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Conheça o hacker por trás do Wikileaks

Assange aparenta ser um anarquista à moda antiga que acredita que todas as instituições governamentais são corruptas. Por David Brooks

Conheça o hacker por trás do Wikileaks
Julian Assange é o fundador do WikiLeaks

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

A família de Julian Assange já havia se mudado 37 vezes quando o fundador do WikiLeaks completou 14 anos. Sua mãe não o matriculava em colégios locais porque, como Raffi Khatchadourian escreveu em um perfil  publicado no New Yorker, ela temia “que a educação formal pudesse inculcar no menino um respeito doentio por autoridades”.

Ela não precisava ter se preocupado tanto. Ao tornar-se um jovem hacker, Julian formou um grupo chamado Subversivos Internacionais. Já adulto, ele escreveu o ensaio “Conspiração de Governança”, uma crítica severa e pseudo-intelectual publicada online, em que ele fala das grandes “redes de clientelismo” que restringem o espírito humano.

Longe de respeitar autoridades, Assange parece mais um anarquista à moda antiga, que acredita que todas as instituições governamentais são corruptas e todos os pronunciamentos públicos são mentirosos.

Para alguém com a sua mentalidade, a exposição de segredos oficiais é fácil. Se no mundo em que vivemos tudo o que é oculto é suspeito, então tudo deve ser revelado. Como a revista The New Yorker relatou, o site WikiLeaks publicou até detalhes técnicos sobre um dispositivo do Exército projetado para evitar a detonação de bombas plantadas em estradas. O site chegou ao ponto de divulgar os números de identidade de soldados norte-americanos. Esta semana, o grupo comemorou a divulgação de documentos internos do Departamento de Estado norte-americano com uma declaração triunfalista, alegando que os documentos expõem a corrupção, hipocrisia e venalidade dos diplomatas norte-americanos.

Pode ser fácil para Assange, mas para o resto do mundo, é bastante complicado. Meus colegas que fazem as reportagens do New York Times não compartilham a mentalidade de Assange. Como as várias declarações de editores deixaram muito claro, eles enfrentam uma série de dilemas muito mais espinhosos.

Como jornalistas, eles têm uma obrigação profissional de compartilhar informações que possam ajudar pessoas a tomarem decisões, a formarem julgamentos. Isso significa fazer perguntas do tipo: Como é que os EUA pressionam governos aliados? Qual é a verdadeira natureza da nossa relação com a inteligência paquistanesa? Ao mesmo tempo, como seres humanos e cidadãos, os meus colegas sabem que têm a obrigação moral de não pôr em perigo vidas ou a segurança nacional.

Nessa linha, o New York Times criou, cuidadosamente, uma série de filtros para resguardar os 250 mil documentos obtidos pelo WikiLeaks da completa exposição ao público. O jornal publicou apenas uma pequena porcentagem dos documentos. Informações que poderiam pôr em perigo a vida de informantes foram re-editadas, e contextualizados em amplas reportagens.

Entendo que é  necessária a criação desse tipo de filtro,  que eu chamo de Filtro da Ordem Mundial. O fato de que vivemos em meio a ordem e não ao caos é a grande conquista da civilização, e esta ordem não deve ser pensada como algo garantido. Ao contrário, ela é mantida de forma precária não apenas por bravos soldados, mas também por líderes e diplomatas que se comunicam. A cada segundo de cada dia, líderes e diplomatas estão engajados em conversas intermináveis. Os documentos vazados expõem estas conversa. Eles mostram diplomatas buscando informações, no que pode soar como uns bajulando os outros, cultivando falsas amizades e hipocrisias mesquinhas, quando na verdade tentam evitar catástrofes globais.

Diferentemente da imaginação de pessoas como Assange, as conversas reveladas pelos documentos não são desonestas ou nefastas. As conversas privadas são semelhantes às conversas públicas, mas menos censuradas. Diplomatas árabes e israelenses pode ser vistos reagindo de forma simpática e realista uns com os outros, enquanto diplomatas norte-americanos aparentam ser esclarecidos e honestos. Países vizinhos do Irã manifestam estarem alarmados e buscando apoio entre si.

Algumas pessoas argumentam que essas conversas diplomáticas evidenciam estratégias concretas de interesses nacionais, que não serão afetadas pela exposição pública. Mas estas conversas, como todas as conversas, se sustentam em relacionamentos. A qualidade das conversas é determinada pelo nível de confiança. Sua direção é influenciada pelo poder de persuasão e por sentimentos sobre quem são os amigos e quem são os inimigos.

