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De quatro em quatro

O povo brasileiro quer e merece mais! Por Adilson Luiz Gonçalves

De quatro em quatro
O Brasil só vai bombar se o povo tiver melhores condições de saúde e educação

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Recentemente, em conversa com um comandante militar, ouvi dele que nos próximos cinco anos o Brasil tornar-se-á, sem maiores esforços, a quinta economia global. Tudo leva a crer que ele não está enganado, ainda mais depois da descoberta das reservas de gás e petróleo do “pré-sal”. Por analogia, o país seguiria, no âmbito nacional, caminho semelhante ao da Petrobras, como empresa.

No caso do Brasil, essa previsão de que tal evolução independeria de ações estratégicas, ou seja, seria quase que decorrência de inércia física, levou-me a perguntar: “E se houver iniciativas?”, e ouvir a resposta já esperada: “Imagine, então!” Essa euforia permeou e ainda permeia boa parte dos discursos eleitorais, reduzindo ainda mais o espaço para ideologias radicais, tanto que não se fala mais em socializar a pobreza, mas em transformar o Brasil num país de classe média! Viva!

Mas nem tudo está em nossas mãos, pois, embora decidamos quem vai legislar e governar, não controlamos seus atos. Nosso voto simples vira “voto de qualidade” em suas mãos, mas não necessariamente para atender aos anseios do povo. Assim, minha maior preocupação não é com a capacidade de nosso país evoluir cientifica, tecnológica e economicamente, mas com a postura da maioria de nossos políticos no que se refere à evolução moral e ética.

Ninguém nega a importância do voto, obrigatório ou não! Mas qual a qualidade desse voto para o povo? Em que medida, de fato, ele vale para mudar algo que não está bom? Até que ponto certas decisões podem ser tomadas sem um referendo popular? Por que não nos é dado definir algumas coisas de suma importância, como obrigar nossos legisladores ao voto sempre aberto, nominal, para que saibamos se eles cumprem seus votos eleitorais? Por que a transformação de territórios em estados e, depois, sua mutilação em reservas não pode ser definida em plebiscitos?

Mas só podemos apresentar projetos populares – o que dá um enorme trabalho! – ou votar. Mas tem quem vote “em branco” ou nulo, como forma de protesto ou por estar votando e andando para as eleições. Mas nem sempre quem vota num candidato o faz por opção: muitas vezes o faz por falta de opção.O pior é que muitos políticos acreditam que os votos que os elegem lhes conferem “carta branca”, inclusive para esquecer promessas de campanha; mas nunca crêem que uma vitória apertada seja um “cartão amarelo” e uma derrota, um “cartão vermelho”. Outros, só pensam nas suas “bases” como suporte, em tempos de eleição, que logo após voltam a ser mero assoalho.

O Brasil vai “bombar”, sim! Mas o fará ainda mais se seu povo tiver cada vez melhores condições de estudo, saúde e trabalho. O céu será o limite, então, quando não precisar mais de assistencialismos e exceções para aprender a ultrapassar cada obstáculo que lhe for apresentado ou imposto apenas por sua competência, mérito e solidariedade!

No entanto, essa condição ideal depende de uma nova consciência nacional e de cidadania, que exige igual comprometimento de quem planeja e dirige o destino do país! O povo brasileiro quer e merece mais! E nossos políticos têm que respeitar esse desejo, expresso pelo voto, mais do que suas “tradições”, “lealdades” e “ideologias”! Têm que ser ativos e diligentes na concretização desse auspicioso futuro, e não apenas nos quadrienais discursos requentados, deixando os eleitores de joelhos ou “de quatro” nesse entremeio.

