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Civilização e Barbárie

Por Rodrigo Constantino

Civilização e Barbárie
Liberais defendem uma economia de mercado e um Estado de direito

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Nos dias 12 e 13 de abril se realizará em Caracas a reunião da Quinta Internacional Socialista, proposta pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. A iniciativa tem como objetivo reagrupar forças da esquerda do mundo todo, na esperança de que o socialismo é possível. A Venezuela representa o novo ícone do “socialismo do século 21”, que nada mais é do que o velho socialismo requentado. As receitas continuam as mesmas – concentração de poder no Estado – e os resultados também: muita miséria e escravidão.

Concomitantemente, nos mesmos dias ocorrerá em Porto Alegre o XXIII Fórum da Liberdade, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais. Trata-se de um evento com excelentes debates e palestras, além de pluralidade de idéias, já que esquerdistas também são convidados para expor seus pontos de vista. A pluralidade tão propagada pela esquerda e tão pouco respeitada, de fato, por ela é um importante pilar liberal, justamente porque os liberais acreditam no diálogo e no poder de seus argumentos, dispensando a tática da violência.

De um lado, as FARC terroristas, que sequestram e fazem tráfico de drogas em nome da causa; do outro, intelectuais defendendo o direito de propriedade privada. De um lado, os bandoleiros do MST, que depositam na invasão e depredação suas armas de “persuasão”; do outro, empresários demonstrando como geram riqueza e empregos com suas iniciativas ousadas. De um lado, governantes autoritários que lutam para calar a imprensa a cada dia; do outro, jornalistas que colocam a liberdade de expressão como um princípio inegociável. De um lado, o mercantilismo da ALBA; do outro, a defesa do livre comércio. De um lado, parasitas do esforço alheio; do outro, produtores do progresso capitalista que vem retirando milhões de seres humanos da miséria.

Em suma, de um lado temos a barbárie representada pelos socialistas, que mudaram um pouco a roupa, mas mantiveram a essência; do outro, a civilização, representada pelos liberais defensores de uma economia de mercado e um Estado de direito, com igualdade de todos perante as mesmas leis.

Rodrigo Constantino é diretor do Instituto Liberal.

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7 Opiniões

  1. Dorival Silva disse:

    Muito bom o artido de Rodrigo Constantino, do Instituto Liberal.

  2. Markut disse:

    Do lado da barbárie,teremos, no meio da massa da esquerda feroz, caolha e oportunista, um pequeno magote de pensadores bem intencionados que, na sua “pureza” ideológica, não conseguiram vincular os fracassos das experiências socializantes, em que o capital e o lucro são endemonizados, com a insistência em teorias iluministas de uma sociedade paradisíaca, totalmente em desacordo com a realidade da natureza humana.
    Creio ser o momento oportuno de analisar o sucesso da experiência chinesa, nesse misto de poder absolutista e feroz e o sucesso da sua economia capitalista, aberta para o mundo globalizado.

  3. Helio disse:

    O mundo das idéias caminha e alguns se mantem fechados às críticas. Pessoas como Chavez retiram o que havia de consistente nas idéias socialistas e caminham na sua inflexibilidade para o abismo. As Farcs, MSTs, os radicais cegos e avessos a questionamentos, sobrevivem da ignorância e da miséria do mundo e fecham as portas para as boas soluções. Ótimo artigo, ótimos comentários.

  4. Guilherme disse:

    Descordo do Rodrigo Constantino, ele expõem somente os pontos positivos do liberalismo, um discurso político limitado.
    De um lado, as FARC terroristas, que sequestram e fazem tráfico de drogas em nome da causa; do outro, terroristas liberais que inventam o terror como pretexto para obter lucro, vide EUA no Iraque.De um lado, os bandoleiros do MST, que depositam na invasão e depredação suas armas de “persuasão”; do outro, empresários mostrando como comprar iludir o povo e comprar-lhes a dignidade.
    De um lado, governantes autoritários que lutam para calar a imprensa a cada dia; do outro, jornalistas que menospreza classes de trabalhadores, e com relação a liberdade de expressão, hahaha, acredita em papai noel ?
    De um lado, o mercantilismo da ALBA; do outro, a defesa do livre comércio e uma nova forma de escravizar o terceiro mundo. De um lado, parasitas do esforço alheio; do outro, parasitas do esforço alheio que vem mantendo milhões de seres humanos na miséria.
    Em suma, de um lado temos a barbárie representada pelos socialistas, que mudaram um pouco a roupa, mas mantiveram a essência; do outro, a civilização, representada pelos liberais defensores de uma economia de mercado e um Estado de direito(hmmmm ?), com desigualdade colonial, resquícios de uma sociedade estamental.
    Abaixo o comunismo, abaixo o liberalismo, viva o nacionalismo, os brasileiros devem lutar pela sua pátria.