A qualidade das conversas é prejudicada pela exposição, assim como nossas relações com nossos vizinhos se veriam  deterioradas se todos os comentários  privadas que fizéssemos sobre eles fossem trazidos à luz do dia.

O vazamento do WikiLeaks provavelmente vai causar danos à diplomacia de nivel global. Nações estarão menos propensas a partilharem informações com os Estados Unidos. Líderes mundiais ficarão irritados quando lerem o que foi dito sobre eles. A cooperação contra o Irã poderá ser mais difícil de se manter porque os líderes árabes se sentirão expostos e traídos. Essa frágil diplomacia internacional está sob ameaça. Esta sob a ameaça do Wikileaks.

Deveria ser possível construir um filtro que protegesse não só vidas e operações militares, mas também as relações internacionais. Será que deveríamos escrever artigos sobre revelações específicas — os EUA estão usando seus diplomatas para espionar a ONU? Que tipo de tecnologia de mísseis a Coréia do Norte entregou ao Irã? – sem revelar na íntegra as entranhas da diplomacia. Nós dependemos dessas conversas humanas entre diplomatas para manter essa ordem, mesmo que limitada, que desfrutamos todos os dias.

Fontes:
The New York Times - The fragile community

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

13 Opiniões

  1. Viko Cesar disse:

    Desculpe-me pela franqueza, sr. David Brooks mas, estas palavras são apenas o retrato de sua opinião sobre o assunto. E, assim como a totalidade de qualquer abordagem sobre qualquer assunto existe uma réplica, uma tréplica, e assim sucessivamente. Sua opinião não é a de todos. Eu, por exemplo, apoiaria totalmente o sr. Julian Assange incondicionalmente. Em relação aos documentos que vazaram, fica aquele ditado: “Quem não deve, não teme.” Parece-me que muitos temem, e temem muito. Se o que vazou provocou o “caos” é porque o caos ali já estava instalado. O ANARQUISMO está longe de ser o caos, a não ser que estiverem falando do “movimento punk”, este sim, um movimento anarquista desprovido de qualquer ordem. Muitos falam do anarquismo como um movimento composto por vândalos que geram a desordem e o caos. A tradução chula para esta palavra remete à desordem. Infelismente a grande maioria não sabe o real significado. POR ISSO O ANARQUISMO É BANIDO PELA SOCIEDADE, CADA VEZ MAIS ANARQUISTA! Sim! A sociedade é anarquista, sim! Querem ver? A REVOLTA ARMADA ERA ANARQUISTA! Dilma Rousseff era anarquista, sim! Matrix é um exemplo de anarquismo, assim como Avatar! A TROPICÁLIA FOI UM MOVIMENTO ANARQUISTA, CAETANO VELOSO E GILBERTO GIL ERAM ANARQUISTAS! SÓ QUE NINGUÉM NUNCA PERCEBEU ISSO. OU, NÃO QUIS PERCEBER!
    METROPOLIS. BLADE RUNNER. 1984. BRAZIL, O FILME. GUERRA NAS ESTRELAS. ESTES E MUITOS OUTROS SÃO CONSIDERADOS FILMES ANARQUISTAS, MAS NINGUÉM PERCEBE. OS DIRETORES SÃO ANARQUISTAS, OS FILMES TÊEM CONOTAÇÕES ANARQUISTAS.
    O sr. Julian Assange tenta mostrar a falta de transparência e de ética acerca dos assuntos diplomáticos que circulam pelo submundo da política externa. Pessoas como o fundador do WikiLeaks tem sim de nos mostrar a verdadeira face dos “senhores da paz” e dos “senhores da guerra”. Políticas externas nunca truxeram uma solução para a paz mundial. Vivemos em guerras desde que o mundo se entende por mundo. A peneira não tampa mais o sol. A podridão começa a surgir dos arquivos ultrasecretos para, mais uma vez, alertar o mundo da farsa deslavada e sombria que é a diplomacia. Se, por algum motivo dirigentes de nações entrarem em conflito pelo vazamento destes arquivos, é porque a intencão já existia e os meios favoreciam suas vontades mais íntimas. Mas, a vontade do povo é somente a Paz.
    Vivemos numa era em transição, onde os rumos não são bem definidos para a sociedade. Nos empurram com a barriga e não nos preocupamos em onde isto tudo vai dar. Apenas aceitamos como gado no corredor da morte. E, não é isso o que quero pra mim. Quero decidir meu próprio destino. Se quiserem que decidam o seu, é porque não tem vocação para gerir a sua própria vida. Será sempre um pau-mandado.
    Sim, é difícil aceitar o óbvio quando a mente já foi lavada. Sei que a luta de um anarquista é árdua porque é desarmada, de mãos limpas. Somos tal qual a água que cai na pedra. Um dia conseguiremos furá-la, sem que tenhamos de nos sujemos.
    Se o anarquismo se tornasse num partido político talvez conseguíssemos eleger um presidente. Mas, aí deixaríamos de lado a excência do ideal anarquista. Foi onde Karl Marx errou. E, seu erro trouxe consequências drásticas.
    Por isso, sou contra suas idéias capitalistas e conservadoras. Sou contra pensamentos hipócritas e que tem apenas a intenção de agradar a terceiros, apenas para sair bem na foto.

