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4º DIA DE BUSCAS

Sobe para 11 o número de mortos em desabamento no Rio

Buscas por sobreviventes seguem em andamento nesta segunda-feira, 15. Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda há 13 desaparecidos

Sobe para 11 o número de mortos em desabamento no Rio
A Defesa Civil afirmou que 13 prédios da região estão interditados (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

As buscas por sobreviventes do desabamento de dois prédios na Muzema, Itanhangá, zona Oeste do Rio de Janeiro, chegaram ao quarto dia. Segundo o Corpo de Bombeiros, as buscas não serão interrompidas, mesmo que a cidade mantenha o atual clima chuvoso.

De acordo com informações dos Bombeiros, o número de mortos no desabamento subiu para 11 e pelo menos 13 pessoas continuam desaparecidas. O corpo de Antônia Sampaio, de 31 anos, foi localizado na manhã desta segunda, 15.

Para ajudar nas buscas, cães farejadores estão sendo utilizados e moradores auxiliam com informações sobre o local do desabamento.

A 16ª DP (Barra da Tijuca), que está a cargo da investigação, afirmou que está investigando os culpados pelo desabamento. Segundo a delegada Adriana Belém, eles serão responsabilizados pelas mortes, lesões e construções irregulares.

Durante o fim de semana, peritos da Polícia Civil voltaram ao local para uma perícia complementar. Segundo a polícia, ainda não foi possível colher o depoimento dos sobreviventes e eles serão ouvidos assim que estiverem em condições de prestar depoimento.

O medo da milícia

Os dois prédios que caíram eram construções irregulares tocadas por milicianos que controlam a região da Muzema. As construções chegaram a ser interditadas, mesmo assim, foram concluídas.

O coordenador de Operações da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação, José Maurício Padrone, afirmou que o órgão enfrenta dificuldades em montar equipes para realizar as remoções, visto que fiscais temem a represália de milicianos que possuem o poder da região. Para isso, a Polícia Militar tem atuado em paralelo.

Segundo Padrone, milicianos colocam as pessoas para morarem nos prédios, mesmo enquanto ainda estão em fase de construção (pela lei, só pode haver moradores após a conclusão e inauguração do edifício).

Quando casos assim são denunciados, é necessário intervenção do município, que muitas vezes necessita da ajuda de um chaveiro para abrir as residências devido à resistência das pessoas de deixarem o local. A Defesa Civil afirmou que 13 prédios da região estão interditados.

Fontes:
G1-Bombeiros buscam vítimas de desabamento na Muzema pelo quarto dia
O Globo-Prefeitura diz que fiscais temem reação da milícia na Muzema, e operações terão apoio da Polícia Militar

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