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Religião

Liberdade religiosa e o uso da barba na prisão

Um prisioneiro muçulmano exige liberdade folicular

Liberdade religiosa e o uso da barba na prisão
O Arkansas proíbe a prática, argumentando que uma barba poderia ser usada para esconder drogas, lâminas ou chips de telefone (Reprodução/Internet)

Em 7 de outubro a Suprema Corte americana julgou o seu primeiro caso de liberdade religiosa após ter reconhecido, em junho, o direito de alguns empregadores religiosos a não pagar por métodos contraceptivos para seus funcionários. Desta vez, no caso Holt vs. Hobbs, a parte lesada é Gregory Holt, presidiário muçulmano do Arkansas que afirma que sua religião exige que ele tenha uma barba de 1,2 cm. O Arkansas proíbe a prática, argumentando que uma barba poderia ser usada para esconder drogas, lâminas ou chips de telefone.

Em 1999, quando o ministro da Suprema Corte Samuel Alito era um mero juiz de uma instância inferior, ele deliberou que o estado de Newark não poderia proibir dois policiais muçulmanos de usarem barbas por motivos religiosos. Na terça ele não foi mais simpático ao argumento do Arkansas de que padrões diferenciados de pelos faciais poderia tornar os presidiários irreconhecíveis para os agentes carcerários. Quando o defensor do estado, David Curran, alertou que um presidiário barbado “poderia entrar em áreas nas quais ele não deveria estar”, Alito foi implacável: “Enquanto ele está lá fora, ele se barbeia, depois ele quer voltar e ir para o pavilhão B. E como ele vai entrar no pavilhão B se o seu documento de identificação diz pavilhão A? Agora você vai falar que ele vai trocar o documento com outro prisioneiro? Daí ele terá outra foto na identidade… Eles também vão adulterar o documento enquanto estiverem lá fora? Curran respondeu: “Os prisioneiros são capazes de fazer muitas balbúrdia”. Espera-se que um julgamento ocorra em junho.

 

Fontes:
The Economist-Beards behind bars

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