  2. Renato Trigueiro disse:

    Viko César acabou de descrever a atual sociedade, o anarquismo e as ações que propõem o grupo do sr. Julian Assange de uma da mais coerentes e respeitáveis maneiras que eu já tenha visto pela grande rede mundial de computadores.

    Transparência é necessária sim! Quem não deve, não teme! E é a pressão mundial em cima dos governantes que poderá expulsar de vez a corrupção da sociedade – principalmente do poder!

    Muitos governantes, mandatários, ricos empresários e demais beneficiados não gostariam de ver isso se realizar. Por isso temem! Por isso incriminam uma atitude como a do WikiLeaks! Mas ela deve prosseguir, pelo bem e pelo avanço da sociedade.

  3. Anália disse:

    Não preciso dizer mais nada, o Viko Cesar disse tudo por mim. Faço das suas palavras as minhas, na íntegra, porque eu escreveria este texto.

    Obrigada por expor o sentimento de parte da sociedade mundial, na qual me insiro.

  4. Vitor disse:

    Se você terminou de ler esse texto e ficou com a pulga atrás da orelha, não deixe de ler o comentário do Sr. Viko César, logo ali abaixo. Brilhante.

  5. Genivaldo disse:

    Com as verdades expostas o Julian Assange as líderanças covardes mundias ligadas a piramide maldita das Sociedades Secretas tendo os Illuninates como cabeça ciadores da Nova Ordem Mundial, fará com ele o que fizeram com Yeshua o Jesus levantaram testemunhas falças e será caçado com já, um dos maiores terrorista da história depois de Bin Ladem, o tempo do império anti-cristão começou o seu trabalho e todos que tenhão cuidado no que escrevem e no que falam nos vídeos.

  6. John Webster disse:

    Faltou dizer, quem seria responsável pelo filtro?
    Uma unica pessoa ou uma comissão de jornalistas, políticos ou seja, a elite auto-intitulada que acha que o Zé povinho tem que ser tutelado.

  7. Regina Caldas disse:

    A guerra é o fracasso da diplomacia.
    Diplomacia é troca de idéias e opiniões formadas através de um trabalho permanente entre diplomatas e governos. As opiniões e decisões variam na medida em que o trabalho diplomático obtém sucesso ou fracassa. Por isto o sigilo é indispensável, não só para evitar constrangimento, mas essencialmente pelo dinamismo das mudanças- de governos com seus respectivos conceitos, e de avanços na busca de soluções.

  8. renato.rvasco@gmail.com disse:

    Não existe essa de “anarquismo à moda antiga”. O Estado é sim uma instituição com viés fascista e autoritário que mente muito para a população para continuar enganando-a.
    Um personagem do filme “O quatrilho” dizia ” o Govêrno é o pior dos ladrÕes”.

  9. Frederico disse:

    Pior que um governo ruim é um desgoverno. Na medida que a humanidade melhorar na sua ética e na moral os governos também melhorarão, não tem varinha de condão, não existem milagres. Assange está de parabens!!O Brasil que dá asilo até para assassinos como no caso do Italiano , poderia se habilitar . Safados esses americanos….

  10. Viko Cesar disse:

    Sr. David Brooks, não é essa a diplomacia que queremos para o Brasil!
    Ah, desculpe-me pelos erros de ortografia deixados no primeiro comentário. Era tarde da noite e não tive gás para ler o que tinha escrito.

