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JOICE HASSELMANN

‘Minha alforria chegou’, diz Joice sobre destituição da função de líder do governo

Agora ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann disse que estava cansada de defender o que chamou de ‘besteiras deste governo’

‘Minha alforria chegou’, diz Joice sobre destituição da função de líder do governo
Deputada disse que a traição é o 'modus operandi' do governo (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

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Destituída do posto de líder do governo Bolsonaro no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) disse em entrevistas que a ingratidão impera no governo Bolsonaro.

Escolhida para a função em fevereiro deste ano, Joice era uma das mais ferrenhas apoiadoras de Bolsonaro. Porém, na última quarta-feira, 17, por decisão de Jair Bolsonaro, ela foi substituída na função pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO).  

A decisão do presidente se deu após Joice decidir apoiar a manutenção do deputado Delegado Waldir (GO) na liderança do PSL, contrariando o presidente, que queria transferir o comando do partido para o filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Em entrevista ao jornal Globo, a deputada disse acreditar que sua destituição da função foi uma retaliação e criticou o fato de o presidente usar seu poder para interferir em outra esfera do governo.

“Não achei correto o uso da estrutura do Palácio e da força do próprio presidente para interferir num outro poder, interferir no Poder Legislativo, interferir na escolha direta de um líder, sendo este líder seu filho. Até porque é uma briga absolutamente desproporcional. Você tem um grupo de deputados [de um lado] e o presidente da República [de outro]. E mesmo assim, vimos que não houve força suficiente. Eu não participei e não concordo. E por não concordar e ter assinado a lista do delegado Waldir, para cumprir uma palavra empenhada com o próprio Eduardo no começo do ano, acabei sendo punida por isso”, disse a deputada, destacando ainda que soube da decisão do presidente através da imprensa.

A deputada afirmou ainda que a traição é o “modus operandi” deste governo e citou como exemplo as exonerações de Gustavo Bebbiano e do general Santos Cruz, demitidos em fevereiro e junho, respectivamente.  

Já em entrevista ao jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, Joice se mostrou aliviada com a destituição e disse que estava cansada de defender o que chamou de “besteiras deste governo”. “Minha alforria chegou. Cansei de fazer discurso para consertar as besteiras deste governo”, disse a deputada.

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1 Opinião

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    As pessoas que por oportunismo se lançaram na onda populista do exército Brancaleone, ávidas pelo poder e status conferidos aos políticos, terminam chamuscadas em seu ego de alpinistas sociais pelas baixarias com que são tratadas por quem detém o comando, depois de engolirem doses diárias de pequenas humilhações incondizentes com a ambição que as moveu.

    Uma campanha eleitoral baseada na crítica aos adversários e na cacofonia de combate à corrupção, congrega a todos no sorriso triunfante da coleta de votos dos descontentes que apostam nas mudanças e não nas figuras que prometem representá-las.

    Assumido o poder, começam as disjunções. E neste momento, as ambições meteóricas se esvanecem na realidade do despotismo verbal.

    Só resta seguir o chefe, não no seu programa de governo, mas na sua atitude passada de três décadas de se rebaixar à insignificância dos políticos que, desprovidos de liderança pessoal, se acomodam na cabala dos impotentes conhecida como baixo clero.

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