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Parlamento da Áustria rejeita acordo entre Mercosul e UE

Moção que obriga o governo a votar contra a ratificação do acordo no Conselho Europeu representa o 1º revés do pacto comercial entre os blocos

Parlamento da Áustria rejeita acordo entre Mercosul e UE
Acordo precisa ser aprovado por todos os países membros da UE para ser validado (Foto: Télam)

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O acordo comercial firmado entre Mercosul e União Europeia (UE) sofreu seu primeiro revés na última quarta-feira, 18, após o Parlamento da Áustria aprovar uma moção que obriga o governo do país a votar contra a aprovação do pacto no Conselho Europeu.

A votação se deu no subcomitê da União Europeia do parlamento austríaco. Segundo informações da Deutsche Welle, a votação uniu parlamentares de partidos com diferentes vertentes. Com exceção de um partido, todas as legendas, da esquerda às ultranacionalistas de direita, votaram a favor da moção. A única exceção ficou por conta do liberal NEOS, que votou a favor do acordo entre os blocos, porém, com algumas alterações no pacto.

O acordo entre Mercosul e UE foi aprovado em 28 de junho, e é fruto de 20 anos de negociações, lideradas por diferentes governos. Porém, para ser validado, ele precisa ser ratificado, de forma unânime, por todos os 28 países-membros da UE.

Algumas posições do governo Bolsonaro, em especial em relação às queimadas na Amazônia, geraram reações negativas que colocaram o acordo em xeque.

Uma das maiores resistentes ao acordo é a França. O acordo tem forte rejeição entre produtores franceses, por conta do temor dos impactos que ele pode ter no setor agrícola francês, que teme a entrada em larga escala de produtos sul-americanos, em especial carne bovina e açúcar.

Somado a isso, recentemente, o governo francês vem experimentando um atrito diplomático com o Brasil. Em junho, gerou indignação na França o constrangimento causado ao chanceler Jean-Yves Le Drian, que teve cancelada de última hora uma reunião com Bolsonaro, que na hora do encontro apareceu cortando o cabelo em uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

A escalada de tensão se seguiu após a polêmica envolvendo o aumento no desmatamento e no número de queimadas na Amazônia. Bolsonaro e o presidente francês trocaram farpas e o presidente brasileiro acabou gerando uma forte repercussão negativa ao fazer chacota da primeira-dama da França, Brigitte Macron.

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