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Drogas: Repressão ou legalização?

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Para o público, o governo colombiano derrotou o rei do narcotráfico; o bem venceu o mal. No entanto, segundo Virginia Vallejo, amante e única sobrevivente entre as pessoas mais próximas de Pablo Escobar Ortiz, em entrevista ao jornal El País, o narcoestado sonhado por ele está mais vivo do que nunca – um esquema que atua por todo o Caribe e México – e teria a participação de grandes políticos, entre os quais dois ex-presidentes e o atual, Álvaro Uribe. Se for verdade o que diz Virgínia, de nada adianta a montanha de dólares que os EUA despejam na Colômbia para combater o tráfico de drogas.

Apesar de o número de prisões de traficantes no Brasil ter aumentado consideravelmente, o consumo de cocaína, maconha e ecstasy cresceu, segundo o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Talvez tenha contribuído para isso o fato de o país ter se tornado centro de distribuição para a Europa e EUA.

O mercado de drogas ilícitas movimenta cerca de 320 bilhões de dólares anuais, mas, apesar dos gigantescos esforços de repressão, o consumo tem se mantido estável, quando seria de se esperar sua queda gradual e contínua. Isso mostra que as estratégias de repressão estão erradas, seria talvez o caso de revê-las e ouvir os que defendem a descriminalização dos narcóticos.

Richard Brunstrom, chefe de polícia do Norte do País de Gales, defende a legalização de todas as drogas, classificando as leis em vigor como ineficientes e imorais, e que a política de proibição só contribuiu para torná-las mais baratas e fartas do que nunca. Ele diz ainda que o narcotráfico, em matéria de lucros, só fica atrás da indústria petrolífera, e defende políticas antidrogas não-moralistas, que deixem os dogmas de lado e busquem minorar os danos.

Na mesma linha, um grupo de cientistas propôs, no jornal médico The Lancet, que as drogas sejam classificadas pelo nível de riscos e danos que trazem à sociedade. Os recursos empregados no combate ao tráfico seriam transferidos para o tratamento de dependentes.

Mas o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, por outro lado, declarou recentemente que o Reino Unido jamais liberará as drogas. E esta parece ser a visão majoritária da sociedade, tanto lá como em outros países.

O tema é bastante polêmico, mas é indiscutível que os esforços e todo o dinheiro gastos na repressão ao narcotráfico não têm sido suficientes para acabar com o problema. O filme Tropa de Elite pôs ênfase na questão do consumo, razão de ser do tráfico, o que não é nenhuma novidade. Desde tempos imemoriais o homem faz uso de substâncias psicoativas, entre elas o álcool, cujo abuso causa muito mais mortes do que o de drogas ilegais. Entre os próprios médicos há usuários de psicotrópicos, talvez pela facilidade de obtê-los, e ninguém melhor do que eles para saber o mal que seu uso descontrolado causa.

Se a produção e o comércio fossem liberados, seria imprescindível que a propaganda e a apologia das drogas continuassem proibidas, e aí surgiria a dúvida: quem iria investir na produção e distribuição de um produto do qual não se pode fazer pulômbia, consumo, legaliblicidade nem distribuir amostras grátis? Por aí se pode ver uma das dificuldades de se legalizar as drogas, ficando o mercado, na forma de empresas legalmente constituídas, encarregado de processar e vender drogas. E o controle desta venda legal, seria eficaz? A maconha, menos pesada, poderia ser vendida informalmente?

Um detalhe significante a favor da legalização seria a possibilidade de se controlar a qualidade de narcóticos quimicamente processados como a cocaína, ou dos sintéticos como o ecstasy, porque o teor do princípio ativo varia absurdamente com a prática de "batizar" (diluir) a coca para aumentar os lucros. Quem está acostumado a uma dose de droga mais diluída pode sofrer uma overdose ao consumir inadvertidamente a mesma quantidade de outra, mais concentrada.

Seja ou não a legalização parte da solução, a melhor arma contra o uso de drogas é participação dos pais na construção da personalidade dos filhos, o afeto, a presença, a imposição de limites, que não podem ser substituídos pela mera realização de sonhos de consumo.

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2 Opiniões

  1. Edson de Carvalho Teixeira Júnior disse:

    Eu acho que se Deus nos deu o livre arbitrio quem é o homem para dizer o que fazer e não fazer quem pode me julgar ou te julgar pois todos temos erros,qualidades,defeito,sentimento etc…
    Eu sinceramente eu acho que eles tem que ajudar essas pessoas a se reentegrar na sociedade não persegui-las como se fossem animais e liberar sim as drogas mais estipular leis para controlar e tratar de dependentes que quizerem realmente se livrar do vicío pois ninguém gosta de ser dependente quimico e acredito que todos podem e devem fazer uma força para eles se reentregar pois tem muita empresa aí que discrimina a pessoa que já foi presa e sem pensar deixa de dar uma oportunidade para essas pessoas que só querem ser iguais as outras pessoas que tem sua casa seu carro seu emprego sua família e até porque querem realmente mudar de vida.

  2. Luan disse:

    Muito Obrigado
    Vc ajudo
    eu
    no Trabalho

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