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Cem anos da morte de Euclides da Cunha

Por Fabio Teixeira

19/08/2009 | Enviar | Imprimir | Comentários: 5 | A A A

Ler Euclides da Cunha pode ser uma punição, ou um prazer. Pelo menos é o que afirma Nísia Trindade, autora de Um Sertão Chamado Brasil. Nesta segunda-feira, 17, a pesquisadora esteve na Livraria da Travessa para lembrar os cem anos da morte do escritor.

Embora Nísia tenha se iniciado na leitura do autor por acaso, a maior parte dos leitores começam por obrigação acadêmica ou escolar, uma punição, de acordo com ela. E, quando leem, não entendem — como foi o caso de Aleilton Fonseca, autor de O pêndulo de Euclides, e Leopoldo Bernucci, autor de uma versão comentada de Os Sertões, que estavam presentes para discutir junto com Nísia a vida e obra do escritor.

“Da primeira vez em que li, tinha 14 anos. Não compreendi absolutamente nada”, afirma Leopoldo. O autor só voltaria a ler Euclides na década de 80, quando redescobriu Os Sertões em uma pesquisa acadêmica.

Mesmo quem tem a iniciativa de ler Euclides encontra dificuldades. Aleilton, que em seu livro conta a visita de três amigos à cidade de Canudos, economizou dinheiro aos 17 anos para comprar Os Sertões, mas ainda assim teve um entendimento incompleto do texto.

No entanto, os leitores que superam o texto rebuscado descobrem um livro que continua importante até hoje. Nísia lembra que a sociologia retirou vários conceitos de Euclides, como o do isolamento do sertanejo. Para ela, o livro mostrou a alienação dos nordestinos em relação ao mundo e a alienação da aristocracia em relação ao sertão. O sertão, para Nísia, ainda existe. Segundo ela, o termo sempre esteve ligado a espaços não-civilizados. São Paulo, por exemplo, já teria sido chamado de sertão.

Aleilton afirma que conforme o tempo passa o livro pode perder até sua força sociológica, mas em troca ganha em força literária. O autor acredita que as novas gerações podem ainda apreciar Os Sertões pela sua contemporaneidade, mais de cem anos depois.

Se a dificuldade de leitura de Os Sertões é um consenso entre os especialistas, a imortalidade da obra também é.

Escrito por: Fábio Terra Teixeira

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5 opiniões para o artigo: Cem anos da morte de Euclides da Cunha

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Opinião de ANAPORTUGALNF
Na data: 22 de agosto de 2009 as 15:46

@luiz antonio vieira barbi, NÃO PARTICIPO DO GRUPO QUE AFIRMA QUE O PROGRESSO TENHA ACABADO COM O NOSSO SERTÃO, ASSIM COMO NÃO ACABOU COM NOSSAS ORIGENS SEJAM OU FAMILIARES, OU MAIS EXTENSAS.
QUE PODE DETURPAR, OU MESMO DISTOCER A VISÃO DO MAU PROGRESSO, É O USO INDEVIDO, E SEM CONOTAÇÃO UTILITÁRIA E DE DESENVOLVIMENTO SOCIO ECONÔMINCO SOCIAL QUE O PROGRESSO TRAS.
NOS SERTÕES, SEJA AQUI OU EM QUALQUER LUGAR, AONDE O SER HUMANO VIVIA ISOLADO, SEM SABER SIQUER O QUE SE PASSAVA DEPOIS DO LIMITE, QUE TINHA A SEU ALCANÇE.
NÃO PRECISAMOS IR TÃO LONGE, AQUI MESMO AONDE RESIDO, NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO, PARA MUITOS O LIMITE DE SEUS CONHECIMENTOS AINDA É O ALTO DA SERRA.
E É A TV, E MESMO INTERNET NAS CIDADES VISINHAS E QUE COLOCA ESSE POVO, SEUS JOVENS EM CONECÇÃO COM O MUNDO EXTERIOR.
ENTÃO NÃO É O PROGRESSO QUE ACABA COM O MUNDO DO SERTANEJA OU MONTANHÊS, É O USO INADEQUADO QUE SE FAZ DELE.
O MUNDO CAMINHA, E TEM QUE CAMINHAR JINTO COM O PROGRESSO.

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Opinião de luiz antonio vieira barbi
Na data: 22 de agosto de 2009 as 11:33

EUCLIDFES DA CUNHA NOS MOSTROU OS SERTOES BRASILEIROS E VALE A PENA LER PARA SABER O QUE E UM SERTAO…HOJE EM DIA NAO EXISTE MAIS NENHUM SERTAO COM ISTO DE INTERNET, CELULAR, ETC…MAS NAQUELAS EPOCAS HAVIA SIM O SERTAO, VALE A PENA LER OS SERTOES PARA NOS INTEIRARMOS DO QUE O PROGRESSO DESTRUIU PARA SEMPRE EM NOSSO BRASIL!!!

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Opinião de Milton Guimaraes
Na data: 20 de agosto de 2009 as 18:36

Eis aí a verdadeira face do PAC da dupla serteneja Lula e Dilma

TCU suspende contratação de projeto ambiental da transposição do São Francisco
Da Agência Brasil
Em Brasília
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Ministério da Integração Nacional suspenda a contratação de empresas para execução e acompanhamento de programas ambientais relacionados à transposição do Rio São Francisco.

De acordo com o ministro do TCU Benjamin Zymler, a auditoria verificou indícios de sobrepreço em parte dos serviços contratados, com valores bem acima do mercado. O TCU encontrou sobrepreço de 64,03% no aluguel de veículo leve e de até 90,74% no valor das passagens aéreas.

“Para alguns dos itens integrantes do orçamento de custos elaborado pelo órgão, não restou demonstrado que os preços estimados estivessem em conformidade com os praticados no mercado. Ainda, apurou indícios de sobrepreço nos valores orçados relativos à mão de obra, passagens e aluguel de veículos, manutenção e combustível”, detalhou Zymler no despacho.

Como a licitação já se encontra na fase de homologação do resultado, o ministrou determinou a suspensão em medida cautelar, ou seja, paralisação imediata do processo. “Há iminência de prática de ato antieconômico, na medida em que poderão ser contratados serviços cujos valores encontram-se acima dos preços de mercado, acarretando prejuízo aos cofres públicos”, argumentou.

O Ministério da Integração Nacional informou que ainda não foi notificado da decisão do TCU e que só irá se pronunciará após a comunicação oficial.
a.

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Opinião de Milton Guimaraes
Na data: 20 de agosto de 2009 as 18:34

Sim sr. Evandro, eu já o fiz diversas vezes. Para mim tem a mesama importancia histórica e literária de Guerra e Paz de Tolstoi, isso é uma verdadeira epopeia.

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Opinião de Evandro Correia
Na data: 20 de agosto de 2009 as 18:14

Vocês conhecem alguém que já tenha lido “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, inteirinho? Eu não. No tempo de escola perguntei ao professor de literatura se ele tinha lido inteiro e ele disse: “inteiro, não”.