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O 04 de julho é de todos nós

Os ideais comemorados no 04 de julho pertencem a todos os amantes da liberdade, de todas as épocas e de todos os lugares

O 04 de julho é de todos nós
Os americanos celebram a independência dos EUA em 4 de julho (Foto: Pixabay)

“O segundo dia de julho de 1776 será a data mais memorável da história da América [Estados Unidos]. Acredito que será celebrado por sucessivas gerações com um grande festival anual. Deverá ser comemorado, como o dia da independência, por atos solenes de devoção ao Senhor Todo Poderoso. A comemoração deverá ser solene, com pompa e parada, com shows, jogos, esportes, o rebombar de canhões, sinos, fogueiras e iluminações, de um extremo do continente ao outro, desde agora até o fim dos tempos”.

Assim escreveu John Adams, em carta a sua mulher, Abigail Adams, em 3 de julho de 1776, véspera da data da adoção da Declaração de Independência dos Estados Unidos da América.

A data em si, quatro de julho, consagra o dia em que a Declaração de Independência foi proclamada. De fato, o Segundo Congresso Continental americano votou, por unanimidade, em sessão secreta, a independência das treze colônias da Grã Bretanha em dois de julho, razão pela qual John Adams, um dos fundadores da nação americana, imaginou que o dois de julho seria comemorado “por sucessivas gerações”, “desde agora para sempre”.

Que nos perdoem os americanos, legítimos donos da festa, por herança. Mas os ideais comemorados no 04 de julho pertencem a todos os amantes da liberdade, de todas as épocas e de todos os lugares.

É certo que muitos deles nem sabem da existência do Quatro de Julho; e, se souberem, talvez não se dêem conta de que nos lembramos de Thomas Jefferson como o redator da Declaração, esquecendo dos demais membros da “Comissão dos Cinco” (John Adams, Benjamin Franklin, Thomas Jefferson, Robert R. Livingston e Roger Sherman), que redigiram a Declaração. A eles se aplicaria, com toda justeza, a fala de Miranda na primeira cena do quinto ato da Tempestade, última peça de Shakespeare: “Que maravilha! Quantas criaturas soberbas aqui vieram! Como é bela a humanidade! Admirável mundo novo que tem tais habitantes!”

Celebremos, portanto! Quem não o fez ontem, faça-o hoje; e que se celebre, “desde agora até o fim dos tempos”.

*Roberto Fendt é economista

3 Opiniões

  1. Jorge Hidalgo disse:

    Esses homens, soberbos em inteligência, espírito e visão de mundo, tinham ideais…quais os nossos ideais hoje? pagar o IPVA? claro que não, mas perguntem a qualquer brasileiro qual seu ideal hoje? certamente será fechar as contas em um único dia….

  2. Regina Caldas disse:

    No Tratado de Paz em Paris, ao final da I Guerra Mundial Churchill não participou, Sr Tavares. E no entanto, os Quatro, Clemenceau, Orlando, Lloyd George e o Presidente Wilson, erraram e muito! Erraram nas divisões de nações, na dura penalização financeira imposta à Alemanha, e muito mais..

    Se não fosse o carisma e inteligência de Churchill no esforço de convencer os ingleses a aceitarem a ajuda dos Estados Unidos, a Europa teria caído nas mãos de Hitler. Churchill foi um dos maiores líderes na História da Humanidade.

  3. EDVALDOTAVARES disse:

    A POLÍTICA EXTERNA AMERICANA ATUAL CONTRASTA COM O QUATRO DE JULHO DOS AMANTES DA LIBERDADE DO RESTO DO MUNDO. O entusiasmo de John Adams, expresso na carta endereçada a sua esposa, manifestando a sua euforia pelo 2 de julho de 1776, foi sincero. Assim podemos, de igual maneira, dizer dos demais redatores da Declaração de Independência dos Estados Unidos – entre eles o inventor do para-raios, Benjamin Franklin. Também são merecedores do reconhecimento de sinceridade quanto ao propósito, Robert L. Livingston e Roger Sherman – este conhecido pelo tanque de guerra que leva o seu nome, Sherman. Thomas Jefferson, o mais popularmente conhecido por causa da Casa
    Thomas Jefferson – conhecidíssima pelo curso de inglês que oferece. Heróis da História Americana, que aprendemos a amar e a recordar com carinho das aulas de História dos Povos Americanos, no curso Científico. Ideais de liberdade esquecidos, que os dirigentes americanos de hoje não permitem aos demais países emergentes possuírem. Esses cinco redatores dos destinos traçados, em 1776, para os EUA, estruturados no princípio de liberbade, ficariam decepcionados com esses atuais governantes, caso fosse possível retornarem à vida. Com tristeza, registro que o mundo novo seria mais admirável se Franklin Delano Roosevelt, no imediato pós-guerra, na Reunião de Yalta, Ucrânia, não tivesse embarcado no "papo" de Winston Churchill, Primeiro-Ministro inglês. "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

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