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FIM DO MISTÉRIO

Revista ‘Veja’ encontra Fabrício Queiroz no Morumbi

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro e pivô do escândalo conhecido como Caso Queiroz, Fabrício Queiroz vive no bairro para facilitar tratamento de câncer

Revista ‘Veja’ encontra Fabrício Queiroz no Morumbi
Queiroz tinha o paradeiro desconhecido desde janeiro (Foto: Fabrício Queiroz/Facebook)

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Alvo de uma polêmica desde que sumiu, sem deixar rastro de seu paradeiro, em janeiro deste ano, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Flávio Queiroz, foi localizado no Morumbi, bairro nobre da zona Oeste de São Paulo, pela revista Veja.

Ele foi visto na última segunda-feira, 26, na recepção do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, onde segue com tratamentos de quimioterapia e radioterapia. Segundo a reportagem, ele se mudou para o Morumbi para facilitar os deslocamentos até o hospital.  

Uma pessoa próxima a Queiroz informou à Veja que a cirurgia feita em 12 de janeiro não resolveu o problema do ex-assessor, que teve o quadro de saúde agravado. Em maio deste ano, uma reportagem do jornal Globo, revelou que Queiroz pagou R$ 64,5 mil em espécie para a unidade particular de saúde, além de mais R$ 69 mil à equipe médica – sendo R$ 9 mil ao oncologista. O hospital também recebeu outros R$ 5,4 mil por cartão de crédito.

Queiroz tinha o paradeiro desconhecido desde janeiro, quando postou um vídeo na internet feito após a cirurgia no Albert Einstein. Ele é pivô do escândalo conhecido como Caso Queiroz, revelado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou uma movimentação atípica nas contas do ex-assessor.

As transações bancárias chegavam a R$ 1,2 milhão, feitas por oito funcionários que estavam lotados no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo as investigações, as transferências eram coordenadas por Queiroz e há suspeita de se tratar de um esquema conhecido como “rachadinha”, no qual assessores devolvem parte de seus salários ao gabinete onde atuam.

Em dezembro do ano passado, após não comparecer a duas convocações do Ministério Público para prestar depoimento, Queiroz concedeu uma entrevista ao SBT, na qual disse “ser um homem de negócios” e que as movimentações detectadas em sua conta eram fruto de compra e revenda de carros.

Porém, em maio deste ano, o MP informou não ter encontrado indícios que comprovassem que o ex-assessor negociava veículos. Posteriormente, as investigações revelaram que a filha de Queiroz, Nathalia, era lotada no gabinete de Flávio, porém sua real profissão era personal trainer.

Leia também: Gabinete de Bolsonaro atestou presença de filha de Queiroz

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2 Opiniões

  1. Rogerio de Oliveira Faria disse:

    Quem será que está pagando essa conta (Hospital AE + Ap no Morumbi)?

  2. Selma Carvalho disse:

    Claro que não há parâmetro para medir um tratamento de câncer no Hospital Albert Eintein e um no SUS, porém a “conta” maior ele tá pagando sozinho.
    Espero que a justiça dos homem consiga cumprir o seu papel, e que ele tenha aprendido com a doença que o dinheiro não é tudo.

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