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A Grande Depressão: lições da década de 1930

Em 'Hall of Mirrors', Barry Eichengreen defende que economistas analisaram mal a década de 1930, o que levou a um crescimento fraco ou inexistente

A Grande Depressão: lições da década de 1930
Em 'Hall of Mirrors', Eichengreen, recria importantes abalos financeiros da história (Reprodução/Daniel Pudles)

Os economistas em geral trabalham com grandes amostras de dados e, por isso, ficam em um dilema quando se deparam com as depressões, porque elas não aconteceram em número suficiente para criar padrões previsíveis. Quando o mundo estava em plena crise em 2008, seus líderes só tinham a década de 1930 como modelo.

Hoje, os economistas felicitam-se por terem evitado outra Grande Depressão. Eles estão corretos? Barry Eichengreen não concorda. A análise que fizeram da década de 1930, escreveu, está incompleta, com frequência errônea, e isso os levou a se contentar com um crescimento fraco ou inexistente, e com reformas tímidas demais dos sistemas financeiros.

Em Hall of Mirrors: The Great Depression, the Great Recession, and the Uses—and Misuses—of History, Eichengreen, da Universidade da Califórnia, Berkeley, recriou dois episódios importantes de instabilidade financeira no século passado, com descrições instigantes de banqueiros e políticos, além de explicações teóricas acessíveis. Sua releitura das crises recentes nos Estados Unidos e na Europa pouco acrescenta aos relatos anteriores, mas sua versão da Grande Depressão da década de 1930 é rica em detalhes e ideias que contradizem os mitos.

Fontes:
The Economist-Root causes

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