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Banco do Sul: de mal a pior?

Uma das boas coisas do Estadão dos domingos é a coluna do ministro Maílson da Nóbrega. Seus comentários sempre se destacam pela sensatez e equilíbrio.

O do domingo que passou trata do malfadado Banco do Sul. Como todos nós, Maílson também imaginou que a iniciativa estava fadada ao esquecimento. Pelo menos, foi isso que deu a entender o Senhor Presidente da República, ao questionar a finalidade de mais uma instituição multilateral de financiamento na América Latina – ao contrário dos pontos de vista dos presidentes Chávez, Morales e Kirchner. O assunto volta à baila com as declarações do Senhor Ministro da Fazenda, a quem a iniciativa é simpática.

Ora, é difícil entender que benefícios a criação do Banco do Sul pode nos trazer. Estamos a um passo do investment grade e, no momento, nosso maior problema é o influxo de capitais externos, que se constitui, senão na maior, pelo menos em uma das principais fontes da continuada valorização do real.

Temos ativos financeiros líquidos em moeda estrangeira e estamos tomando recursos no mercado a custos compatíveis com os de agências multilaterais de crédito, do continente e de alhures.

Este artigo foi publicado originalmente neste endereço e reproduzido com autorização do Instituto Liberal.

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2 Opiniões

  1. Markut disse:

    Tanto pior, melhor.
    É evidente que se trata de mais uma bravata bolivariana do Chavez. Se o Morales e o Kirchner resolvem embarcar nessa canoa, isso é com eles.
    Mas o jeito, como já insinuou Lula, é esquecer.
    É extranho que, a esta altura, o sr Ministro da Fazenda, veja isso com simpatia.

  2. Alberto Nepomuceno disse:

    Em primeiro lugar vamos discordar do Sr Fendt a respeito do ex (felizmente ex) Ministro Nóbrega, do governo Sarney (argh!). Ora, um ministro de 80% de inflação ao mês deveria pedir asilo na Sibéria e não ficar dando conselhos por aí, enganando até o esclarecido e simpático Dr Roberto Fendt. Apesar disto, a opinião é válida – ao menos esta – pois temos ainda em mente os grandes estragos que os bancos estaduais fizeram ao país. Já imaginaram se o FHC não tivesse acabado com eles, o que seria na mão do PT, Valério e Dirceu? Estes dois últimos conseguiram empreguinho para a ex mulher do Dirceu e um financiamento em banco particular para pagar um apartamento, imagine se os bancos fosse estaduais! O Banco do Sul seria a mesma coisa: imagine que o presidente poderia ser o Luiz Gushiken ou um mandado do Morales e do Chavez. Viva a liberdade de imprensa e abaixo a memória curta dos brasileiros: fora Nóbrega, Dirceu e Valérios, vamos errar com outros…

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