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MEIO AMBIENTE

Sobe para 772 as localidades atingidas pela mancha de óleo

Segundo o relatório, 124 municípios de 11 estados brasileiros já foram afetados pelo óleo cru – e de origem ainda desconhecida

Sobe para 772 as localidades atingidas pela mancha de óleo
Cerca de 100 tartarugas marinhas e 31 aves foram atingidas pelo óleo (Foto: Divulgação/Ibama)

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Já são 772 as localidades afetadas pela mancha de óleo que atinge praias, ilhas, rios e mangues do Nordeste e do Sudeste do país. O levantamento foi divulgado esta semana pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo o relatório, 124 municípios de 11 estados brasileiros já foram afetados pelo óleo cru – e de origem ainda desconhecida. Dentre os locais atingidos, 34 ficam na Costa dos Corais, nos estados de Pernambuco e Alagoas – área de Proteção Ambiental sob a supervisão da Marinha.

O vazamento de óleo foi observado oficialmente pela primeira vez no dia 30 de agosto, no município de Conde, na Paraíba. Em seguida, o número de municípios atingidos não parou de crescer e soma hoje 213 localidades na Bahia, 85 no Espírito Santo, 65 no Sergipe, 49 em Alagoas, 21 em Pernambuco, 15 no Rio Grande do Norte, 11 no Piauí, nove no Maranhão, sete no Ceará, e um na Paraíba.  

O estudo não contempla, todavia, os 300 gramas do poluente encontrados na sexta-feira, 22, na praia de Grussaí, no município de São João da Barra, no Norte fluminense.

Mais manchas em praias fluminenses

A Marinha confirmou, na última terça-feira, 26, que estes fragmentos de óleo são idênticos aos do vazamento. No mesmo dia, foi recolhido óleo nas praias fluminenses de Guriri, em São Francisco do Itabapoana, do Barreto, em Macaé, e no Canal das Flechas, em Quissamã.

Para efeito de medição do Ibama, o conceito de localidade equivale a um quilômetro de extensão de costa. Ou seja, a extensão deste acidente ambiental já atinge quase 800 quilômetros de litoral. O Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) alerta que houve redução de 66% do número de invertebrados bentônicos vivos (como corais, moluscos, crustáceos, polvos e lagostas) em quatro praias do estado.

No início de novembro, o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), conseguiu identificar a mancha de óleo em toda a sua extensão: com cerca de 25 quilômetros por 400 metros, e a 26 quilômetros do litoral da Paraíba. Mas a mancha se diluiu da mesma maneira que as investigações para identificar os responsáveis por este evidente crime ambiental. A Polícia Federal chegou a apontar o navio grego Bouboulina como responsável pelo vazamento. Mas não há provas concretas que levem à responsabilização da embarcação. 

Cerca de 100 tartarugas marinhas e 31 aves foram atingidas pelo óleo. Pesquisadores do Ibama revelam que o impacto ambiental pode persistir por décadas. Até o momento, foram retiradas 4,5 mil toneladas de petróleo cru.

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