  5. Beraldo Dabés Filho disse:

    Esta comparação entre Capitalismo e
    Socialismo é tão antiga, quanto ultrapassada.

    Não existe mais nenhum país totalmente capitalista ou totalmente socialista.

    Os dois modelos econômicos, na sua forma mais pura já faliram e o melhor exemplo é a China.

    O Mundo está caminhando para um sistema misto e é natural, que existam alguns resquícios de radicalismo ideológico atrapalhando este processo em alguns países.

    Não vejo razões para tanto estardalhaço, a não ser que também por radicalismo ideológico.

    Acabou aquela coisa de Capitalismo/Democracia e Socialismo/Comunismo. Alguns resistentes vão capitular.

  6. Beraldo Dabés Filho disse:

    Sr. Rodrigo Constantino,

    Hoje, “governantes autoritários que lutam para calar a imprensa a cada” não existem. Existem uns poucos, que não chegam ao número de dedos de uma só mão, que ainda entendem que a defesa da soberania dos seus países, passa pela fiscalização da mídia.

    Por outro lado, negar que a mídia é o “quarto poder” é inocência ou má fé. Ela, de fato, mobiliza e desmobiliza, estabiliza e desastabiliza, neutraliza ou corrobora e vai por aí afora.

    Ingenuidade imaginar que nos países liberais não haja fiscalização da imprensa. A forma de fazê-lo é que é diferente, digamos dissimulada.

    Você acha mesmo, que a mídia destes países não sabia que o Iraque não possuia armas nucleares e/ou químicas, à epoca da invasão, e somente divulgaram a verdade, após a derrubada de Sadam Hussein? Idem para os presos inocentes
    na prisão de Guantânamo?

    Você acredita mesmo que se a Colômbia e os EEUU quiserem, não acabam com as FARC em algumas horas? Não o fazem porque existem interesses escusos maiores, de natureza geopolítica por exemplo, para justificar as bases americanas instaladas na Colômbia. Acreditar que a mídia liberal/capitalista não toca no assunto, implica acreditar que ela o ignora. Você acredita nisto?

    Tenho sérias dúvidas de que o liberalismo seja mesmo tão liberal, quanto você defende, pois na defesa dos seus interesses faz o mesmo jogo dos que ele enxerga como inimigos.

    Rodrigo, seu intransigente radicalismo não coaduna com a sua condição de liberal. Qualquer coisa, por mínima que seja, se contrária a qualquer preceito liberal, toma dimensão catastrófica na sua visão.

    Aos 64 anos, aprendí que não é desta forma que se adquire o respeito e a admiração das pessoas, não só na Política, mas em todos os campos e níveis da sociedade organizada, a começar pela célula familiar.

  7. Édison Guedes disse:

    Como são estranhos esses “liberais”! Ousam chmar de “barbárie” uma Doutrina Social intrinsecamente cristã – o Socialismo. Mas não consideram barbarismo o embargo econômico imposto pelos EUA a Cuba, há mais de 50 anos (já imaginaram se o Brasil fosse impedido de negociar com quem quer que seja?). Não consideram barbarismo a manutenção e tortura de presos políticos (?), sem culpa formal, na Base Naval de Guantánamo (pedaço de Cuba roubado de seu povo, que sofre com o tal “liberalismo” americano). Não consideram barbarismo a sangrenta invasão do Iraque, baseada em sórdidas mentiras liberais… Aliás, o Deus Mercado, que os liberais tanto amam, são conseguiu salvar a gigantesca e privadíssima GM. Como é que pode, ilibados liberais? Quer dizer que o Obama socializou a GM? Pô, liberais, o cara comprou 67% dessa privadona. E aí, comentarista Constantino? Explique essa jogada à massa inculta socialista, por favor… E se você não conseguir fazê-lo, todos teremos o direito de considerá-lo, doravante, um elegante contador de lorotas ideológicas.

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