Fontes:
Instituto Millenium - De quatro em quatro

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6 Opiniões

  1. Luiz Mourão disse:

    Ainda que belas, as palavras do articulista esbarram na REALIDADE do Brasil; infelizmente..
    Esperar que o POVO tenha consciência do que faz e possa exigir de seus políticos o comportamento condizente com as promessas de campanha é esperar que nasça feijão no alfalto!
    Um povo que elege um Tiririca não é um povo de quem se pode esperar maturidade civil para votar conscientemente e impor aos eleitos seus desejos.
    Os políticos SABEM dessa fragilidade civil do povo, e com ela contam no momento em que se candidatam; sabem o quanto o povo é desatento, o quanto é manipulável, e o quanto a mídia corrupta e conivente está a seu lado.
    Se assim não fosse, a prioridade no Brasil seria A EDUCAÇÃO; não o é porque povo culto e esclarecido é povo que não pode ser enganado, e isso não interessa à quase totalidade dos candidatos posto que se oferecem ao pleito exatamente porque o povo é inconsciente!!
    Brasil: falta muito!!!

  2. firmino teodoro da silva disse:

    MESMO COM A ESCUlulaBAÇÃO NOS MINISTERIOS PRESIDENCIAS , DILMAIS, PARA O BRASIL TER ENGULIDO TAIS IRRESPONSABILIDADES, POIS NÃO FOI TOMADO NENHUMA INICIATIVA QUE PUNISSE OS INFRATORES, TENDO SIDO ATÉ PASSADO A MÃO NA CABEÇA DOS INSERIDOS, COMO SE DIZ, CALMA QUE TUDO PASSA.!!!.ESPERAMOS QUE NO NOVO GOVERNO NÃO SEJA PASSADO A MÃO CABEÇA DOS MALFEITORES, POIS ATÉ QUANDO TEMOS QUE ENGOLIR ESSAS ATROCIDADES SEM DAR CADEIAS A BANDIDOS DE COLARINHO BRANCO.ESPERO QUE TENHAM SANGUE NAS VEIAS…………

  3. Beraldo Dabés Filho disse:

    Dilma Roussef é competente, trablhadora, persistente e corajosa.

    Conhece muito bem o Brasil e o contexto mundial.

    Tem tudo para fazer um governo muito bom e, se chegar a 80% do Lula, será ótimo.

    Mera curiosidade, mas é interessante notar que os Presidente, indiscutívelmente mais lembrados por todos os Brasileiros e mencionados na nossa História, como os maiores realizadores de grande impacto, foram Getúlio Vargas e Juscelino Kubtschek. Um Gaúcho e um Mineiro.

    A Dilma é Mineira de nascimento e políticamente Gaúcha. Mera, mas bela coincidência.

    Viva Deus!

  4. João Cirino Gomes disse:

    Melhor errar tentando acertar que permanecer votando errado pro falta de opção!
    Eu sou mais tiririca, que todos aqueles que prometeram e não cumpriram, eu sou mais tiririca que todos aqueles que roubaram, não devolveram, e continuam se candidatando se elegendo, roubando e engambelando a população!

    Unica culpa e defeito do tiririca é ser popular!
    E quantos invejosos não se acham mais cultos, capacitados e gostariam de estar em seu lugar? Inveja mata!
    Caim matou Abel com uma ossada na cabeça!

  5. helio (rio de janeiro) disse:

    O Brasil ainda não conhece a Dilma. Fez com o seu discurso uma bela estréia. Por nunca ter disputado uma eleição, talvez se dedique mais a governar e dê um fim à campanha eleitoral sem fim que pareceu dominar os últimos 8 anos. A eleição expressou esse desejo de muitos brasileiros.
    O povo do estado do Rio espera que o governo se preocupe com o forte impacto na economia e no meio ambiente que a exploração do pré-sal representa para o nosso estado. A eleição acabou, o bom senso deve prevalecer.

  6. Markut disse:

    É surpreendente e lamentavel que se tenha instalado no imaginário de muitas pessoas a idéia da burrice inerente ao povão que, consequentemente ,não sabe escolher direito e se deixa levar pela desinformação premeditada.
    A falta de escolaridade é que leva a esse emburrecimento e suas desastrosas consequências.
    Lamentavel e compreensivelmente, as falas dos candidatos continuou revelando a total falta de apetite político, para o item EDUCAÇÃO.

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