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Onde vivem os monstros

Ilustrações revelam os horrores das prisões norte-coreanas

Esboços foram baseados em memórias de Kim Gwang-il, norte-coreano que conseguiu escapar de um campo de detenção em seu país e fez um relato à ONU

Ilustrações revelam os horrores das prisões norte-coreanas
Desenhos retratam as lembranças do ex-prisioneiro norte-coreano Kim Gwang-il e ilustram as violações dos direitos humanos. Este mostra a 'tortura do pombo' (todas as imagens são da ACNUR/ Kim Gwang-il)

Esses desenhos macabros não precisam de muita explicação. Eles se baseiam nas memórias de Kim Gwang-il, um norte-coreano que passou mais de dois anos em um campo de detenção em seu país antes de conseguir escapar, atravessando a China e a Tailândia até chegar à Coreia do Sul.

Entrada na prisão

As imagens mostram prisioneiros mantidos em posições de estresse, corpos esqueléticos comendo cobras e ratos e prisioneiros obrigados a empurrar um carrinho carregado de corpos em decomposição. Para Gwang-il, porém, nenhuma das imagens faz jus à sórdida realidade vivida por ele e muitos outros nos centros de tortura norte-coreanos.

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As torturas da 'garça', 'avião' e 'motocicleta'. Presos são obrigados a permanecer na posição até desabarem

Kim foi um dos mais de 80 desertores norte-coreanos que testemunharam perante uma comissão de inquérito do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em março de 2013. A comissão foi criada para investigar as violações sistemáticas dos direitos humanos na Coreia do Norte.

Comendo ratos e cobras. Prisioneiros famintos são obrigados a procurar alimentos na natureza

Seus integrantes entrevistaram mais de 240 vítimas de forma confidencial, pois muitos temem represálias contra parentes que ainda vivem na Coreia do Norte. Após uma investigação que durou um ano, em 17 de fevereiro, o Conselho de Direitos Humanos da ONU apresentou o seu terrível relatório de 400 páginas.

A 'tortura da bomba'. Prisioneiros sentam e levantam uma centena de vezes para infligir dor

O relatório, escrito por um painel de três membros da ONU chefiado por Michael Kirby, um ex-juiz australiano, é extraordinário em seus detalhes e abrangência. Ele inclui um catálogo de crueldades infligidas pelo regime norte-coreano contra seus principais alvos: os que tentam fugir do país, os cristãos ou aqueles que promovem outras crenças “subversivas” e os presos políticos, que somam entre 80 mil e 120 mil pessoas.

Pegando ratos para comer no confinamento solitário

A Coreia do Norte é acusada de crimes que incluem execução, escravidão, fome, estupro e aborto forçado. O relatório descreve um Estado totalitário sem paralelo no mundo contemporâneo, comparável apenas a Alemanha nazista.

Prisioneiros são obrigados a transportar os corpos para serem queimados em crematórios

A comissão insta a ONU a recorrer ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia. Em uma carta enviada diretamente ao ditador norte-coreano, Kim Jong-un, a comissão alerta que ele pode ser responsabilizado por crimes contra a humanidade.

O necrotério da prisão, onde ratos comem os olhos, nariz, orelhas e dedos dos cadáveres

Um vídeo baseado nos relatos de ex-prisioneiros norte-coreanos também foi disponibilizado no YouTube. Atenção, as imagens são chocantes.

Fontes:
The Economist - Humanity at its very worst

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3 Opiniões

  1. Jadio Ferreira do Carmo disse:

    OS NAZISTAS FORAM BONZINHOS DIANTE DESSE REGIME DA KOREA. FALTA AGORA CUBA MOSTRAR SEU SUBMUNDO

  2. sergio çazzaro disse:

    Tinha que colocar todo o congresso brasileiro começando por lula, ou de repente quase todos os políticos brasileiros nestas prisões. Quase para não dizer todos. Quem merece este tipo de governo que temos é os que vendem votos por um prato de comida. Por que trabalhar se eu ganho o que comer.E tb. presídio aqui no Brasil é hotel 3 estrelas, pois nós temos que pagar tudo para eles não fazerem nada.
    Cadeias humanas, e lavoura e hortas comunitárias, querem comer vão trabalhar.

  3. Dorival Silva disse:

    Li um livro com o relato de um militar americano que passou um longo tempo em um campo de prisioneiros no Japão, durante a Segunda Guerra. Era muito parecido.

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