    Brazil – De olho nas Olimpíadas, US faz lobby e amplia presença no país

    Natalia Viana, 2 de Dezembro de 2010, 09.00 GMT
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    – US: engaging moderate muslims, monitoring “threatening” ones
    – Cablegate: Brazil frames suspected terrorists on narcotics charges
    – EUA criticam Plano Nacional de Defesa, mas vêem oportunidade

    São Paulo, Brasil – Telegramas enviados pela embaixada americana em Brasília e publicados pelo Wikileaks revelam que EUA estão preocupados com a segurança da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil – e querem lucrar com isso.

    Mesmo antes da escolha do país como sede das Olimpíadas, a seguraça dos jogos já eram um dos principais temas na pauta de reuniões bilaterias entre diplomatas e militares. Os EUA buscam cooperação militar, oportunidades comerciais e já preparam um aumento do seu pessoal no país.

    O apagão que deixou no escuro 18 estados brasileiros em 10 de novembro de 2009 ofereceu, nas palavras da conselheira para assuntos administrativos da embaixada, uma “excelente ocasião” para tratar do assunto.

    “A preocupação, recentemente ampliada, com a infraestrutura brasileira depoois do blackout, aliada à necessidade de resolver desafios de infraestrutura na contagem regressiva para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, apresentam uma oportunidade para os EUA se envolverem em desenvolvimento de infrastrutura e também na proteção de infraestrutura crítica e segurança cibernética”, escreveu Cherie Jackson num telegrama a Washington (CLIQUE AQUI).

    O documento traz uma análise sobre o apagão , incluindo detalhes técnicos obtidos em conversas com membros do governo como Plínio de Oliveira, presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico e o chefe de governo do Ministério de Minas e Energia José Coimbra.

    Jackson acreidta que, embora a segurança física das instalações nunca tenha sido prioridade no Brasil, o foco deve ser cada vez maior à medida que se aproximam os jogos. Segundo ela, autoridades barsileiras “admitem a possibilidade de um ataque” e estariam identificando as principais instalações que precisam ser protegidas.

    “O Brasil pode estar aberto a buscar cooperação em proteção crítica de insfraestrutura”, diz ela.

    Assim, Cherie Jackson faz um apelo para que diversos setores do governo dos EUA explorem as oportunidades a médio prazo no país.

    Além dos americanos, o governo islaense também ofereceu apoio na coordenação das olimpíadas. Em 11 de novembro de 2009, o presidente de Israel Shimon Peres liderou uma comitiva de 40 empresas israelenses ao Rio de Janeiro.

    “Da mesma forma que fizemos com as Olimpíadas da Grécia e na China, estamos oferecendo tecnologias especiais de comunicação e segurança”, disse ele durante a visita.

    O futuro é hoje

    Em 24 de dezembro de 2009, Departamento de Defesa americano recebeu um detalhado relatório intitulado “Olimpíadas do Rio – O Futuro é Hoje” (CLIQUE AQUI). O telegrama, assinado pela Ministra Conselheira da Embaixada Lisa Kubiske – que permanece no cargo mesmo depois da troca de embaixadores este ano – aponta oportunidades comerciais e militares.

    “O governo brasileiro compreende que enfrenta desafios críticos na preparação dos Jogos de 2016 e demonstrou grande abertura em áreas como compartilhamento de informações a cooperação com o governo dos Estados Unidos – chegando até a admitir que poderia haver a possibilidade de ameaças terroristas”, diz o documento. A admissão, “pouco usual” para um “governo que oficialmente acredita que não existe terrorismo no Barsil”, foi feita pelo assessor do Ministério de Relações Exteriores Marcos Pinta Gama. Ela prossegue: “além de preparar as oportunidades comerciais que os jogos vão oferecer às empresas americanas, o governo dos EUA deveria se aproveitar do interesse do Brasil no sucesso olímpico para progredir na cooperação bilateral em segurança e troca de informações”.

    Jeito brasileiro

    Kubiske reclama, no entanto, de muitas promessas e pouco planejamento e ação. Por exemoplo, o presidente Lula prometeu entradas grátis para estudantes e trabalhadores de outros países, mas não pensou em como fazeer isso.

    Além disso, diz ela, tentativas dos EUA e do Reino Unido – que sediará as olimpíadas de 2012 – de entrar em contato com o Ministério dos Esportes não foram bem-sucedidas.

    “Articular os objetivos mais amplos e deixar os detalhes para o último minuto pode ser o jeito tipicamente brasileiro, mas pode gerar problemas”, comenta Kubiske.

    “Os atrasos que esperamos do governo brasileiro em planejar e executar os trabalhos de preparação para uma Copa do Mundo e Olimpíadas bem-sucedidas com certeza vão gerar um ônus maior para o governo americano poder garantir que os padrões necessários serão alcançados”.

