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Artigo

Projeto Calha Norte

1. Pródromos

A Amazônia, felizmente, vem despertando o interesse nacional. Ela é alvo de uma pertinaz cobiça desde o século XVII, que se agudizou nos dias atuais, em vista da progressiva escassez de recursos naturais nos países desenvolvidos. Ao Brasil, que detém cerca de 60% da Grande ou Pan-Amazônia, cumpre guardá-la, defendê-la e explorá-la racionalmente, sem considerar a opinião dos que a desejam, com escusas intenções, "preservá-la" como um intocável museu, parque ecológico ou santuário natural do planeta. A floresta amazônica não pode ser "congelada", como se fosse uma estratégica e imensa reserva técnica/almoxarifado, usada por nações hegemônicas a médio e longo prazo. Os países interessados, por sua vez, pugnam por seu tombamento como "patrimônio comum da humanidade", tal e qual o fazem com patrimônios da arquitetura de países muito antigos. A Amazônia, bastante diversificada e contrastante, não é o propalado "inferno verde", ela é, sim, dos brasileiros, para o seu próprio usufruto. Portanto, devemos estar aprestados contra veleidades alienígenas que queriam internacionalizá-la ou "planetarizá-la", transformando-a em gigantescos laboratórios de experimentação ou em jardins botânicos ou zoológicos, em nome de questões ambientais, indígenas, climáticas, ou outras. Para tanto, precisamos saber resistir mesmo que a ferro, a fogo e a sangue, com os meios de que dispomos, um deles sendo a "estratégia da resistência".

2. Advertência Preliminar

Assim, traçados esses prolegômenos, passemos à abordagem do Projeto Calha Norte. Muito já foi escrito acerca do assunto. De início, não há como nos afastarmos da repetição de enfoques dados ao tema, por vários exegetas ilustres e competentes. Uma dificuldade que surge, no entanto, é a seleção do que seja mais relevante dentre tantos aspectos importantes.

3. Um Pouco de História

a) A partir de fins do século XVI, franceses, holandeses e ingleses fizeram incursões pelo baixo Amazonas com intuitos exploratórios, de comércio e de fixação na área.
O povoamento da região teve início em 1616, com a construção do Forte do Presépio — origem de Belém do Pará –, caracterizando há 392 anos, portanto, a presença militar luso-brasileira na imensidão amazônica.
Ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX, foram erguidas, em pontos estratégicos, 35 fortificações, aos quais é modelo o monumental Forte Príncipe da Beira, obra-prima da arquitetura militar colonial.

No II Império inicia-se a colonização, quando foram criadas colônias militares.

b) Nos dias atuais nos deparamos com o grave problema da integração da "Ilha Amazônica" ao todo nacional. Este, aliás, sempre foi o sonho dourado, o objetivo-síntese, do patriótico Projeto Rondon: "Integrar para não Entregar". Em várias e extensas áreas amazônicas, a única marca da presença governamental é a existência de singelos aquartelamentos de Pelotões de Fronteira do Exército. E tal fato está relacionado ao assunto em pauta, o Projeto Calha Norte (PCN), como veremos adiante. Acrescente-se a isso a cobiça internacional sobre a Amazônia, desde os tempos coloniais. A propósito, reavivemos, dentre muitos outros, alguns episódios referentes ao desejo de internacionalizar a região ou dela tirar o máximo de vantagens. Ei-los:

i) a tese defendida pelo chefe do Observatório Naval de Washington, Mathew Maury. Ele propunha a ocupação norte-americana da Amazônia, a qual "formava com o Golfo do México, um único complexo geográfico, sendo o rio Amazonas nada mais do que o prolongamento do Mississipi"…

ii) a tentativa da UNESCO, em 1948, de criação do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, que havia sido aceita, subservientemente pelo Brasil, e tão somente depois, rejeitada pelo Congresso;

iii) a proposta do Hudson Institute, apresentada em 1967 e intitulada "Plano Mar Mediterrâneo" previa a construção de sete lagos (quatro no Brasil e três na Colômbia) na floresta amazônica e a abertura de uma hidrovia interior, com saída para o Pacífico, alternativa ao Canal do Panamá;

iv) a persistente campanha, desde 1981, do Conselho Mundial de Igrejas Cristãs, para a criação de "nações indígenas";

v) a instalação, nas duas últimas décadas, de 20 bases e guarnições ianques aéreas ou de radar (as chamadas "forward bases") em países amazônicos, nossos vizinhos;

