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Aniversário da morte de Getúlio Vargas

Olga

Ainda adolescente, envolveu-se com o movimento comunista internacional e foi para Moscou receber treinamento

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Olga Benário casou com o ex-líder do PCB Luís Carlos Prestes (Reprodução/Internet)

Dificilmente existe um personagem relacionado com a História do Brasil que melhor encarne os embates ideológicos do Século XX, como Olga Benário. Nem alguém que tenha perecido tão tragicamente pelas mãos da ditadura Vargas.

Com o fim da Grande Guerra e a vitória da Revolução Russa, a ideia da internacionalização do movimento comunista não apenas ganhou impulso no plano teórico, como passou a contar com o apoio material da União Soviética. Agentes comunistas eram treinados por Moscou para se infiltrarem em diversos países a fim de promoverem a revolução. Assim aconteceu com Olga Benário, nascida na Alemanha em 1908, numa família de origem judaica. Ainda adolescente, envolveu-se com o movimento comunista internacional e foi para Moscou receber treinamento. Em 1934, ela foi designada pela Internacional Comunista para acompanhar o principal líder do Partido Comunista Brasileiro – PCB, Luiz Carlos Prestes (que também se encontrava em Moscou), em seu retorno clandestino ao Brasil.

O cenário europeu era, então, dominado por duas grandes ditaduras: a Alemanha nazista e a Rússia comunista. A primeira, obcecada por um ideal igualitário de uma raça superior. A segunda, apenas substituiu a superioridade racial pela de classe. O Brasil dos anos 30 não ficou imune a esses surtos de igualitarismo e totalitarismo. A simpatia de Getúlio Vargas ao longo dessa década pendeu indiscutivelmente para a Alemanha. Não havia, nos trópicos, campos de concentração, como na Rússia ou na Alemanha nazista. Mas tanto a Ilha Grande, no Rio de Janeiro, quanto Fernando de Noronha foram amplamente utilizadas para encarcerar os inimigos do regime. Foi nesse ambiente que Olga desembarcou no Brasil, em 1935. A conspiração comunista já estava em marcha, visando substituir a ditadura de Vargas por uma outra. Várias razões, entretanto, levaram ao fracasso da Intentona Comunista, deflagrada no final de 1935. Seus artífices acabaram encarcerados, inclusive Olga Benário, que a esta altura já estava casada com o líder do PCB.

O aparato varguista de repressão tratou de forma selvagem os revolucionários. Assassinato, tortura e degredo foram as respostas mais comuns. Para Olga Benário foi reservado um tratamento ainda mais cruel. Foi deportada para a Alemanha, em setembro de 1936, o que equivalia a uma condenação à morte, uma vez que os judeus já estavam sendo exterminados por Hitler. Pior, Olga estava grávida de 7 meses, esperando um filho de Prestes. Mas o brutal regime de Vargas não tinha preocupações humanitárias.

O levante comunista fracassado também serviu de pretexto para a decretação de um prolongado estado de sítio. Com isso, foi interrompido o processo de redemocratização iniciado em 1934. Também daria a base para o golpe do Estado Novo, em 1937, o que assegurou a Getúlio Vargas poderes incontrastáveis até o término da II Guerra Mundial.

Assim, Olga Benário veio para o Brasil a fim de implantar uma ditadura cujo modelo já havia ceifado milhões de vítimas na União Soviética. Aqui aportando, encontrou outra ditadura que a expulsaria diretamente para os braços de uma terceira ditadura, onde encontraria a morte em 1942, numa câmara de gás, no campo de concentração de Bernburg. A ideologia defendida por Olga propugnava a hipertrofia do Estado, e, por ironia, ela terminou assassinada por um Estado hipertrofiado. Ela teve Stalin como líder e Vargas e Hitler como algozes. Olga serviu e pereceu sob as ordens e nos cárceres desses trigêmeos heterozigotos.

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9 Opiniões

  1. Antonio Campos Monteiro Neto disse:

    Péssimo texto. Colocar Vargas no mesmo patamar que Stalin e Hitler é fruto de uma interpretação histórica ideológica, distorcida e simplista; em suma, inaceitável.

    Lembremos que, quatro anos depois de deposto, Vargas seria reconduzido ao poder pelas urnas.

  2. Antonio Campos Monteiro Neto disse:

    Péssimo texto. Colocar Vargas no mesmo patamar que Stalin e Hitler é fruto de uma interpretação histórica ideológica, distorcida e simplista; em suma, inaceitável.

    Lembremos que, quatro anos depois de deposto, Vargas seria reconduzido ao poder pelas urnas.

  3. Evandro Correia disse:

    O fato de esse ditador nojento ter sido popular não quer dizer nada. Seus ídolos Hitler e Mussolini também eram.

  4. Evandro Correia disse:

    O fato de esse ditador nojento ter sido popular não quer dizer nada. Seus ídolos Hitler e Mussolini também eram.

  5. Ed disse:

    Eu tenho uma grande dúvida. Textos dizem que os campos de concentração nazistas só foram descobertos depois, principalmente sobre as atrocidades com estes judeus. Como Vargas saberia disto? Não é um paradoxo também que Vargas enviou 25 mil pracinhas para lutar contra Hitler e Mussolini?

  6. Bruno disse:

    Como disse o Evandro, esse mesmo "ditador nojento" tinha um sentimento nacionalista, preocupação com a questão social dos trabalhadores e interesse em defender as riquezas nacionais. Por exemplo, na constituição de 1934, confirmou a legislação trabalhista, criou o salário mínimo, criou a justiça eleitoral, criou o mandado de segurança para proteger o cidadão contra abusos do Estado e o ensino primário obrigatório e gratuito visto que mais de 80% da população da época era analfabeta. E mesmo na fase de ditadura, continuou com a política paternalista, concedendo novos benefícios trabalhistas, criou a Companhia do Vale do Rio Doce, criou a Petrobrás sob o lema "o petróleo é nosso"… enfim: um homem com sentimento nacionalista e a favor da classe operária, é por isso que os empresários e demais políticos da época não gostavam dele. Ele queria ajudar o povo e os demais políticos queriam sugar o povo, coisa que fazem até hoje.
    Podem até tentar manchar a história de Vargas, mas a verdade é que ele é foi e continua sendo o melhor homem que já tivemos a frente de nosso país!!!

  7. Evandro Correia disse:

    Getulio foi um ditador sanguinário, matava e torturava. É uma ironia as pessoas que criticam o governo militar de 1964-85 admirarem Vargas. São farinha do mesmo saco. Usaram os mesmos métodos (tortura, cassação de direitos políticos) e até as mesmas pessoas (Filinto Muller entre outros).

  8. Bruno disse:

    Getulio sim!!! sentimento nacionalista, defensor da classe operária e defensor das nossas riquezas naturais.

  9. leonardo disse:

    Realmente as mesmas pessoas, se não fosse Vargas a ditadura de 64 teria começado já em 54, pois os atores de 64 eram os mesmos opositores de Vargas. Não é fácil ser presidente é ser vidraça para todo Brasil, criar PETROBRAS, CSN, VALE e ainda ser acusado, bom mesmo è ser Fernando Henrique, que queria vender toas ou Aécio, que já venDEU a cemig para a Andrade e se ganhar vai vender o que pode completando a obra do seu antecessor. Grande Vargas quantos mais serão necessários para destruir sua obra?
    Conhecereis a arvore, pelos seus frutos!

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