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Crise de empregos no mundo serve de alerta

Apesar do aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho, elas ainda têm ganhado menos do que os homens

Crise de empregos no mundo serve de alerta
Participação das mulheres no mercado de trabalho é de 49,7% (Reprodução/Internet)

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Com reformas rigorosas na política fiscal e nas leis trabalhistas, o índice de desempregados no mundo está em situação alarmante e não mostra sinais de recuperação, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A estimativa da agência das Nações Unidas é que esse total passe a 202 milhões de pessoas em 2012.

Nos países desenvolvidos, a taxa de emprego deve voltar ao patamar pré-crise de 2008 até o final de 2016, explica o “Relatório sobre o trabalho no mundo em 2012”, divulgado em abril. Já os países da América Latina apresentaram um panorama mais saudável. No Brasil, por exemplo, as taxas de emprego aumentaram e a incidência do trabalho informal diminuiu. Segundo o relatório, isto se deve à introdução de políticas sociais e laborais adequadas.

O bom momento em que o Brasil vive tem atraído estrangeiros e brasileiros que moravam no exterior. Segundo o Censo 2010, o número de imigrantes internacionais no país quase que dobrou em dez anos, passando de 143,6 mil para 286,5 mil. Deste total, 174,6 mil são brasileiros de retorno e  111,9 mil são estrangeiros que moravam até cinco anos no país. Em 2000, esses números eram 87,9 mil e 55,7 mil, respectivamente.

Mulheres conquistam espaço

As mulheres também estão aproveitando o bom momento econômico. Nos últimos dez anos, o crescimento da população economicamente ativa foi impulsionado pela maior participação das mulheres. Entre os anos de 2001 e 2009, a atuação masculina se manteve estável, diminuindo de 71,1% para 69,9%. Já a feminina cresceu de 45,6% para 49,7% no mesmo período.

Apesar do aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho, elas ainda têm ganhado menos do que os homens. De acordo com o Censo 2010, as mulheres ganham 73,8% do salário recebido pelos homens – em 2000, era de 67,7%. Essa diferença ocorre não porque elas estejam menos preparadas. Em 2009, 61,2% das trabalhadoras tinham pelo menos o ensino médio completo. Enquanto para os homens este percentual é de 53,2%.

O diploma de ensino superior não é o que garante maior retorno financeiro para as mulheres. De acordo com o estudo Mulher no Mercado de Trabalho do IBGE, elas são a maioria com faculdade, mas as diferenças salariais apenas acentuam-se entre homens e mulheres. No setor de “Comércio”, por exemplo, a diferença de rendimento para a escolaridade de 11 anos ou mais de estudo é de R$ 616,80 a mais para os homens. Quando a comparação é feita para o nível superior, eles recebem R$ 1.653,70 a mais.

Visando garantir uma inserção mais igualitária no mercado de trabalho, a presidente Dilma Rousseff anunciou mais uma etapa do programa Mulheres Mil. A ideia é  promover a educação e qualificação profissional de 100 mil mulheres até 2014.

Possibilidade de Tsunami

O crescimento econômico vivenciado pelo Brasil nos últimos anos, aliado aos eventos internacionais que o país sediará, tem proporcionado a longo prazo um clima de otimismo. A expectativa, porém, é de que os efeitos da crise econômica mundial sejam sentidos no mercado de trabalho a partir do segundo trimestre de 2012.

A explicação para esse temor é a desaceleração da economia em 2011, que pode refletir no aumento do desemprego nos próximos meses. A taxa de desemprego em março aumentou para 6,2% (frente a 5,7% em fevereiro), mas ainda reflete as dispensas de trabalhadores temporários iniciada em janeiro, segundo o IBGE. A partir de abril será possível verificar qual é a tendência no mercado de trabalho: contratações ou demissões.

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