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O caso das casas

Moda é Moda. O resto é o resto!

Moda é Moda. O resto é o resto!
Castelo do deputado Edmar Moreira

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Não posso negar um fato. Moda é moda. E os fatos somente corroboram isso.

O resto é o resto. E os fatos também corroboram isso. Infelizmente.

Virou moda deputado, vereador aparecer assim como num passe de mágica com uma casinha básica. Foi assim com o deputado José Nader Filho. Mas nesse caso, a casa não é dele. Ah bom. É da mulher. E é na Flórida. E segundo o digníssimo deputado seria fácil comprar casa nos EUA. Assim como o castelo não era do deputado Edmar Moreira. Onde já se viu um deputado conseguir com esse salário comprar um imóvel. Se pelo menos fosse financiado pela Caixa. Mas já um vereador conseguiria? Pois é. O dono de um novo palacete, avaliado em R$ 6 milhões, o vereador Paulo Ushitaro Kamia logo disse que a casinha estava em seu nome, depois não estava mais e que então era do cunhado. Queria ter um cunhado assim. Ainda mais que Paulo está em seu quarto mandato e ganha apenas R$ 9 mil. Ah, tá explicado. A culpa é do cunhado. Às vezes é também do mordomo.

E enquanto deputados e vereadores (por enquanto) esquecem de seus imóveis na hora de declarar, o número de pessoas que estão no seguro-desemprego bate quase em 2 milhões de trabalhadores.

Nada mal para a crise que é somente uma marola.

Dizem que é na crise que muitos ganham dinheiro. Então a crise é agora.

Pena que os acionistas do Banco do Brasil não devem estar muito satisfeitos com a troca do presidente da nobre instituição impingida pelo governo, o que fez as ações caírem um pouquinho. Coisa básica em épocas de crise. Queria ter um presidente assim. Que sempre faz a coisa certa e fala a coisa certa na hora certa.

Mas “num” é que tenho!! Tenho o Lula.

É o Lula. É “o cara”. O cara que confidenciou a dois amigos (mui amigos) que estava vivendo um momento em que não tinha do que reclamar. E nem da crise.

Pois é. Como diria Anselmo Gois: “Deve ser terrível viver num país assim”. E eu complementaria: “Deve ser terrível ter um presidente assim”.

Mas talvez nem tanto, ainda mais agora que o governo abriu a torneira e liberou R$ 1 bilhão, como sendo uma ajuda extra, a todos os municípios para compensar perdas. Muito nobre do governo. Ainda mais em um ano pré-eleitoral. Uma atitude de cabra macho (aqui nem importando muito se com ou sem hífen. Maldita reforma ortográfica). Uma atitude que só um pai faria para um filho. Queria (então) ter um pai assim…

Antes que me acusem de estar reclamando de uma coisa boa, vou trazer o que penso. Penso que se o governo planejasse as coisas nada disso precisaria ser feito. Se o governo fechasse a torneira deles, coibindo horas extras no Senado (dizem que os funcionários que receberam irão devolver e poderão fazer em até 10 vezes. Sem juros), adiando reformas desnecessárias das mais diversas, como por exemplo, para ser “update”, a reforma dos apartamentos funcionais orçada em somente R$ 150 milhões, cortando verbas indenizatórias, pagamento de contas de telefone de celulares usados por filhas de senadores. Ops! O Tião falou que pagou do bolso dele. Como diria Silvio Santos: “Eu só acredito vendo”.

Mas ao mesmo tempo em que vejo esse presente, vejo o governo cortando gastos de custeio e investimentos do Orçamento em vários ministérios. Saúde e Educação não se salvaram. Entraram na roda. Salvou-se somente o Bolsa Família e o PAC.

Parece aquela coisa de um cobertor menor que a pessoa que o está usando. Você puxa para o pescoço e deixa os pés descobertos.

Mas fiquem tranquilos que os brasileiros que vivem no exterior não estarão mais descobertos. Muito pelo contrário. Estarão muito bem cobertos e representados. O Senado, muito bonzinho que é, resolveu criar uma bancada que poderá ter de quatro a sete representantes na Câmara dos Deputados para defender os interesses da “tchurma” que não aguentou e se mandou para o exterior tentar a vida e a sorte. Mas calma, a farra ainda não está oficializada. Falta ainda uma segunda votação no Senado, para seguir para a Câmara e se aprovada pelos deputados será regulamentada por lei ordinária.

Extraordinário isso, né? Sem o extra.

De extra somente o que irá gastar (novidade) o Senado com a proposta de reforma administrativa encomendada à Fundação Getúlio Vargas que foi a mesma contratada por Sarney em 95 quando era presidente da Casa e custou na época R$ 882 mil. E que hoje tem um custo inicial de R$ 250 mil. Se quiser fecho por menos.

Mas fazer o que? Melhor isso do que ter um presidente que faz greve de fome para se reeleger. Mas pelo menos ele não fala… Deixa prá lá.

Melhor passar a régua e pedir a conta.

Mas antes lembrar…

Salvem as baleias. Não joguem lixo no chão. E não fumem em ambientes fechados.

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1 Opinião

  1. Karen♥ disse:

    Muito Boa Noite… Já que me interesso muito pela moda, acabei gostado do título e já fui lçendo um pouco sobre a informação… Gostei muito parabéns!!! Um abraço Karen Kuhfuss

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