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PRESO POR FRAUDE FISCAL

Justiça do Japão prorroga prisão de Ghosn até 1º de janeiro

Preso por fraude financeira, o ex-presidente da Nissan terá de passar o ano novo detido

Justiça do Japão prorroga prisão de Ghosn até 1º de janeiro
Apesar da decisão da Justiça, não está claro se Ghosn será solto na data estipulada (Foto: Flickr/Elbilforeningen)

Preso no Japão desde novembro por fraude financeira, o empresário franco-brasileiro-libanês Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, teve a prisão prorrogada até o dia 1º de janeiro e terá de passar o ano novo detido.

A decisão foi tomada pela Justiça do Japão e é mais um capítulo da saga de Ghosn, que foi acusado ocultar parte do salário para burlar leis de instrumentos financeiros do país. A acusação aponta que o ex-presidente fraudou o pagamento de US$ 38 milhões até março de 2018. O empresário também é acusado de usar os ativos da empresa para cobrir gastos pessoais.

Apesar da decisão da Justiça, não está claro se Ghosn será solto na data estipulada, ou se será aceito o pedido de liberação por fiança. A prorrogação é o mais novo problema judicial, depois que promotores emitiram uma nova ordem de detenção contra o executivo por “abuso de confiança”, pois acusam Ghosn de ter “fracassado em sua função de presidente e de ter provocado prejuízo à Nissan”.

Segundo os promotores, Ghosn usou ativos da Nissan para cobrir perdas em investimentos pessoais durante a crise financeira de outubro de 2008 – algo que o empresário nega. O valor em questão chega a 1,85 bilhão de ienes (16,6 milhões de dólares).

As montadoras japonesas Nissan e Mitsubishi destituíram Ghosn do cargo de presidente de seus conselhos administrativos. O grupo Renault mantém o executivo no cargo e designou como diretor executivo “provisório”, Thierry Bolloré.

Braço direito de Ghosn é libertado sob fiança

Na última terça-feira, 25, a Justiça do Japão aceitou o pedido de liberdade sob fiança do americano Greg Kelly, considerado o braço direito de Ghosn, que também foi detido por fraudes fiscais, segundo a imprensa local.

O valor da fiança foi estabelecido em 70 milhões de ienes (US$ 635.600), de acordo com o canal público NHK e a agência Kyodo News. Kelly foi acusado no dia 10 de dezembro de ter ajudado Ghosn a ocultar parte da sua renda das autoridades. O americano nega as acusações.

Greg Kelly entrou na filial americana da Nissan em 1988, e em 2008 se tornou integrante da diretoria do grupo, sendo responsável por organizar a agenda do presidente. Em 2012, se tornou administrador.

Fontes:
AFP-Tribunal autoriza liberdade sob fiança de braço direito de Carlos Ghosn
AFP-Justiça japonesa prorroga prisão de Carlos Ghosn até o Ano Novo

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