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Como se mede a inflação dos preços dos produtos?

Janeiro é um mês atípico, que nos faz pensar em projetos futuros, mas também em pagar mais impostos, material escolar e antigas dívidas

Como se mede a inflação dos preços dos produtos?
Inflação é calculada pela fundação Getúlio Vargas (Arte: Reprodução/Internet)

Semanalmente, a Fundação Getulio Vargas pesquisa a variação de preços de milhares de produtos para chegar ao Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias com nível de renda entre 1 e 33 salários mínimos mensais.

O estudo mobiliza economistas, técnicos e donas de casa (que cumprem a tarefa de levantar os preços quase que diariamente). Na sede do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), responsável pelos levantamentos dos índices das famílias IPC e IGP, existe uma sala de índices – uma área restrita, onde somente entra um pequeno grupo de funcionários autorizados e submetidos  a identificação biométrica, onde não se fala ao celular, não se envia e-mail e de onde não se tira nenhuma informação. A despeito disso, esse seleto grupo vive em harmonia. É um bunker da inflação – ou do estudo do comportamento dos preços. O endereço é rua Barão de Itambi 60/6º , em Botafogo.

Entre as capitais pesquisadas – Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo – todas registraram acréscimo em suas taxas de variação esta semana. Em outras palavras: está ficando caro viver em 2015. Os primeiros sete dias do ano deixaram o brasileiro, em média, 1% mais pobre.

Talvez por estar sempre na vanguarda, o Rio de Janeiro dispara na frente. Se somarmos os últimos quinze dias pesquisados, o carioca – e também o fluminense – tem motivos para se preocupar. A inflação na capital atingiu 2,55%.

A despeito de muitos acreditarem que a inflação sempre seja mais alta do que os índices apresentam, é certo que os economistas consideram diversos fatores, como por exemplo, a importância que determinado alimento tem na rotina das pessoas, além de fatores como safras, clima, perdas e oferta. Aumentos de 50% nos preços do feijão ou do arroz impactariam mais o país do que reajustes de 500% nos preços dos churros ou da paçoca. Por esse motivo, o arroz e o feijão têm peso e grande influência nos índices enquanto que as duas delícias calóricas sequer são consideradas.

2 Opiniões

  1. Elaine Souza disse:

    Lamento discordar. Para lidar com dados, nada melhor que sigilo, evitando promiscuidade das informações. Trabalhei com coleta de dados na minha cidade. Quem preza tanto a transparência deveria escrevê-la, pelo menos, corretamente.

  2. rene luiz hirschmann disse:

    Total falta de transparecia, nunca acredito nesses procedimentos secretos e em salas fechadas, a tomada da inflação deveria ser uma formula aberta e mostrada mensalmente para população, como é feita, quem faz e aonde faz, como se calcula e porque é feita dessa maneira, existem maneiras científicas e maneiras arranjadas, parem de enganar o povo. ,

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