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Grandes Brasileiros

Adolfo Lutz

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Adolfo Lutz morreu no dia 6 de outubro de 1940, no Rio de Janeiro. O médico e cientista brasileiro foi um importante personagem da medicina tropical e da zoologia no país.

Lutz foi o primeiro cientista da América Latina a estudar os mecanismos de transmissão da febre amarela, confirmando a propagação da doença pelo mosquito Aedes aegypti.

Lutz nasceu no dia 18 de dezembro de 1855, na capital fluminense. No final de 1879, se formou em medicina pela Universidade de Berna. Depois da graduação, permaneceu na Europa, estudando em importantes universidades do continente, como as de Londres, Viena e Leipzig.

Seu interesse pela área de pesquisa o fez retornar à Alemanha para trabalhar com Paul Gerson Unna, um médico especializado em doenças infecciosas e em medicina tropical. Antes de retornar ao Brasil em 1892, Lutz também trabalhou no Havaí como especialista em hanseníase.

Como zoologista, o médico carioca descobriu várias espécies de anfíbios e insetos. Além disso, foi um dos primeiros a estudar as propriedades terapêuticas das plantas brasileiras. O interesse pela saúde pública fez o zoologista estudar epidemias que assolavam o Brasil na época, como cólera, malária e esquistossomose. Para estudar tais doenças, o médico fez várias expedições ao Rio São Francisco e viagens pelo Nordeste e Sul do país.

Por pedido do governador de São Paulo, Adolfo Lutz assumiu a direção do Instituto de Bacteriologia do estado – mais tarde ele passaria a se chamar Instituto Adolfo Lutz, em homenagem ao médico. À frente do Instituto, o renomado médico conseguiu controlar um surto de febre bubônica em Santos e controlou o cólera e a febre tifóide na capital paulista, além de ajudar na formação de novos médicos no país.

Lutz deixaria a direção do Instituto em 1908. Convidado pelo Oswaldo Cruz, ele trabalhou no comando de um dos setores do Instituto de Manguinhos por 32 anos, até sua morte.

Adolfo Lutz morreu no dia 6 de outubro de 1940, deixando vários estudos publicados em sua área de especialização.

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3 Opiniões

  1. Ademir disse:

    Que pena nem todos os brasileiros terem condições para acessar a Internet, e, mesmo os que têm não se interessarem por acessar a "sites" como este, que divulga informações como esta, que incentiva a busca de cultura, que é, verdadeiramente, a única forma válida para qualquer país evoluir. Nosso País, hoje governado por um apedeuta que se diz não se interessar por leitura, pois esta prática lhe é muito cansativa, infelizmente não estimula os seus jovens a buscar a cultura. Como triste consequência desta metástese cultural que nos assola atualmente, observamos no Brasil a inversão de valores, pois a mídia não cansa de fazer apologias a "figuras" como "fernandinho beira-mar", "josé dirceu" e outros "que tais", que passam a ser conhecidos pelos brasileiros, mas, experimente-se perguntar se conhecem, ou ao menos já ouviram falar de Osvaldo Cruz, Inglês de Souza, Graciliano Ramos, Cesar Lates, Dalcídio Jurandir, etc…etc… Vão ver que apenas 0,000000001% respondem que "ouviram falar", outros, ainda, vão perguntar "Em que time este pessoal jogava?". ACOOORDAAA BRAAASIIILLL!!!

  2. EDVALDOTAVARES disse:

    ADOLPHO LUTZ – IMORTAL DA MEDICINA BRASILEIRA. Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 1855, nasce Adolpho Lutz. Filho de pais suíços, Lutz estudou medicina em Berna. De volta ao Rio de Janeiro, em 1881, aos 26 anos, revalida o seu diploma na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1892, o Governo do Estado de São Paulo cria o Instituto Bacteriológico, sendo nomeado para a direção o biologista francês Félix Le Dantec e Lutz, vice-diretor. Um ano depois, o biólogo francês volta para à França. Na carta de rescisão do contrato diz que Adolpho era mais competente do que ele, devido ser médico e naturalista preparado para a realização de trabalhos em clínica e de investigação. Como diretor nomeado, revela-se um grande administrador e líder, tendo por objetivo a criação da primeira escola de medicina experimental e a implantação de medicina científica no BRASIL. Este grandioso médico, cientista brasileiro, além das atividades de direção, a preocupação com a solução dos problemas referentes à saúde pública, dedica-se às pesquisas no campo da entomologia, parasitologia, protozoologia e micologia. Colecionou 2.000 insetos hematófagos, sendo que 36 espécies novas foram por ele descritas. Foi, também, o descobridor da febre amarela silvestre e o primeiro a isolar das fezes de um imigrante e a cultivar o bacilo da cólera asiática, em 1893, tendo este trabalho sido posto em dúvida até quando a doença se tornou epidemia no País. No século XIX, contrariando as maiores autoridades médicas da época, identificou as doenças conhecidas como "febres paulistas", em São Paulo", de causa desconhecida, como febre tifóide. É considerado o pioneiro da medicina veterinária brasileira por suas pesquisas sobre parasitas de animais e, na ilha do Marajó, por estudos sobre o mal-das-cadeiras, enzootia causada pelo Trypanosoma equinum que acomete os animais em regiões pantanosas ou alagadiças. Como não podia deixar de ser, na direção do Instituto Bacteriológico, sofreu dissabores e campanhas contra a sua pessoa e a instituição que era diretor, por parte da imprensa leiga e de médicos tradicionalistas. Devido as doenças que grassavam no BRASIL, confirmadas por seu instituto, no caso da epidemia de peste bubônica em Santos, em 1899, teve a sua vida ameaçada pela revolta dos comerciantes locais contra a notícia que iria prejudicar o comércio marítimo e a vida econômica da cidade. Muitos outros extraordinários feitos realizados por Adolpho Lutz podem ser relatados. Por tais razões, como médico, admirador desse incomparável cientista brasileiro resolvi contribuir com algumas linhas contendo alguns trechos da sua trajetória científica, conhecidos dos médicos e estudantes de medicina, porém, ignorados pela esmagadora maioria dos brasileiros. "BRASIL ACIMA DE TUDO". MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

  3. Giovana Barella Moreira disse:

    eu adorei a pagina sobre o Adolfo Lutz, pois o meu trabalho de ciencias é sobre ele !

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