vi) as declarações ofensivas de graduadas autoridades mundiais, como a mais recente, do diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy: "A Amazônia deve ser considerada um bem público mundial e administrada pela comunidade internacional"…

c) A fim de melhor promover o desenvolvimento e preservar a soberania nacional, os países amazônicos, por iniciativa do Governo João Figueiredo, assinaram o Tratado de Cooperação Econômico-Social em 1978, hoje denominado Organização do Tratado Inter-Regional de Cooperação Amazônica (OTCA), conhecido como "Pacto Amazônico". Por diversas razões, o Pacto não atingiu os objetivos desejados, um deles sendo a criação de um Mercado Comum Amazônico (como viria a ocorrer com o Tratado do Mercosul, celebrado em Assunção, em 1991).

d) Frustradas as expectativas do "Pacto Amazônico", o Brasil passou a estudar um projeto especial para a Amazônia brasileira. Eis a gênese do PCN, que saiu do papel de forma acelerada em 1985, em face de um incidente de fronteira, linhas à frente referido.

4. O Projeto Calha Norte (da criação aos dias atuais)

a) A defesa e o desenvolvimento sustentável da Amazônia são os objetivos prioritários  do PCN, hoje com dimensões bem maiores das inicialmente estabelecidas.

O Projeto possui várias vertentes, não sendo, como já fora difundido, exclusivamente militar — apesar de cerca de 60% de seus recursos serem alocados para projetos militares. Ele foi celeremente desencadeado por causa de um incidente provocado pela penetração de guerrilheiros colombianos em território brasileiro, no ano de 1985. Em 4 de julho de 1993, em artigo de título "Algo de Novo e o Calha Norte", declarou o ex-presidente José Sarney: "Quando assumi a Presidência, logo nos primeiros meses, maio de 85, éramos surpreendidos com a presença de uma coluna guerrilheira do M 19, grupo revolucionário da Colômbia, entrando em São Gabriel da Cachoeira para abastecer-se. Para lá deslocamos tropas e os mandamos de volta. Determinei que o Conselho de Segurança, estudasse imediatamente, um programa de defesa das nossas fronteiras mortas e secas das vastas regiões amazônicas. Veio o Projeto Calha Norte".

b) Em junho de 1985 foi aprovada uma exposição de motivos para a implantação, a curto prazo, do PCN. Assim, sob a orientação do Ministro-Chefe da Casa Militar General Rubens Denys, foram iniciadas as ações do PCN em 1986, na região ao Norte das calhas dos rios Amazonas e Solimões, daí o nome do programa. O projeto, hoje muito mais amplo, abrangia 14% do território nacional, numa superfície de 1.221.000 km2 povoada por 1,7 milhão de habitantes, que se estendia pelos estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima. Essa área, dissociada geograficamente do restante do Brasil pelos rios Amazonas, Negro e Solimões, com 160 km de faixa de fronteira de Tabatinga ao rio Oiapoque, carecia (e ainda carece) de um trabalho sinérgico e coordenado de ministérios e de órgãos governamentais. A falta de assistência nessa ampla região foi minimizada recentemente pela transferência de três Brigadas de Infantaria de Santo Ângelo-RS, Petrópolis-RJ e  Niterói-RJ, para Tefé-AM, Boa Vista-RR e São Gabriel da Cachoeira-AM, respectivamente. As suas peças de manobra foram transformadas em Batalhões de Infantaria de Selva (dando ensejo à criação de novos Pelotões de Fronteira) e  foi feita a instalação de outras Organizações Militares, como vários Tiros de Guerra.

c) Os objetivos do PCN são:

i) aumento da presença brasileira na área;
ii) ampliação das relações bilaterais com os países vizinhos;
iii) expansão da infra-estrutura viária para complementar o transporte fluvial, o mais importante fator de integração regional;
iv) fortalecimento da ação dos órgãos governamentais;
v)  intensificação da demarcação de fronteiras;
vi)  promoção da assistência e proteção às populações indígenas, ribeirinhas e extrativistas.

Apesar da benemerência desses nobres objetivos, somente as FFAA responderam à altura aos desafios propostos por eles. O Exército, já razoavelmente articulado na região, disponibilizou um pavilhão denominado "pavilhão de terceiros" em seus Pelotões de Fronteira, para o acolhimento de órgãos governamentais com responsabilidade no Projeto (INCRA, FUNAI, FUNASA, IBAMA, PF, EMBRAPA, Receita Federal, etc). Lamentavelmente, tais pavilhões estão ociosos em sua grande maioria. Os ditos Pelotões encontram-se no meio da floresta e muitos só podem ser acessados por aviões da FAB ou helicópteros do Exército (há um Batalhão de Helicópteros em Manaus).

É notável a implantação de uma estrutura viária na região amazônica pelo 2° Grupamento de Engenharia de Construção, sediado em Manaus, por intermédio de seus cinco Batalhões de Engenharia de Construção. É importante ressaltar também a instituição pelo Exército, com a participação das outras Forças co-irmãs, de uma estratégia de dissuasão chamada de "estratégia da resistência". Treinada desde 1994 ela constituiu-se em fator relevante para a concretização, em sua expressão militar, dos objetivos do PCN.

Não podemos deixar de citar os inestimáveis serviços prestados pela Marinha do Brasil, por meio dos navios e lanchas da Flotilha da Amazônia em 22.000 km de rios navegáveis e pela criação, na Amazônia Ocidental, de um Distrito Naval na cidade de Manaus.

Quanto à Força Aérea Brasileira, gostaríamos de destacar as missões do CINDACTA IV (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo IV) que encontra-se em Manaus. Tal Centro absorveu as tarefas do SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), ativado desde 2002, em uma área de 5,5 milhões de km2 que cobre toda a Amazônia sul-americana. Trata-se do mais sofisticado aparato de monitoramento do mundo de detecção e alarme aéreo por antecipação, sendo também utilizado em parceria com países vizinhos. As missões do citado Centro são as de defesa aérea, controle de tráfego aéreo, monitoramento de navegação fluvial, observações ambientais por sensoriamento remoto, entre outras. O espaço dispõe de uma densa e complexa rede integrada por três centros de vigilância regionais, satélites, radares fixos e móveis, estações meteorológicas e de monitoramento ambiental, equipamentos avançados de telecomunicações, aeronaves de ataque e de características especiais e de pessoal altamente qualificado. Aduza-se que o SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia) foi concebido para a coleta e integração de informações relativas ao meio ambiente, à climatologia, e outras, com vistas a ações globais do Governo. O sistema, diretamente subordinado à Casa Civil da presidência da República, muito se ampara no trabalho do CINDACTA IV, porém ainda não funciona a contento.

A respeito do assunto, atentemos para as afirmações do Brigadeiro Ivan Frota, em seu artigo "Desmilitarizar, Não! Mas, Sim, Completar a Militarização!", publicado na Revista do Clube Militar, em janeiro de 2007: "O CINDACTA IV, sozinho, guarnece toda a Amazônia Brasileira (5.200.000 km2), incorporando a atividade complementar de vigilância dos céus daquela área (Sistema de Vigilância da Amazônia – SIVAM) e provendo informações eletrônicas, em tempo real, para viabilizar o funcionamento do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM)". E mais: as responsabilidades da Força Aérea na região se ampliaram em decorrência da recente "Lei do Tiro de Interdição" (mais conhecida como "Lei do Abate"), para a interrupção e inibição de vôos clandestinos de narcotraficantes e contrabandistas.

Mas retornemos à evolução do projeto, criado em 1985, e implementado a partir do ano seguinte. O governo de Fernando Collor modificou radicalmente o PCN, e ainda criou, em 1991, a descomunal Reserva Indígena Ianomâmi. Ela causou funestas conseqüências, mormente nos dias atuais (quando outra foi criada de nome Raposa Serra do Sol, também de dimensões colossais, ambas nas "orelhas" de Roraima, ricas em minerais estratégicos, e que podem se transformar em "nações indígenas"), em frontal testilha com as metas traçadas para o projeto.

Em 1999 o PCN, subordinado ao Ministério da Defesa, foi revigorado, tendo sido firmado um convênio com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto Superior de Administração Econômica (ISAE) para o estudo sistêmico de sua área de atuação, consoante sete planos elaborados para os municípios mais carentes.
Desafortunadamente, o Projeto não prosseguiu com o desempenho desejado, apesar do esforço hercúleo das FFAA para o cumprimento de sua parte no programa, e que tiveram as sua atribuições por demais aumentadas, pois adquiriram o necessário "poder de polícia" para  operarem na faixa de fronteira, "ex vi" da Lei Complementar 117/2004.

O PCN ampliou, ao longo dos anos, a sua área de abrangência através da inclusão de municípios dos estados do Acre e de Rondônia. Assim, o projeto até deveria mudar de denominação, pois não mais abarca apenas a "calha norte" dos rios Amazonas e Solimões. Para aferirmos a grandiosidade do programa atualmente, diga-se que ele engloba 194 municípios dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, numa área de 2.743.986 km2 — correspondente a 32% do território nacional. Esta imensa área possui quase 8 milhões de habitantes, dentre estes, 30% da população indígena do País.

Lastimáveis, apesar do gigantismo alcançado pelo PCN, são os sucessivos cortes e contingenciamentos de recursos que o projeto vem sofrendo desde a sua criação, sendo correto afirmar que ele é dinamizado, quase que exclusivamente, pelas FFAA.

5. Conclusão

Os problemas amazônicos não devem ser vistos somente pelo viés de questões ambientais, indígenas, etc. Urge que também sejam encarados sob o enfoque militar, de defesa e guarda da ambicionada região. Todos esses problemas são imbricados e o PCN teve o grande mérito de evidenciá-lo.

Na Amazônia brasileira há um "vazio de poder", como afirmou o atual Comandante Militar da Amazônia, General Heleno. Caso não sejam tomadas urgentes providências haverá uma "invasão branca" de espiãs e traiçoeiras ONGs nacionais e estrangeiras, e aos poucos esse vazio vai aumentar.

Infelizmente, nas duas últimas décadas o Brasil submeteu-se (e continua se submetendo) precipitada e humilhantemente, à "nova ordem mundial" — da globalização neoliberal e da ganância desenfreada. As justas pretensões brasileiras nos campos científico-tecnológico, nuclear, aeroespacial e militar foram e estão sendo cerceadas neste período triste e vergonhoso que, no futuro, a nossa História há de apontar. Estamos a mercê da subserviência de nossos governantes e elites dirigentes e aos ditames dos mais poderosos, com quem celebramos vexatórios acordos como se fôssemos a "Botocúndia do Jeca Tatu", para relembrarmos do nacionalismo de Monteiro Lobato… Necessitamos, imediatamente, resistir, reagir e exacerbar o orgulho nacional — hoje bastante amolecido — não vergando nossa cerviz a interesses atentatórios à soberania nacional. Devemos no lembrar da altivez do Brigadeiro Eduardo Gomes que, em 1945, após solicitação do Vice-Almirante dos EEUU Jonas Ingram, para que ele propusesse ao presidente da República "uma administração mista" para as Bases do Nordeste, respondeu, pronta e bruscamente: "Never!".

Por derradeiro, alertemos: o pretexto de que o PCN nada mais é do que "a militarização da Amazônia —  pulmão do mundo", vem sendo brandido por entidades como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), ONGs de rapina, parlamentares vendilhões e tantos outros "malditos-sejam", inquinados de mentalidade entreguista e/ou revanchista. Tal mentalidade retardou e está retardando as patrióticas e constitucionais atividades do projeto, principalmente pelos infames e sistemáticos cortes e contingenciamentos de verbas destinadas às FFAA — que o impulsionam, prioritariamente, como nenhuma outra instituição faz. A Amazônia é dos brasileiros e para os brasileiros!

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14 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Acho que seria um bom negócio vender a Amazônia para os gringos. É só tratar de negociar um bom preço.

  2. Markut disse:

    Lamentavel a manifestação do sr. Correia.
    O problema é de fato preocupante e vai depender muito da força que consigam ter os vendilhões e as ONGs fajutas,diante de um poder constituido leniente e sem visão geopolítica.
    Está se esboçando um trágico clima de lesa pátria.

  3. Ademir disse:

    Diante desta bela explanação nada mais precisa se dizer, assim, só me resta bradar: ACORDA BRASIL!!!!!!!

