Início » Economia » Internacional » Guiana: onde os fracos não têm vez
Taxas de suicídios

Guiana: onde os fracos não têm vez

Quando se trata de pessoas que tomam as suas próprias vidas, a Guiana é líder mundial

Guiana: onde os fracos não têm vez
Crianças correm menos risco de suicídio do que os adultos, por exemplo, e os idosos mais do que os jovens (Reprodução/Internet)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

A Guiana tem um desempenho decepcionante, mas não desastroso, em rankings globais. O país é o 121º de 187 países no Índice de Desenvolvimento Humano do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas.

No mais recente ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial, ele aparece em 117º lugar entre 144 países. Mas quando se trata de suicídio, nenhum outro lugar supera a Guiana.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado este mês mostrou que a Guiana tem uma taxa de suicídio de 44,2 por 100 mil habitantes. A média mundial é de 11,4 para cada 100 mil habitantes, e em países de renda baixa e média nas Américas este número cai para 6,1.

As estatísticas da OMS são ajustadas para levar em conta as diferentes estruturas demográficas dos países. Crianças correm menos risco de suicídio do que os adultos, por exemplo, e os idosos mais do que os jovens.

Mas até mesmo a taxa não ajustada não melhora muito o ranking da Guiana, que fica atrás apenas das Coréias do Sul e Norte  quando suicídios de ambos os sexos são avaliados e em segundo lugar (após a Lituânia) para suicídios de homens.

Homens em todos os lugares são mais propensos a se matar do que as mulheres, mas os índices na Guiana mostram um desequilíbrio descomunal entre os gêneros. Muitos homens guianenses, incapazes de cumprir o papel de provedor, se voltam para a violência doméstica, o abuso de álcool e o suicídio.

Muitos bebem herbicidas, uma morte particularmente dolorosa e prolongada. A maioria vive em áreas rurais e são de meia-idade ou idosos.

A química tem um papel a desempenhar também, diz o professor Gerard Hutchinson, um psiquiatra que dirige o departamento de ciências médicas da Universidade de West Indies. Trabalhadores rurais e agricultores guianenses estão muito expostos a herbicidas e inseticidas, que podem levar a um comportamento suicida impulsivo, sugerem estudos internacionais.

Fontes:
The Economist-Desperate measures

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *