Início » Brasil » Pnad 2018 aponta diferença recorde entre ricos e pobres
PESQUISA

Pnad 2018 aponta diferença recorde entre ricos e pobres

Pesquisa do IBGE aponta que, atualmente, 10% da população concentram 43,1% da massa de rendimentos do país

Pnad 2018 aponta diferença recorde entre ricos e pobres
Segundo a gerente da pesquisa, resultado é fruto de recessão no mercado de trabalho (Foto: Wilson Dias/ABr)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

A desigualdade de renda no Brasil atingiu em 2018 o maior nível desde 2012. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada na última quarta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa aponta que a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita subiu em 2018, em relação a 2017, aumentando de R$ 264,9 bilhões para R$ 277,7 bilhões. Porém, essa elevação foi acompanhada de um aumento na desigualdade entres as camadas mais rica e mais pobre da população. Os dados apontam que, atualmente, 10% da população concentram 43,1% da massa de rendimentos do país.

A pesquisa aponta que o Índice de Gini – que mede a desigualdade numa escala que vai de zero a um – registrou uma tendência de redução entre 2012 e 2015, caindo de 0,540 para 0,524. Porém, essa tendência começou a reverter a partir de 2016, quando o índice subiu para 0,537. Em 2018, ele chegou a 0,545, o maior da série histórica da Pnad, iniciada em 2012.  

“Em 2018, o rendimento médio mensal real do 1% da população com maiores rendimentos era de R$ 27.744, o que corresponde a 33,8 vezes o rendimento dos 50% da população com os menores rendimentos (R$ 820)”, destaca a pesquisa.  

Em um podcast divulgado no site do IBGE, a gerente da Pnad, Maria Lucia Vieira, destacou que o aumento na desigualdade é um reflexo da recessão no mercado de trabalho.

“O rendimento de trabalho é o que tem maior peso dentro do rendimento total das famílias. Cerca de 75% do rendimento total é composto pelo mercado de trabalho. Então, se o mercado de trabalho está em recessão, as pessoas perdem os empregos, vão trabalhar em empregos com rendimentos menores. Esse impacto fica também no rendimento total. E nas regiões onde o rendimento de trabalho vem de um trabalho que é mais informalizado, esse impacto é maior ainda. Porque essas pessoas têm uma menor proteção em relação aos seus empregos. É mais fácil mandar embora”, explica Vieira.

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Rogerio de Oliveira Faria disse:

    Como é doce o “capetalismo.”

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *