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Ver neve, um dos maiores desejos de qualquer brasileiro (São Petersburgo, Rússia)
Turismo

Europa: 10 coisas para fazer na baixa estação

Confira 10 dicas para aproveitar a Europa na época de baixa temporada

por Tiago Caramuru*

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As temperaturas estão baixando, os preços e as filas também. Outubro é, talvez, o melhor mês para ver a Europa da forma como a imaginamos: jaqueta, céu claro com céu que não esquenta e cafezinho na calçada. Em novembro e dezembro o clima já virou, mas o velho continente ainda tem seus encantos.

De qualquer forma, não sendo em julho, agosto ou setembro, há coisas que, na Europa, só a baixa estação faz por você:

1) Assistir uma ópera em Viena

Staatsoper, a Opera de Viena

Na Áustria, país natal de Mozart e Strauss, ópera é coisa séria. A Vienna Staatsoper é a casa de óperas mais tradicional do mundo e a única que consegue se manter sem apresentar nenhum outro tipo de espetáculo. O palco fundo e gigantesco, abriga figurinos, camarins e montagens para 7 peças ao mesmo tempo, já que cada dia da semana tem uma apresentação diferente. Os meses da baixa estação são perfeitos para conseguir um ingresso sem ter que comprar com meses de antecedência mas, mesmo assim, é bom garantir uma ou duas semanas antes.

2) Ir a um jogo de futebol
Pra fãs de esporte, pouco importa o clube. Os maiores e mais ricos estão na Europa e, pra falar a verdade, tem vezes que vale a ida só pra ver o estádio. Ingessos para Real Madrid no Santiago Bernabéu, ou Manchester United no Old Trafford, são sempre difíceis, pois que os fãs compram pacotes para todos os jogos logo no início da temporada. Mas difícil, nesse caso, já é lucro, considerando que nos meses de férias escolares é impossível. Como alternativa, há o campeonato italiano, que se já não tem os estádios mais novos ou os times mais fortes, pelo menos oferece tickets de última hora na porta dos estádios. Em Milão, por exemplo, Milan ou Internazzionale jogam no mesmo estádio, que muda de nome dependendo do mandante - San Siro para o Milan, Giuseppe Meazza para a Inter. E o frio ainda dá a chance de vestir os cachecóis e gorros vendidos nas barraquinhas do lado de fora.

3) Tirar uma foto na Fontana de Trevi

Fontana di Trevi, em Roma, ao anoitecer

Roma não tem um período livre de multidões. Apenas algumas semanas de estação menos alta. Espere a noite chegar. Lá pelas 19:30 ou 20:00, já não há mais grupos de excursão e a iluminação é lindíssima. O som das milhares de vozes é substituído pelo som da queda d’água e, finalmente, a Fontana de Trevi está fotografável.

4) Comprar uma boa jaqueta no Primark
A idéia de que uma moeda forte torna a coisas mais caras é uma das maiores pegadinhas de viagem. Uma libra esterlina compra mais de 3 reais mas, ainda assim, muita coisa ainda sai mais em conta no Reino Unido que no Brasil. A rede Primark tem lojas espahadas por toda Europa mas, principalmente, nas grandes cidades britânicas. Quem diria que Londres, uma da cidades mais caras do mundo, pode realizar seu sonho da jaqueta própria à vista.

5) Ver neve
É incrível. Para um brasileiro, então, não dá nem pra arriscar descrever a sensação. E é de graça.

6) Pagar mais barato em tudo
Em tuuuuuudo. Tudo mesmo. Passagem aérea, hospedagem, comida, compras, passeios, etc. Os céticos dirão que tudo fecha mais cedo, o que é verdade. Mas o horários extendido no verão é uma ilusão. Ele é feito apenas por necessidade e não é proporcional ao aumento de visitantes.

7) Andar de bicicleta em Praga, sem trombar em ninguém, vendo as folhas laranjas caindo

O outono não tem dia certo pra chegar e nem pra ir embora. Enquanto o norte pode já estar com todas as árvores secas, talvez o centro esteja no auge do alaranjado. O encantador da estação é a mistura de todas as cores das folhas que forram o chão e das que ainda estão por cair. Por que em Praga? Porque em Amsterdam, a terra das biciletas, quem as usa são os locais, então vai acabar tendo uma trombada ou outra de qualquer maneira.

8 ) Conseguir uma mesa no Museo del Jamón em Madri
Essa padaria/restaurante/mercearia é uma instituição espanhola dedicada ao jamón, o presunto cru. Ao que tudo indica, a crise é vegetariana, porque cada uma das filiais da cidade continua cheia. A unidade da Praça Puerta del Sol é vinte e tantas horas. Fecha bem tarde e cai bem do café da manhã ao pós-balada.

9) Mercados de natal da Alemanha, Áustria e República Tcheca

 

Bacon, repolho, batata, espinafre e salsicha. Comida alemã é light!

Os mercados de natal da Europa datam de mais de mil anos atrás e, hoje em dia, são o principal atrativo da Europa para conseguir trazer as pessoas de volta pra rua, em Dezembro. Não é por acaso que os melhores deles são nos países mais frios. Pra tomar um vinho quente, o gluhwein, com uma sopa de bacon e espinafre, nada melhor que a atmosfera de um desses mercados. Montados nas principais praças, geralmente bem a frente da prefeitura ou da catedral onde a cidade se iniciou, eles vendem os produtos mais típicos e frescos da região. Em Vienna, Munique, Colônia ou Praga, come-se e bebe-se muito bem – faz todo sentido saber que há algum tempo, aquela região se chamava Bohemia.

10) Bacalhau em Portugal

Frizinho, mas com céu claro. Dá pra ser melhor? Sim, com bacalhau e vinho!

Essa é pra fechar com chave de ouro. Não a dica, mas o bacalhau mesmo. Deixe Portugal por último no seu roteiro, mas passe por lá de qualquer maneira. Um dia, que seja, em Lisboa ou no Porto, pra gastar em uma tasca comendo um bacalhau dourado, banhado em azeite português, acompanhado de muito vinho tinto. Qualquer indicação de restaurante, acredite, é inútil. Quando estiver nas ruas e não suportar mais o frio, entre na primeira portinha que der vontade e ela vai revelar o lugar mais aconchegante do mundo.

*Artigo publicado originalmente no Esvaziando a mochila, parceiro do Opinião e Notícia

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