Início » Internacional » Passa de 500 o número de mortos por ciclone em Moçambique
CICLONE IDAI

Passa de 500 o número de mortos por ciclone em Moçambique

Equipes de resgate continuam a busca por sobreviventes daquela que já é considerada a pior tempestade tropical a atingir a região

Passa de 500 o número de mortos por ciclone em Moçambique
Número de mortos ainda pode subir (Foto: Instituto Nacional de Gestão de Calamidade)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

O número de mortos em Moçambique em decorrência ao ciclone Idai, que atingiu o país em 14 de março subiu para 557, segundo informaram as autoridades locais.

O chefe do escritório humanitário da ONU para o sul e leste da África, Gemma Connell afirmou na última quinta-feira, 21, que o número de mortos ainda pode subir. O secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Elhadj As Sy, também relatou a possibilidade do número de mortos ultrapassar a casa dos mil.

Ajuda dificultada

O secretário-geral da Federação clama pela necessidade de ajuda humanitária. “Eles não estão nem perto da magnitude do problema. Temo que veremos melhor nas próximas semanas e meses. Devemos nos preparar”, afirmou Elhadj As Sy.

Equipes de resgate iniciaram a distribuição de alimentos aos sobreviventes. Porém, devido à grande quantidade de pessoas que ainda precisam ser socorridas, a organização para a entrega de comida vem gerando revolta dos que precisam. Moradores relatam que a distribuição não está sendo realizada de forma correta e muitas pessoas não estão conseguindo obter alimentos.

“Eles não distribuem para todos, apenas para aqueles que estão dentro. Aqueles que estão do lado de fora não recebem nada”, lamentou Marta Antonio, uma das sobreviventes.

O porta-voz do Programa Mundial de Alimentos, Gerry Bourke, afirmou que existem falhas no processo, mas que a equipe de voluntários está tentando fazer o melhor. Além disso, ele ressaltou que “a magnitude da situação vai muito além do que um país ou governo pode fazer”.

Segundo o ministro do Meio Ambiente de Moçambique, Celso Correia, drones serão utilizados para identificar melhor as áreas afetadas e conseguir ajudar aqueles que não estão sendo devidamente assistidos. Helicópteros continuam a busca por sobreviventes.

Em meio ao caos, as cidades buscam as melhores formas de regressar para a “normalidade”. Algumas vias já foram desobstruídas e carros e ônibus já conseguem transitar, a rede telefônica voltou a funcionar e alguns bancos reabriram. As reconstruções também se iniciaram.

A preocupação também gira em torno da saúde, visto que alguns casos de diarreia foram relatados e voluntários e socorristas alertaram para a possibilidade de um surto de cólera ou febre tifoide.

Após ter destruído a segunda maior cidade de Moçambique, o ciclone Idai passou por países vizinhos, entre eles, Zimbábue e Malawi.

O ciclone foi considerado a pior tempestade tropical a atingir a região nas últimas décadas e, segundo a ONU, uma das piores tempestades atingir o hemisfério sul.

O presidente Jair Bolsonaro escreveu uma nota, através de seu Twitter, onde se colocou à disposição do presidente de Moçambique e prestou sua solidariedade à população.

“Ontem liguei para o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, para prestar solidariedade ao seu país e às vítimas da devastação causada pelo ciclone Idai. Nos colocamos à disposição no que for possível. Me solidarizo com o povo do Zimbabué e Malawi, também atingidos pelo ciclone”, afirmou Bolsonaro.

Fontes:
G1-Passa de 500 o número de mortos pelo ciclone em Moçambique, Zimbábue e Malawi

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *