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CRISE POLÍTICA

Opositores são condenados a 200 anos de prisão na Nicarágua

Medardo Mairena e Pedro Mena foram condenados por terrorismo por participação em protestos contra o governo Ortega em 2018

Opositores são condenados a 200 anos de prisão na Nicarágua
Advogado diz que sentenças são exageradas e nunca antes vistas na Nicarágua (Foto: Wikipédia)

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Os lideres opositores Medardo Mairena e Pedro Mena foram condenados a mais de 200 anos devido as participações nos protestos contra o governo de Daniel Ortega, que ocasionou na morte de 325 pessoas e mais de 750 detidos.

Dois líderes opositores ao presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, foram condenados a mais de 200 anos de prisão por sua participação em protestos contra o governo o passado.

Medardo Mairena foi condenado a 216 anos de prisão pelo juiz Edgard Altamiro. Ele foi sentenciado pelo crime de “terrorismo” e outros delitos atribuídos a ele pela promotoria – como a morte de quatro policiais e um civil.

O outro líder opositor condenado foi Pedro Mena, que também recebeu a sentença do juiz Altamiro. Pedro foi condenado a 210 anos de prisão por “terrorismo” e outros delitos em protestos atribuídos a ele.

O advogado Julio Montenegro, da Comissão Permanente de Direitos Humanos (CPDH), que acompanha ambos os casos, criticou as penas recebidas. Ele declarou que as sentenças são muito exageradas e que nunca antes vistas na Nicarágua.

Os dois opositores foram levados da penitenciária onde se encontravam ao tribunal onde receberam a sentença, na capital Manágua, sem que Montenegro fosse notificado. O advogado, no entanto, conseguiu obter a ata de condenação e conversar com seus clientes por alguns minutos.

“Receberam a sentença com muita resiliência”, disse Montenegro, informando que vai recorrer das sentenças, uma vez que ficou claro que seus clientes não cometeram os crimes atribuídos a eles pela promotoria.

Apesar de as sentenças superarem mais de dois séculos, os dois condenados só deverão cumprir o limite máximo de 30 anos de prisão que é determinado pela Constituição do país.

Medardo Mairena é um dos líderes da Aliança Cívica pela Justiça e pela Democracia – criada em maio de 2018, para buscar, junto com o governo, soluções para a crise no país. O diálogo, no entanto, não avançou.

Mairena também é um dos líderes do movimento camponês, que protesta desde 2013 contra a construção de um canal interoceânico na Nicarágua, que ameaçava desalojar milhares de pessoas no sul do país. A obra, no momento, se encontra suspensa.

Já Pedro Mena integra a aliança opositora que fez parte de um fracassado diálogo com o governo Ortega para encontrar uma saída para a crise política.

Os protestos contra o governo Ortega na Nicarágua já deixaram 350 mortos e mais de 750 detidos, acusados de “terrorismo” com base em uma polêmica lei antiterror, aprovada pelo governo em julho do ano passado.

A lei criminalizou protestos sob pena de até 20 anos de prisão. A lei foi duramente criticada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que chamou a lei de “caça às bruxas” e disse que ela promove a criminalização dos protestos no país.

Fontes:
G1-Opositores são condenados a 200 anos de prisão por protestos na Nicarágua

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