Estudo mostra que curto período é prejudicial para a saúde do bebê
É por altruísmo ou caridade que nos dedicamos a enriquecer os donos ou acionistas da empresa para a qual trabalhamos?
Em 22 de fevereiro de 1945, entrevista de Carlos Lacerda marca o fim da censura à imprensa
Butão, Coreia do Norte e Arábia Saudita são desafios para os viajantes
Para os não foliões que apreciam um bom policial 'Estrada escura' pode ser a opção
O que o ataque a uma menina de 12 anos, dentro de um ônibus, diz sobre a nossa sociedade
O sensacionalismo midiático teria influenciado o desfecho do caso Eloá?
A Opinião Pública da semana é de João Alcântara de Meireles. Participe também!
Veja os trailers e as sinopses dos lançamentos nos cinemas
Claudio Schamis comenta a condenação de Marcos Valério e o julgamento da Ficha Limpa
Filósofo suíço quer construir um templo laico para 'celebrar uma nova forma de ateísmo'
O que realmente aconteceu a Tancredo Neves e a João Goulart?
O carnaval está chegando, enchendo as ruas com blocos e batucada e esvaziando os cinemas
1/5, Valor, capa. Uma das chamadas que tem na coluna da esquerda é assim: “Joint em não tecidos. A empresa…, fabricante de não-tecidos de polipropileno, negocia com a… a criação de uma joint-venture para a fabricação de malhas “spunbound” no Brasil”. Não entendemos nada. Tubo bem o “joint” no título, decidiram abreviar “joint-venture”, que se tornou uma expressão usual aqui. Mas o que será “não-tecidos”? E “spunbound”? O jornal publicou o press-release da empresa sem pensar se o leitor podia entender do que se trata.
3/5, Estado, pág. B5. Sobre investimentos em infra-estrutura, a legenda da foto diz: “Obra da Norte-Sul: novos trechos só serão licitados apenas quando a economia melhorar”. “Só… apenas”, uma bela redundância.
5/5, Valor, pág. D10. Falando de restaurantes em São Paulo o subtítulo diz: “Paulistanos percorrem longas distâncias para degustar pratos que valem à pena…”. Sem crase, por favor.
5/5, Portal Estadão, Portal Último Segundo e Opinião e Notícia. O Ministério da Educação quer aumentar a carga horária do ensino médio em 25%, de 2.400 horas para 3 mil horas. Para o total de três anos, naturalmente, se fosse por ano seriam mais de 12 horas de aula por dia. Mas os dois portais citados disseram que seria “por ano”, e nós também cometemos o erro absurdo. A diferença é que no mesmo dia percebemos que algo soava mal, ligamos para a assessoria do MEC para verificar e corrigimos nossa notícia. Esses dois portais, após três dias, continuam com o erro no ar. Vejam nos links abaixo:
Estadão
Último Segundo
6/5, Globo pág. 23 e Folha pág. B7. A notícia é que a Apple e a Google estão sendo investigadas nos Estados Unidos por possível violação da lei antitruste. Isso porque elas têm em comum em seus Conselhos de Administração duas pessoas, o CEO da Google e o ex-CEO da Genentech, o que é mal visto pela lei. Mas nossos jornais não conseguem ter tradutores decentes. Chamam membro do conselho de diretor e de executivo, chamam CEO de diretor-executivo, é muito ruim…
6/5, Isto É, capa. O personagem da reportagem de capa é o juiz do STF Carlos Alberto Direito. Ele usou sua posição para obter vantagens para sua família, na linha de conseguir upgrade para primeira classe em viagens aéreas, ou atendimento VIP no aeroporto do Rio de Janeiro. Ora, isso está errado, mas diante do escândalo da farra das passagens aéreas no congresso é uma gota d’água. No mesmo dia em que lemos a revista estava a notícia de que o senador Eduardo Suplicy conseguia passagens para a namorada viajar por conta do contribuinte. Não achamos que esse deslize do juiz seja escândalo de capa de revista. Dá a impressão de algum interesse em desviar a atenção do público do escândalo maior.
6/5, Isto É, pág. 66. O título da matéria é “Ciclistas mensageiros”, a respeito de bicicleteiros estarem substituindo os chamados “motoboys”. Mas o subtítulo diz: “Os bike courriers se consolidam como alternativa…”. Por que a expressão em inglês? Estamos no Brasil, senhores da IstoÉ.
7/5, Jornal do Brasil, capa. A respeito da gripe suína, o título de uma matéria, chamando para a pág. A24, é “Vírus da gripe criados em ovos”. A chamada continua: “Um laboratório nos Estados Unidos armazena sob uma forma que cresce rapidamente dentro de ovos…”. Quanta ignorância… Qualquer pessoa que trate de se informar, o que o jornalista não fez, saberá que a maneira tradicional de produzir vacinas, há muitas décadas, é usando ovos de galinha. Não há novidade. E não é “um laboratório”, são todos.
Títulos estapafúrdios
7/5, Estado, capa do caderno Economia. A respeito de em abril termos tido um alto fluxo de dólares vindo do exterior, o título diz: “Dólares retornam de vez ao Brasil”. Espera aí: nós achamos que “de vez” quer dizer definitivamente, algo que não vai ter retorno. Não é o caso, esses dólares podem ir embora no mês seguinte. Título bobo.
8/5, Jornal do Brasil, pág. A17. A respeito da idéia da prefeitura do Rio de construir muros protegendo as matas vizinhas das favelas, o subtítulo diz que os muros “… traduzem uma nova espécie de ‘apartheid’ social e urbano no Rio. Os políticos de oposição, e os jornais de baixo nível, estão reagindo à idéia dos muros como se as favelas fossem ser muradas em volta, as pobres criancinhas estariam muradas, uma mentira burra e desonesta. A idéia é murar a floresta, não a área habitada. A gente fica na dúvida se é burrice ou má fé essa interpretação, provavelmente um misto das duas.
8/5, Jornal do Brasil, pág. A24. A respeito do incêndio florestal que está causando grande destruição na Califórnia a nota diz que ele “… se estende por 525 acres.”. 525 o quê?! Nós aqui conhecemos hectares. Na verdade sabemos que o acre é uma medida arcaica inglesa, que os americanos insistem em continuar usando, que equivale a cerca de 4.000 metros quadrados. Se o jornalista não sabia podia olhar no Aurélio, fomos checar e está lá. Os 525 acres equivalem a cerca de 210 hectares.
Pérola da semana
Publicado na capa do Globo de 7/5. O deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS) declarou: “Estou me lixando para a opinião pública.” Mais um exemplo da falta de vergonha vigente no nosso lamentável Congresso.