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É isso que queremos?

Chegou a hora de focalizar os temas que possam colocar o Brasil em bases sólidas e não ilusórias. Por Rubens Barbosa

É isso que queremos?
Dilma assumirá o comando do país em situação relativamente confortável

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Um novo governo estará dando seus primeiros passos a partir deste sábado, 1º de janeiro, com novos desafios e novas esperanças.

Devido aos positivos indicadores econômicos, políticos e sociais, a presidente Dilma Rousseff assumirá o comando do país em situação relativamente confortável. Essa condição, contudo, esconde problemas sérios que vão requerer ações rápidas e enérgicas para serem corrigidos. A maior presença do Estado, base da visão nacional desenvolvimentista, poderá facilitar a mudança de atitude, o fortalecimento das empresas e a expansão do emprego.

Apesar das consequências desses grandes avanços internos, com as exceções de praxe, nem os lideres políticos de todos os partidos, nem a burocracia estatal, nem os sindicatos, nem mesmo o setor privado se dão conta que será necessária uma urgente e drástica mudança de atitude para enfrentar os desafios criados por essas transformações internas e externas.

O Brasil em primeiro lugar

Qual é nossa visão do futuro? Vamos continuar como estamos ou vamos querer transformar o país para alcançar o lugar de destaque que o mundo espera que o Brasil ocupe? Chegou a hora de os partidos políticos, os sindicatos e o setor empresarial, sob a liderança da presidente Dilma Rousseff, somarem esforços, em uma parceria real, para pensar mais no Brasil e menos nos interesses pessoais e partidários.

Essa mudança de atitude passa pelo incentivo à inovação e pelo aumento da competitividade a fim de gerar mais de 150 milhões de empregos em 2030.

Conhecimento, inovação, educação, ciência e tecnologia, competitividade, rumos da globalização e inserção externa deveriam ser discutidos em profundidade, da mesma forma como se dá destaque a assuntos como violência, crime, MST, juros, câmbio e dança de cadeiras para o Ministério. O Ministério do Desenvolvimento deveria ser tão importante quanto o da Fazenda nesse desenho de nosso futuro.

Devemos estar conscientes da necessidade de olhar para a frente e de estar atentos às tendências dos próximos anos, sobretudo com o aparecimento da China e da Índia como potências globais econômicas, comerciais e políticas, que vão competir com o Brasil.

A dura realidade é que as mudanças sendo tão rápidas e constantes fazem com que o mundo avance célere e sem esperar que consigamos entender o que está acontecendo ou nos ajustemos aos novos tempos e às transformações em curso.

Sem ameaçar a estabilidade econômica e política, novas políticas terão de ser aprovadas, com o objetivo de criar incentivos para aumentar a poupança e o investimento, reverter a tendência da taxa de câmbio e de juros, promover a redução dos gastos públicos e reduzir a carga tributária. A geração de emprego dependerá do aumento da competitividade do setor produtivo com medidas concretas para reduzir ou eliminar o custo Brasil, responsável por mais de 35% nos preços finais da produção nacional. O comércio exterior deveria ser colocado em um nível decisório mais elevado para que seja tratado com a prioridade que merece, uma vez que é uma das variáveis mais importantes do crescimento econômico.

Exportações

Estamos de acordo em transformar o Brasil em um país exportador de matérias-primas e produtos agrícolas? Com a perda de espaço dos manufaturados, mais de 50% de nossas exportações são de produtos primários, situação que poderá agravarse com a entrada, nos próximos anos, da produção dos campos de petróleo do pré-sal.

Vamos deixar o setor industrial desaparecer, a exemplo do que ocorreu na Argentina? A indústria que já representou mais de 20% do PIB viu sua participação reduzir-se a 15%. O consumo doméstico, que era atendido pela produção nacional, hoje depende em mais de 20% das importações. As empresas brasileiras, sem capacidade de competir nem interna nem externamente, ou estão fechando suas portas, transformando-se em montadoras e importadoras, ou passaram a produzir no exterior. As importadoras representam o dobro das exportadoras. É isso que queremos?

Chegou a hora de focalizar os temas que possam colocar o Brasil em bases sólidas e não ilusórias, entre os países de relevo na economia e na política mundiais.

Fontes:
Instituto Millenium - É isso que queremos?

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4 Opiniões

  1. Markut disse:

    Este focar os temas de maneira proativa, como proposto, supõe um nivel mental e intelectual dos gestores da coisa pública que, dentro dos cânones democráticos, supõe um eleitorado suficientmente esclarecido para, pelo voto,permitir que a competência cívica e cultural dos candidatos aos cargos, seja privilegiada, face à demagogia perversa, fruto da ignorância e desinformação do eleitor.
    É necessária uma verdadeira revolução educacional , neste país, a fim de evitar que ele continue patinando no lodaçal da incompetência, leniência, cupidez e carreirismo político.
    Nada,por enquanto, a não ser a vontade que fosse, nos permite esperar as necessárias mudanças de paradigmas de gestão.

  2. Geferson Alves disse:

    Urge a Mobilização Nacional que tem por objetivo acrescentar a palavra: “… ÉTICA” na Bandeira Nacional, (https://sites.google.com/site/bandeiradaetica/mapa-do-site/home/-adesoes-registre-se-aqui). ficando assim:
    ORDEM, PROGRESSO E ÉTICA
    Contamos com a divulgação e adesões, mencionando o nome ligado ao numero fornecido pelo TSE no link: (http://www.tse.gov.br/internet/servicos_eleitor/consultaSituacaoNome.htm), acrescido da UF
    Esta é uma forma de “votar” na ÉTICA representada no símbolo mais sagrado do País
    Divulguem o máximo possível com cópia para: (br.com.etica@gmail.com)

  3. Regina Caldas disse:

    Uma forte tendência de qualquer governo de esquerda é transformar em sucata as empresas nacionais. Não foi diferente na URSS.Lembro-me que logo após a queda do Muro de Berlin visitei a Tchecoslováquia. E claro saí à caça dos famosos cristais tchecos. Não encontrei nada! Nesta semana minha sobrinha retornou da Argentina, e contou que por lá não se encontra mais sua famosa malharia…e aqui? Como vai a nossa indústria de calçados, por exemplo? Um pais que precisa tanto de criar cada vez mais empresas que gerem empregos, mas que, ao contrário, transforma-se num cassino para o mercado financeiro internacional, e importa mais que exporta, não tardará a se transformar numa noca Cuba onde falta tudo!

  4. Markut disse:

    Com franqueza, não que o pessimismo de Regina não se justifique, mas , creio que as tintas ficaram um pouco sobrecarregadas.
    É bem verdade que, mesmo antes de nos transformarmos numa nova Cuba,com a nossa esquerda iludida e marota, podemos esperar, sim,posturas mil, na contramão do bom senso e do resto do mundo.
    Cabe-nos aproveitar o equilibrado discurso de posse da nossa presidente, para ficar em permanente stand by e cobrar a conta dos desatinos.

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