  4. EDVALDOTAVARES disse:

    EU FUI DO CALHA NORTE. No ano da sua fundacao (desculpem a falta da cedilha, acento e til, nao estou no meu computador) eu dirigia o Hospital de Guarnicao de Tabatinga, Tabatinga, AM. Tive a oportunidade de vivenciar que, apesar do convenio firmado entre o governo federal e os estaduais, apenas quem carregou o piano, sozinhos, foram as FFAA (Exercito, Marinha e Aeronautica). Os governadores presentes ao compromisso em Tabatinga, apenas assinaram um convenio, para eles, sem maior importancia. Para as Forcas Armadas o compromisso assumido foi serio e implicava no cumprimento honroso de uma nobre missao para a preservacao da Amazonia. O hospital militar (Hospital de Guarnicao de Tabatinga) sob a minha direcao entrou em obras e teve as instalacoes ampliadas, com obras estruturadas em novo projeto, recebendo de imediato autonomia administrativa e ampliacao de verbas federais (INSS e orcamentarias do EB). O governo do Estado do Amazonas, na epoca governador Amazonino Mendes, como de praxe acontece com os governos demagogos, nao honrou o compromisso assumido e o glorioso Exercito Brasileiro, ficou sozinho. na mao (eu vivi esta experiencia e desminto qualquer autoridade que se manifeste contra, esta e a expressao da verdade). O Exercito Brasileiro distribuiu oficiais na patente de Segundo-Tenente (medicos, dentistas e farmaceuticos), atraves do PASEI, na regiao do Alto-Solimoes e sua Calha Norte. Ver este brilhante artigo do Coronel Soriano Neto, um amigo do qual tenho a honra de participar da amizade, e um motivo de honrosa satisfacao. O Coronel Soriano e membro da valorosa elite do Exercito Brasileiro e patriota que faz parte de seleto grupo que acredita que a Amazonia e do BRASIL e somente a tirarao dos brasileiros se os verdadeiros patriotas estiverem mortos. Coronel Soriano tem por filoosofia que derramar o sangue em defesa da Amazonia e um dever e no maximo uma honra. BRASIL ACIMA DE TUDO. SELVA. EDVALDOTAVARES. TEN-CEL MED DO EB. SAO JOSE DOS CAMPOS/SP

  5. Adnen Rajab disse:

    A FFAA e os patrícios verdadeiramente brasileiros, merecem a Amazônia sempre defendida por ilustres compatriotas. Nosso coração também sangue de cor verde-amarelo, e sou mais um a defendê-la a qualquer razão.

  6. Venustiano Carranza disse:

    O Brasil é um caso de excesso de terra para uma população incapaz de ocupá-la. E isso desde os portugueses. Aposto o que quiserem que, em cinco anos, vai se falar castelhano por lá. Os cocaleros do Hugo Chávez e do Evo Morales vão tomar conta daquilo SOB O OLHAR COMPLACENTE DA ESQUERDA BRASILEIRA. Depois disso, adeus Amazonia Brasileira.

  7. Ademir disse:

    Dr. Edvaldo Tavares; permita-me discordar do final, que é um verdadeiro corolário do seu texto. Quando o senhor diz: "…a Amazônia é do BRASIL e somente a tirarão dos brasileiros se os verdadeiros patriotas estiverem mortos. Coronel Soriano tem por filosofia que derramar o sangue em defesa da Amazônia é um dever e no máximo uma honra…", eu creio que o senhor cometeu uma inversão de valores, isto é, certamente o senhor quiz dizer "…derramar o sangue em defesa da Amazônia é um dever e no MÍNIMO uma honra…" – o grifo, em maiúsculas, é meu.

  8. EDVALDOTAVARES disse:

    ACEITAÇÃO DA DISCORDÂNCIA. O Sr. Ademir é um amazônida que tem orgulho do solo no qual nasceu. Eu sou carioca, de família, pai e mãe e demais antecedentes, amazônidas – inclusive a minha filha mais nova nasceu em Tabatinga -, fervoroso defensor daquela região. No dia 12 de março deste ano, compareci a uma palestra proferida pelo general Santa Rosa – demitido da Chefia de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa pelo acéfalo e prepotente ministro da Defesa, Nelson Jobim – no Instituto Histórico e Geográfico de Brasília. Entre figuras importantes, militares e outros segmentos de alta influência, encontrava-se presente o amazônida Jarbas Passarinho, ex-governador do Pará, ex-senador da República e ex-ministro da Justiça no governo Collor. Antes, remetera-lhe uma mensagem de autoria do coronel Péricles, por mim intitulada "Nome dos Responsáveis pelo Brasil Diminuir de Tamanho". Terminada a palestra do general Santa Rosa, durante os debates, me apresentei e abordei tres pontos preocupantes sobre a Amazônia: 1- A demarcação das Terras Indígenas, Ianomâmi (TTI) e Raposa Serra do Sol (TIRSS), sendo que a TII foi baseada no decreto de Jarbas Passarinho, quando ministro da Justiça, com a aceitação de Fernando Collor de Mello, presidente; 2- A traíção do governo Lula, votação favorável em 13 de setembro de 2007 pelos delegados brasileiros, na ONU, da "Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas"; e, 3- A minha opinião favorável à total militarização da Amazônia. Jarbas Passarinho, em seguida, fez uso da palavra justificando a sua atitude como cumprimento de ordem judicial e que tudo se tratava de calúnia e que eu estava sendo injusto para com ele – argumentação infundada. Caso o Brasil venha diminuir de tamanho com a perda das, Reserva Indígena Raposa Serra do Sol (RIRSS), Reserva Indígena Ianomâmi (RII) e, em área contínua, extensa faixa do norte do Estado do Amazonas até a região da "Cabeça do Cachorro", fronteira com a Colômbia, a raiz dessa perda está no primeiro governo eleito pelo povo, após os governos militares, de Fernando Collor de Mello, em 1990, e de seu ministro da Justiça, Jarbas Passarinho. A História do Brasil registrará a verdade. BRASIL ACIMA DE TUDO. SELVA! EDVALDOTAVARES. MÉDICO. SÃO PAULO/SP.

