Apoio popular

 

Na última quinta-feira à noite, o ministro da Presidência Miguel López Perito negou as acusações de que Lugo esteja pagando camponeses para irem até Assunção apoiá-lo. Em declaração à imprensa Argentina, Lugo garantiu que conta com o apoio popular. “Os setores populares me incentivaram a continuar. Não é o momento de um impeachment, faltam nove meses para as próximas eleições”, argumentou.

De acordo com a mídia local, mais de 2 mil camponeses, a maioria sem terra, estão na capital para apoiar o presidente. O grupo está acampado em uma praça próxima ao Congresso, que desde quinta-feira está cercado pela polícia.

Fontes:
O Globo-Lugo não vai ao Congresso se defender
Veja-Não é o momento de um impeachment', diz Fernando Lugo
ABC-Crisis política podría traer serias consecuencias

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