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Mar Morto: o ponto mais baixo da Terra

Fronteira natural entre Jordânia e Israel, o Mar Morto atrai turistas por seus inúmeros benefícios à saúde

Mar Morto: o ponto mais baixo da Terra
Salinidade presente no Mar Morto é 10% maior que a de um mar comum (Reprodução/Fernanda costa)
O Mar Morto é a fronteira natural entre Jordânia e Israel e o ponto mais baixo da Terra, a 400 metros abaixo do nível do mar. Sua taxa de salinidade é 10% maior que a de um mar comum, devido sobretudo à baixa altitude, ao clima desértico e à pouca movimentação das águas.

Abrange uma área de 80 km de extensão, com 12 km de largura. Nos últimos 60 anos, perdeu um terço de seu tamanho, devido à contínua evaporação e também ao desvio que Israel fez do rio Jordão, seu principal afluente.

O Mar Morto é chamado assim pela ausência de vida. Suas características são letais para qualquer peixe e planta, embora os sais minerais ali presentes tragam inúmeros benefícios para o ser humano. Sua lama escura tem propriedades medicinais e alivia diversos males, sobretudo ligados à circulação sanguínea e às articulações.

Tudo isso já seria motivo suficiente para atrair turistas do mundo inteiro, entretanto, a grande maioria vem pela curiosidade de sua característica mais notável: a grande salinidade impede que as pessoas afundem, e as faz boiar na água instantaneamente. É uma sensação inusitada e incrível!

A infraestrutura da região no entorno do Mar Morto é maravilhosa, com hotelaria 5 estrelas e spas requintados. Do lado jordaniano os melhores são o Kempinsky, o Movenpick e o Marriott. Já no lado de Israel, Royal Rimonim e o Le Meridien. Se a diária destes hotéis não encaixa no orçamento, dá para utilizar o chamado day use e passar o dia utilizando as dependências de lazer junto ao Mar Morto por $50 Dinares Jordanianos (pouco mais de R$143). Fique atento porque o número de visitantes é limitado e se chegar tarde, sobretudo nos fins de semana (sexta e sábado), vai ter de encarar a praia pública mesmo, vulgo “Piscinão de Ramos”. Brincadeiras à parte, a praia pública tem infraestrutura de restaurantes, piscina, banheiro, chuveiro, lojinha e a taxa de entrada é de 18 JD (R$52). O problema é que tem muita gente mal-educada, que não respeita os demais.

O Mar Morto está a 60 km do aeroporto de Amã e a uma distância pouco maior do aeroporto de Tel Aviv. Vale ficar um dia inteiro por lá, mas se não tiver muito tempo, dê pelo menos uma chegadinha, aliás, uma boiadinha!

Lembre-se que por ser um mar inóspito, algumas regrinhas devem ser respeitadas, como ficar no máximo 20 minutos na água (eu fiquei 40 e não  morri, mas é melhor não arriscar!), não mergulhar a cabeça em  hipótese alguma e lavar-se com água doce corrente após sair do mar. Qualquer machucadinho que você tenha, vai arder bastante. Mesmo se estiver recém depilado, barbeado ou tiver ido à manicure, vai sofrer horrores! Portanto, prepare-se e faça todas estas coisas ao menos um dia antes. Ah! Se não quiser perder a escova progressiva, também não deixe seu cabelo encostar na água! Outra dica fundamental é não afastar-se da costa. A partir de 300 metros da costa jordaniana, você estará invadindo o território israelense, e eles simplesmente”metem bala!”. Talvez o nome Mar Morto também venha daí…

*Fernanda Costa escreve no Blog Viaggio Mondo e é colaboradora do Opinião e Notícia.

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6 Opiniões

  1. jayme endebo disse:

    O colaborador não só mentiu como falou besteira ao extremo ao dizer que os israelenses metem bala após 300 metros de afastamento, a distancia da linha imaginaria fronteiriça entre ambos os paises são mais de 20 km e ninguem conseguiria atravessar este percurso a nado. O nome mar morto se deve tão somente que naquele “mar não há possibilidade de vida devido a sua alta salinidade, tento que o seu nome em Israel é “Yam a Melach” ou seja mar salgado, simples.

  2. Ricardo Veiga disse:

    Se o Jayme Endebo não tivesse explicado que a distância da linha imaginária fronteiriça entre ambos os Países é, na verdade, mais de 20Km, eu iria ficar pensando mal sobre os israelitas. Afinal, usar armas sofisticadas, como Israel dispõe, contra uma pessoa totalmente indefesa, que não tenha cometido nenhuma atitude beligerante, só porque teria “invadido” além dos 300 metros de uma linha de fronteira aquática é totalmente inaceitável. Seria um ato por demais covarde. Será que os israelitas teriam medo até da própria sombra?

  3. Gilberto H. Tenca disse:

    Pessoal, concordo com o Jayme Endebo, eu estive lá inclusive tomei 30 minutos de banho no lago e como a grande maioria das pessoas que tomam banho lá, eu deixei ir água nos meus olhos e realmente queima muito, mas é muito legal você não afundar e literalmente boiar na água e para meu alivio, eu tomei o banho do lado Israelense, vale a pena conhecer não só o mar morto mas toda a região da terra santa.

  4. carlos Alvino dos Santos disse:

    Senhores, boa noite.

    O penúltimo parágrafo, relata um fato que está muito longe da realidade, Israel não “mete fogo” em ninguém de maneira indiscriminada, irresponsável ou como se fosse algo cotidiano ou brincadeira. Há sim, e tem de haver a defesa de suas fronteiras, considerados os problemas que já são sobejamente conhecidos por toda comunidade internacional, minimamente informada.

    Quanto ao último parágrafo também se torna uma frase irônica, mas lesiva ao Estado de Israel e, além do mais uma desinformação do real motivo, ou seja, ausência de vida biológica devido ao alto percentual de salinidade.

    Sugiro a retirada destas expressões que expõe de forma humilhante toda uma nação, estigmatizando-a inveridicamente

    Grato, Muito obrigado. .

  5. Veríssimo Lopes disse:

    Obrigado pela ajuda, estou satisfeito com o resultado obtido!

  6. Gueysa disse:

    Visitar o Mar Morto é uma experiência fantástica.
    Que pena que o último parágrafo foi muito infeliz e mentiroso.
    É um exagero falar que Israel mete bala desta maneira.
    Não é verdade.

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