  9. Wesley Carvalho disse:

    Pertinente a discussão sobre este tema, uma vez que a proteção de nossa amazônia deveria ser levada a sério.
    Estou desenvolvendo meu TCC sobre os Principais projetos dos Anos de 1985 a 1988, Calha Norte, 2010 e Nossa Natureza.
    Como historiador estou encontrando dificuldades bibligráficas a respeito, uma vez que a maioria das abordagens eh de forma geopolítica ou social, mascarando a real importacia destes projetos.
    Se interessar, gostaria de discutir o conhecimento amplo dos senhores a respeito desse tema. com a finalidade de desenvolver minhas pesquisas agora na academia e posteriormente no mestrado.
    Academico de História, Santana/AP

  10. SASA disse:

    O calha norte é muito útil para a Amazônia. E a Amazônia agradece por todo o esforço de todos vocês. OOBRIGAADOO!!!

  11. meire disse:

    SOU AMAZONENSE E COM ORGULHO.
    QUANTO A VENDER A AMAZÔNIA NÃO ACHO POSSÍVEL.
    QUANTO AO Sr.EVANDRO VENDA A SUA CASA E VEJA COMO FICA!
    A MUITO TEMPO OUVI UMA FRASE QUE AGORA REPITO PARA DITO CUJO ACIMA CITADO.”SE NÃO TEM NADAPARA CONTRIBUIR QUE ENRIQUEÇA AQUELES QUE ESTÃO INTERESSADOS PELO ASSUNTO,FAÇA UM FAVOR CALA A BOCA E NÃO FALE MER!!!!!D

  12. Luana disse:

    Acredito eu que a Amazonia é o nosso patrimonio alguem quer vender o cristo redentor do rio de janeiro…vamos nos conscientizar e passar a ver a floresta amazonica como nossa vida, nosso meio de sustento e nossa riqueza não é qualquer um que chega aqui vem e simplesmente comprar aquilo nos pertence por direito…acorda amazonas…DIGA NÃO A VENDA DA AMAZÔNIA..DIREITO DO POVO AMAZONENSE.

  13. CICERO disse:

    O Brasil precisa desenvolver e testar ARMAS NÚCLEARES o mais rapido possivel só assim os gringos se acalmaram,e porque as autoridades brasileiras temem tanto a posse das ARMAS ATÔMICAS???Temos Amazônia ,Pré-sal(petroleo)quase toda agua potavel do mundo,COMODTES,toda sorte de minérios e minerais?ouro???CADÊ AS NOSSAS ARMAS NUCLEARES para nos defendermos????Por que não dá para defender-se só com palavras!E medo , tem que ter coragem e ARMAS NÚCLEARES!!!!

  14. Sebastião Deoclécio Barbosa disse:

    …gostei muito de tudo que li aqui. Confesso que sem estes personagens do tipo Sr. Dr. Edvaldo, que sabe do que está falando porque viveu na pele este drama, que o resto do país apenas assiste de longe, então podemos mensurar o tamanho do problema, e sabemos que muitas vezes, nem o presidente do país tem tanta noção do perigo que vivemos em não olhar para a nossa Amazônia. Hoje (maio;/2012) vemos que o tão sonhado Calha Norte está em atividade. Só não podemos cruzar os braços, porque nossos politicos só trabalham se o povo cobrar. E o estrangeiro quer mais que nossas autoridades esqueçam aquelas terras, pois, assim eles poderão se chegar, e, sendo eu do interiorzão do país, já sei o que homem simples do campo, e sem rumo, pensa: o primeiro que oferecer alguma coisa, todos seguem-no.

    Sebastião D’LinharES

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