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ELEIÇÕES 2018

PF solicita ao WhatsApp números envolvidos em mensagens em massa

Pedido faz parte do inquérito instaurado após uma reportagem da 'Folha' revelar a compra de pacotes de mensagens em massa, de cunho político, por empresas

PF solicita ao WhatsApp números envolvidos em mensagens em massa
Já existem mais de 2.000 investigações abertas por conta das eleições (Foto: Flickr)

A Polícia Federal (PF) quer descobrir quais foram os números de telefone e dispositivos que dispararam mensagens em massa de cunho político, através do aplicativo Whatsapp.

A PF encaminhou um ofício nesta semana requisitando esta e outras informações, dentre elas o conteúdo que foi transmitido pelo aplicativo. Eles querem apurar se as mensagens eram negativas ou positivas sobre os candidatos.

Um inquérito foi feito após a reportagem da Folha de S. Paulo, revelou que empresários apoiadores do presidenciável Jair Bolsonaro, participaram de uma compra de pacotes de mensagens para a distribuição de conteúdo contra o presidenciável Fernando Haddad (PT). Essa prática, que é ilegal, também se tornou alvo de investigação na Justiça Eleitoral.

Porém, a polícia se vê pessimista sobre como o Whatsapp poderia ajudar aos investigadores. O caso, que está em sigilo, tem um prazo inicial de 30 dias para a investigação, podendo ser prorrogado. A empresa diz não ter acesso aos dados, impossibilitando a evolução da investigação.

Após a reportagem da Folha, o Whatsapp bloqueou as contas suspeitas. Anteriormente, o aplicativo já ficou fora do ar por determinação da Justiça por conta de impasses em meio a investigações.

Em uma ocasião, em dezembro de 2015, autoridades tiveram a autorização para quebrar o sigilo de dados trocados via aplicativo, porém, a companhia não liberou as informações solicitadas.

A PF deve concentrar esforços em quem presta o serviço de disparo de mensagens, como as agências citadas: Quickmobile, Yacows, Cross Services e SMS Market.

Empresas que apoiam Bolsonaro têm efetuado a compra do serviço chamado “disparo em massa”, tendo como base de apoiadores do próprio candidato, ou usuários da plataforma cujos dados foram vendidos por outras agências, o que é ilegal.

Segundo a reportagem, cada contrato chega a R$12 milhões, tendo como uma das empresas compradoras, a Havan, de Luciano Hang. A polícia também apura mensagens contra Bolsonaro.

O pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de abertura de inquérito relata que os casos atingem “ambos os candidatos ao pleito eleitoral para presidente da República”.

O WhatsApp afirmou que “regularmente responde às autoridades no Brasil” e que irá continuar a “tomar ações apropriadas para prevenir que usuários recebam mensagens indesejadas e automatizadas”.

“O WhatsApp tem tecnologia de ponta em detecção de spam, feita para identificar contas com comportamento anormal para que não possam ser usadas para espalhar spam ou desinformação. Proativamente banimos centenas de milhares de contas por spam durante o período de eleições no Brasil”, relatou a assessoria de imprensa do aplicativo.

Já constam mais de 2.000 investigações abertas por conta das eleições. A polícia não informou quantas já foram concluídas.

Fontes:
Folha de S.Paulo-PF pede ao WhatsApp números que dispararam mensagens em massa

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