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Europa precisa se livrar da energia russa

A Rússia fornece cerca de um quarto do gás utilizado na União Europeia, e quase o total consumido em muitos países, incluindo o trio báltico, Finlândia e Bulgária

Europa precisa se livrar da energia russa
E se a Rússia decidir cortar o gás para toda a Europa? (Reprodução/Economist)

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A retaliação russa mais óbvia contra as sanções ocidentais seria cortar o fornecimento de energia, particularmente o de gás. O país fornece cerca de um quarto do gás utilizado na União Europeia, e quase o total consumido em muitos países, incluindo o trio báltico, Finlândia e Bulgária. Os europeus do leste estão instando a Alemanha a não depender mais do gás russo, e aos EUA a aumentar as exportações de gás de xisto. A Europa sentiu o gosto de uma guerra do gás primeiro em 2006 e depois em 2009, quando a Rússia fechou os gasodutos para a Ucrânia, deixando muitos países a jusante, a maioria no sudeste europeu, tremendo de frio no inverno. A Europa está menos vulnerável cinco anos depois?

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No curto prazo, pelo menos, as perspectivas não são tão ruins. Após um inverno ameno, os reservatórios de armazenamento de gás ainda estão meio cheios e as empresas os estão completando enquanto o gás ainda flui. A rede de gás na UE ficou mais integrada com a instalação de interconectores e tecnologia de fluxo reverso. Isso significa que se o gás que passa pela Ucrânia for interrompido os países na Europa Central podem recebê-lo através da Alemanha. Boa parte dele ainda viria da Rússia através de gasodutos alternativos, tal com o Nord Stream, construído sob o Báltico e ligado diretamente à Alemanha.

Mas e se a Rússia decidir cortar o gás para toda a Europa? Através de uma combinação de encontrar fornecedores alternativos, trocar para a gasolina e racionamento, a maior parte (mas não todos) dos países conseguem suportar aproximadamente pelos próximos seis meses. O problema mais agudo começaria no próximo inverno, quando a demanda por aquecimento sobe acentuadamente. Ainda assim a maioria dos europeus considera que a Rússia não ousaria ir tão longe. Afinal, se a UE depende da Rússia como seu principal fornecedor de gás, a Rússia é ainda mais dependente da Europa, sua principal compradora, responsável por cerca de metade de suas exportações de gás. Devido à extensa rede de gasodutos instalada na Europa, encontrar outros compradores seria praticamente impossível, ao menos no curto prazo.

Fontes:
The Economist-Adrift over energy

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