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Confete, serpentina e marchinhas

Dos anos 20 aos 60, confete serpentina e marchinhas embalaram os carnavais do país

Confete, serpentina e marchinhas
Confete e serpentina são fundamentais para a diversão dos foliões (Reprodução/Internet)

O confete e a serpentina originam-se da Espanha e da França, respectivamente, e chegaram ao Brasil em 1892. São ingredientes tão importantes para a diversão dos foliões quanto o lança-perfume, os sambas enredo, o frevo de Olinda e, atualmente, os trios elétricos. Dos anos 20 aos anos 60, no entanto, foi a marchinha a grande responsável pela alegria durante o carnaval, fosse ele comemorado em tradicionais e requintados bailes ou nos agitados e nada luxuosos carnavais de rua.

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Atualmente o samba enredo é a música do carnaval carioca. Nas décadas da 40, 50, 60 existia a música feita especialmente para o carnaval, a marchinha era uma delas, o samba atuava permanentemente sem necessariamente estar ligado ao carnaval. E, em contrapartida, o mercado fonográfico passou a explorar esse gênero. Até a década de 80, a qualidade musical original dos grandes sambas enredo e seus geniais compositores tinham grande destaque.

Grandes compositores, como Lamartine Babo (1904-1963) e Braguinha, também conhecido como João de Barro (1907-2006), e intérpretes, entre eles Carmem Miranda, perderam a evidência para nomes do samba, como Cartola, Paulinho da Viola e Martinho da Vila, mas continuam a ser lembrados e associados ao carnaval. Além dos sambas enredo, o som dos trios elétricos e o frevo de Olinda também dominam hoje os carnavais dos clubes, ruas e passarelas do samba.

O  frevo de Olinda é a mais legítima dessas manifestações populares, atravessando séculos, sem perder a essência e sem se descaracterizar com os interesses comerciais dos abadás, fantasias, camarotes. O frevo de Olinda é o carnaval do povo com seus principais fundamentos – alegria, liberdade, espontaneidade: valores distorcidos em outras manifestações.

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