    Por isso, a missão americana já está coordenando a ampliação de pessoal, estrutura e recursos, com suas agências em Brasília e no Rio de Janeiro – o que seria necessário para gerenciar o envolvimento dos EUA nos Jogos. “Já existem oportunidades para o governo americano para buscar colaboração em função dos Jogos, incluindo aumentar a cooperação e a expertise brasileira em contraterrorismo”, finaliza o telegrama.

  11. acm disse:

    Parabens ao Julian, q esta’ mostrando q o objetivo do jornalismo (no geral) nao e’ informar, mas sim (a) agradar aos seus anunciantes e (b) vender bem o jornal, revista, site etc.

    Aquilo q nao agrada a ambos, desaparece.

    Afinal, chega a 80% o espaço destinado aos anuncios. O resto sao noticias apenas para atrair o leitor para esses anuncios (sem prejudicar os anunciantes), e nao para informa-lo sobre o q realmente LHE importa. Basta notar q o preço do anuncio depende da circulação da midia (vende mais, ganha mais dinheiro). Assim, os mineiros do Chile, o palhaço Tiririca e o casamento do principe sao mais importantes do q a invasao da Amazonia pelos estrangeiros, a compra de politicos pelos lobbystas ou o uso de cocaina e maconha por pessoas influentes no mundo (dirigentes, politicos, artistas, militares etc. — note q a maconha e’ o principal produto da agricultura americana, e nao o milho, como se “ensina” nas escolas…)

    Mas o Julian resolveu cuidar do q realmente importa. Pena q a qq hora ele sofrera’ um “lamentavel acidente casual”. Mas a internet talvez cuide do resto (enquanto nao a calarem, como fazem a China, os arabes e os comunistas).

    Por fim, embora o povo nao saiba o q e’ anarquismo (pensa que e’ sinonimo de caos), boa parte da populacao e’ anarquista sem o saber, pois anarquismo se sintetiza em “sem governo e sem patrao”. Sinonimo de liberdade de escolha, q naturalmente nao interessa nem ao governo nem ao patrao (exemplo: as “campanhas de fidelidade do consumidor” objetivam amarrar o comprador a uma empresa, tirando-lhe a liberdade de escolha).

    Mas nao nos preocupemos: os profetas (anarquistas) Orwell e Huxley ja mostraram o q o futuro nos reserva…

  12. Flávia Mara disse:

    Definitivamente estas informações merecem e precisam se tornar públicas! Durante anos vivemos à margem do que os governantes decidem, com suas flácidas diplomacias que quase sempre ocultam interesses escusos, onde sempre há alguém lucrando com as decisões (e eu não estou falando de cidadãos).

    Liberdade, transparência e justiça. Não essa justiça determinada e deturpada por tribunais suspeitos. Justiça que traduza o bom senso e a ânsia da sociedade!

    Ministérios Públicos, Tribunais de Contas, CPIs e mais CPIs. Acordem! Estamos cansados de tanta morosidade e INEFICIÊNCIA!

    A sociedade é sim, cada vez mais, ANARQUISTA!

    A classe que detém o poder vai e está, obviamente, tentando calar a voz e deturpar os fatos. Mas a internet trás, a cada dia mais, a gota de esperteza e esclarecimento de que nós, a tanto tempo, padecemos.

  13. weller marcos da silva disse:

    Em oportunidades anteriores já havíamos opinado neste espaço sobre as manhas e artimanhas dos Estados Unidos na tentativa de manter a espora de sua bota sob a barriga da humanidade. O que denuncia o Wikileaks é o lado oculto da diplomacia, fechado a sete chaves para os que não são/estão incorporados física e mentalmente a tal processo= ‘SISTEMA’. Assange agora é um mito na História da comuunicação internacional. Quebra paradigmas e estabelece novas regras de comportamento, deixando claro que para a Humanidade, o importante nos dias de hoje, é o conhecimento pleno dos fatos.Filtros, protetores, repercussão, revelações específicas,partilha de informações,comentários privados,exposição pública, segredos oficiais – tudo isso a partir de hoje são componentes de um dicionário estabelecido pelo formato Wikileaks. E se prestarmos atenção no que revela o site, os verdadeiros vilões e contraventores não são nem o Wikeleaks e nem é seu editor, mas os autores dos fatos: Os porões secretos da espionagem dos Estados Unidos.
    Adios Muchachos

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