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TSE e STF miram contas de Davi Alcolumbre

O novo presidente é alvo de acusações envolvendo fraudes em sua campanha de 2014

TSE e STF miram contas de Davi Alcolumbre
A campanha ao Senado em 2014 custou cerca de R$ 2 milhões (Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil)

O novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que é alvo de três ações no Tribunal Superior Eleitoral e dois inquéritos envolvendo fraudes na campanha de 2014, utilizou empresas da família e do contador e presidente do comitê financeiro de seu partido para justificar os gastos de R$ 763 mil que estão sob suspeita.

A ministra Rosa Weber negou, em novembro do ano passado, o pedido de arquivamento da investigação feito pelo senador, autorizando a quebra de sigilo bancário do contador da campanha de Davi, Rynaldo Gomes, e de sua empresa, a R.A.M Gomes. O contador recebeu cerca de R$ 478 mil do comitê do DEM (Democratas) e da candidatura do senador. Os inquéritos estão em segredo da Justiça.

Gomes é a peça central nas ações do TSE, onde é pedido a cassação do mandato de Davi devido a abuso de poder econômico e do STF, que o investiga por falsidade ideológica. Ele é acusado de ter usado cinco notas frias no valor de R$157 mil em nome da empresa L.L.S Morais-ME na prestação de contas da campanha de Davi, além de ter falsificado o documento da prefeitura de Macapá para regularizar sua contabilidade.

Foi realizada uma quebra de sigilo parcial durante a investigação do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), que apurou que R$34 mil referentes a serviços prestados pela L.L.S. foram transferidos para a conta de Gomes. A apuração teve origem em três ações eleitorais e foi movida pelo ex-senador Gilvam Borges (MDB-AP), aliado a José Sarney, derrotado por Davi.

O TRE-AP indeferiu o pedido, alegando que a participação de Davi sobre a fraude não foi comprovada e determinou que o crime de falsidade ideológica fosse apurado em uma ação penal. Foram apresentados três recurtos ao TSE e os mesmos estão no gabinete do ministro Edson Fachin.

Em abril do ano passado, o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, defendeu a cassação do mandato de Davi e dos suplentes . O procurador afirmou que “restou comprovada a contaminação da campanha eleitoral” de Davi pelas “ações ilícitas em tratativa”. E, segundo ele, é “impossível desvincular dos candidatos a figura de Rynaldo Antônio Machado Gomes”, contador responsável pela prestação de contas, fornecedor de campanha e presidente do comitê financeiro do DEM.

Além dessas ações envolvendo o contador, são alvos de questionamentos no TSE pagamentos de R$ 285 mil com “combustíveis e lubrificantes” realizados através da campanha de Davi e pelo comitê financeiro do DEM para a empresa Salomão Alcolumbre & Cia Ltda, que é de uma tia do senador.

A campanha de Davi declarou ter gasto R$135 mil com gasolina em postos da família para sua campanha, em 2014. Esse valor é o maior do que os gastos com combustível de todos os outros nove candidatos ao Senado juntos.

A empresa Salomão Alcolumbre apareceu como uma das fornecedoras de campanha em 2014 e de outros 40 candidatos e três comitês. Os gastos de Davi e de outros dois parentes representam mais da metade dos R$ 551,5 mil que a empresa da família recebeu durante a eleição.

As irregularidades na campanha de 2014 do presidente do Senado, Davi Alcolumbre também envolvem duas emissoras de TV da família do senador no Amapá que teriam produzido material de campanha clandestino, além de notas fiscais para a apresentação de contas com datas posteriores ao término da eleição.

A ação acusa a campanha do senador de apresentar uma nota de R$ 2,5 mil emitida pela empresa TV Amazônia Ltda.-ME, que é afiliada da TV Band e dirigida pelo irmão e suplente de Davi no Senado, Josiel Alcolumbre.  O cheque foi descontado em espécie pelo contador, Rynaldo Gomes.

O vice-procurador-geral eleitoral Humberto Jacques Medeiros “confirma” que foram usados na prestação de contas do senador “expedientes com vistas a ocultar o real destino dos valores movimentados na campanha e impedir ou, no mínimo, dificultar o controle a ser realizado pela Justiça Eleitoral, corroborando a conclusão pela necessária cassação dos mandatos pela prática de fraude e abuso de poder econômico”.

A ação conta o presidente afirma que outra empresa da família encomendou ao menos R$5,9 mil em material clandestino.

A campanha ao Senado em 2014 custou cerca de R$ 2 milhões e teve como financiadores as empresas JBS, com doação de R$ 138 mil, e Odebrecht, com R$ 100 mil. Ele não foi delatado e não é investigado pela Lava Jato, porém, seu nome aparece na lista fornecida ao Ministério Público Federal por Joesley Batista, da JBS, dos supostos beneficiários de propinas “disfarçadas” de doações.

 

 

 

Fontes:
Estadão-Ações no TSE e no STF miram contas de Davi Alcolumbre

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1 Opinião

  1. carlos alberto martins disse:

    o pensamento do LULA é:como é doce a vingança.apesar de seus tropeços o levar a uma aposentadoria como prisioneiro,ele deve estar dando gargalhadas ao ver toda a podridão que está aparecendo.até o momento no congresso e o senado,não estão nem um pouco preocupados em administrar o Brasil,visto que a briga pelo poder é maior.bando de cretinos.

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