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Nos EUA, Bolsonaro volta a atacar ‘antigo comunismo’

O presidente disse ainda que essa é a primeira vez em muito tempo que um líder brasileiro que não é anti-americano chega a Washington, porém, boa relação entre países é antiga

Nos EUA, Bolsonaro volta a atacar ‘antigo comunismo’
O jantar foi 'uma boa noite de abertura para o presidente', segundo o ex-estrategista de Trump Steve Bannon (Foto: Alan Santos)

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O presidente Jair Bolsonaro, em sua primeira visita oficial aos Estados Unidos, afirmou em um jantar que o “antigo comunismo não pode mais imperar neste nosso ambiente que nós vivenciamos”. A informação do discurso foi dada pelo porta-voz da presidência da República, Otávio Rêgo Barros.

O encontro aconteceu na noite do último domingo, 17, na casa do embaixador brasileiro em Washington, Sérgio Amaral, onde também estiveram presentes a comitiva do presidente e o escritor Olavo de Carvalho.

Além deles, alguns pensadores da direita americana também compareceram ao jantar, como o acadêmico Walter Russel Mead; o editor da revista The New Criterion, Roger Kimball; a colunista do Wall Street Journal Mary Anastasia O’Grady e o ex-estrategista de Trump Steve Bannon.

Segundo o porta-voz, Bolsonaro também ressaltou que “democracia e liberdade são os fatores mais essenciais que unem os dois povos neste momento”, recordando a atuação do Brasil ao lado das tropas americanas na Segunda Guerra Mundial.

Steve Bannon, ao final do jantar, comentou que o encontro com Bolsonaro foi “uma boa noite de abertura para o presidente”.

Assim que pisou em terras americanas, o presidente declarou que ficaria hospedado em Blair House, o prestigiado anexo da Casa Branca que, segundo ele, “é uma honraria concedida a pouquíssimos chefes de Estado”. Porém, a “honra” também foi concedida para os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.

Bolsonaro também afirmou que essa é a primeira vez em muito tempo que um presidente brasileiro, que não era anti-americano, chegava a Washington, sendo “o começo de uma parceria pela liberdade e prosperidade, como os brasileiros sempre desejaram”.

Boa relação com americanos é antiga

A afirmação de Bolsonaro gerou uma onda de questionamentos, visto que, tanto os antigos presidentes americanos quanto brasileiros tiveram uma boa relação durante a época de seus governos.

Durante uma entrevista em 2015, o democrata Bill Clinton afirmou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso era uma das “quatro ou cinco pessoas mais extraordinárias” que já conheceu. Os chefes de Estado demonstraram afinidade durante seus respectivos governos.

Já a relação entre Lula e o republicano George W. Bush tinha “empatia e química”. Em um encontro oficial na Casa Branca, os presidentes conversaram por mais de uma hora, ação que, segundo assessores de Bush, era extremamente rara, pois o então presidente americano não ultrapassava o tempo planejado de suas reuniões.

“Volto para o meu país convencido de que terei no presidente George W. Bush um importante aliado nessa nova e decisiva etapa que se inaugura para a nação brasileira”, afirmou Lula, após o encontro.

O ex-presidente Lula também tinha uma boa relação com o sucessor de Bush, o democrata Barack Obama. Durante uma reunião do G20, em 2009, Obama elogiou Lula, afirmando que ele “é o cara”, classificando-o também como o “político mais popular do mundo”.

Em uma visita a Washington em 2015, a sucessora de Lula, Dilma Rousseff, junto a Obama, teve uma reunião descontraída, na qual ambos alegaram que o encontro era uma nova etapa nas relações bilaterais. Obama ressaltou que os Estados Unidos não viam o Brasil como um poder regional, mas sim como uma potência mundial.

Apesar da boa relação, o contato entre os países estremeceu, quando houve a confirmação de que os Estados Unidos estariam espionando o Brasil. O então presidente Obama assumiu a responsabilidade pela investigação da espionagem e se retratou com a presidente em uma reunião de portas fechadas. Mais tarde, Dilma eximiu Obama por espionagem.

Fontes:
O Globo-Bolsonaro em Washington: 'Antigo comunismo não pode mais imperar'

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3 Opiniões

  1. Almanakut disse:

    O Globo – Bolsonaro em Washington: ‘Antigo comunismo não pode mais imperar’

    CUIDE DOS TEUS COMUNISTAS AÍ NO INFERNO, ROBERTO MARINHO!

  2. Paulo Fernando disse:

    A NOTÍCIA É SOBRE A VIAGEM DO PRESIDENTE BOLSONARO AO ESTADOS UNIDOS, MAS A REPORTAGEM UTILIZA MAIS DA METADE PARA FALAR SOBRE LULA, FERNANDO HENRIQUE E DILMA.
    É PRECISO MUDAR ESSE DISCURSO DA ESQUERDA E TORCER POR UM PAÍS MELHOR.

  3. HENRIQUE O MOTTA disse:

    Pura verdade. O discurso da esquerda não muda por nada. É ultrapassado, demodê (como se dizia antigamente), demagogo e falso. Não pretendem outra coisa senão distribuir pobreza.

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