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INVESTIGAÇÃO

PF aponta navio grego como suspeito por óleo no Nordeste

Investigação aponta como suspeita do derramamento de óleo uma embarcação de bandeira grega, que partiu da Venezuela com destino a Cingapura

PF aponta navio grego como suspeito por óleo no Nordeste
Suspeitos devem ser acusados com base nos artigos 54 e 68 da lei ambiental (Foto: Polícia Federal/Flickr)

A Polícia Federal (PF) afirmou nesta sexta-feira, 1, que um navio grego é suspeito de ser o responsável pelo derramamento de óleo no litoral nordestino. As manchas seguem aparecendo nas praias do Nordeste há mais de dois meses.

De acordo com a PF, o navio, de bandeira grega, chegou à Venezuela no dia 15 de julho, permaneceu no país por três dias e partiu em seguida, tendo como o destino final Cingapura. A suspeita é que o derramamento tenha ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho, a aproximadamente 700 km da costa brasileira, em águas internacionais.

Segundo a investigação, após partir da Venezuela, o navio só teria atracado na África do Sul antes de seguir para Cingapura.

As primeiras manchas no litoral nordestino brasileiro começaram a ser identificadas a partir do dia 30 de agosto. Até o momento, 286 localidades, em 98 municípios, em todos os nove estados do Nordeste, foram atingidas pelo petróleo cru. Um total de 81 animais já foram a óbito.

O navio grego está vinculado à uma empresa com a mesma nacionalidade. Por isso, nesta sexta-feira, a Polícia Federal realiza a Operação Mácula, que visa apurar a origem e autoria do derramamento de óleo no Nordeste. Desta forma, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em sedes de representantes e contatos da empresa, no Rio de Janeiro.

“A Polícia Federal está realizando diversos exames periciais no material oleoso recolhido em todos os estados brasileiros atingidos, bem como exames em animais mortos, já havendo a constatação de asfixia por óleo, assim como a similaridade de origem entre as amostras”, explicou a PF em um comunicado.

Segundo a investigação criminal, os suspeitos podem ser acusados com base no artigo 54 e no artigo 68 da Lei Ambiental. O primeiro prevê o crime de poluição, enquanto o segundo destaca o fato de não ter havido comunicado às autoridades acerca do vazamento.

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