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Guerra dos Farrapos

Em 20 de setembro de 1835, revolucionários liderados por Bento Gonçalves depuseram o governador do Rio Grande do Sul, dando início à Revolução Farroupilha

Guerra dos Farrapos
Um ano após o início da revolução, foi proclamada a República Rio-Grandense (Foto: Guilherme Litran/Museu Júlio de Castilhos)

Desde o século XVIII, a pecuária era a base da economia no Rio Grande do Sul. A carne era comercializada dentro do país e o couro, exportado para Europa.

No entanto, os fazendeiros sofriam com a concorrência da Argentina e do Uruguai, que vendiam o gado a preços mais baixos. Ao mesmo tempo, o governo, na época com sede no Rio de Janeiro, não concordava em adotar medidas protecionistas em favor da produção gaúcha. A ausência do governo na defesa dos interesses sulistas levou os jornais locais a introduzir a ideia separatista.

Em 1834, o decreto de um novo imposto para o Rio Grande do Sul foi o estopim da Revolução Farroupilha. O conflito separatista leva este nome devido aos revolucionários sulistas. Por falta de recursos financeiros, eles usavam roupas velhas e, por isso, foram apelidados de farrapos.

No dia 20 de setembro de 1835, os revolucionários liderados por Bento Gonçalves, um rico estancieiro, depuseram o governador da província nomeado pelo governo central.

Em 1836, no combate da Ilha do Fanfa, Bento Gonçalves foi preso e mandado para o Rio de Janeiro, de onde foi transferido para a Bahia. No mesmo ano, o General Antônio de Sousa Neto proclamou a República Rio-Grandense. Foi adotada uma constituição republicana, um hino nacional e bandeira própria do novo Estado. Bento Gonçalves foi eleito Presidente da República, mesmo estando preso. Após fugir da prisão na Bahia, assumiu a Presidência da República Rio-Grandense.

A guerra continuou, envolvendo cada vez mais camadas da população gaúcha, escravos, homens livres e fazendeiros. Em julho de 1839, os revolucionários invadiram Santa Catarina, liderados pelo imigrante italiano Giuseppe Garibaldi, e a proclamaram República Juliana. A luta na província vizinha foi uma extensão da Guerra dos Farrapos.

A pacificação do Rio Grande do Sul só foi possível em 1842, quando o barão de Caxias — que mais tarde seria conhecido como duque –, Luís Alves de Lima e Silva, assumiu a presidência da província. Ao assumir o cargo, o barão iniciou um processo de negociação com os estancieiros. O acordo de paz foi assinado em 1845, assegurando a liberdade aos escravos que participaram dos conflitos e a devolução das terras confiscadas aos fazendeiros locais.

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1 Opinião

  1. alisson de souza quessada disse:

    Quero que o site diga mais sobre a revolução e os acontecimentos referentes as tecnologias usadas durante a revolução e o estrago causado em cima do meio ambiente como desmatamento e etc…
    Pesso tambem para que coloquem qual foi o motivo q causou a revolução e as mudanças de abtos dos agricutores e moradores do lugar onde ocorreu o conflito…
    Obrigado pela colaboração…

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