Os gênios do Planalto imaginam tornar a compra da energia nuclear compulsória, nos mesmos moldes do que faz com Itaipu.
Historiador tenta responder qual a origem do povo cigano e o motivo de séculos de perseguição
Veja o artigo de Carlos Alberto Sardenberg publicado no site do Instituto Millenium
Quando um indivíduo é agredido pelo Estado, todos nós estamos sendo aviltados
Aos eleitos caberá uma série de tarefas importantes, como administrar o dinheiro obtido com impostos. Por Claudio Carneiro
Maestro Michael Stern levantou o Teatro Municipal. Uma interpretação à altura da obra. Por Clóvis Marques
Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo nasceu em seis de setembro de 1897, no Rio de Janeiro
Dr. Roberto Rodrigues, pneumologista do Lâmina Medicina Diagnóstica/ DASA tira dúvidas sobre o assunto
Jose Carlos Zingra falou sobre o descaso em relação ao Amapá, e foi escolhido para o Opinião Pública da semana.
Bolsa-Telefone é o projeto da vez. Grandes cidades começam a sofrer com falta de mão de obra. Por Renata Steidel
Alguns brasileiros se negam a fornecer dados ao IBGE por receio de receber em casa falsos recenseadores. Por Joana Duarte
1/2, Opinião e Noticia. Nossa manchete nesse dia, ignorando a concordância foi: “EUA ‘planeja’ enviar armas para defender países de Irã”. Assim ficou durante algum tempo, até um leitor nos alertar. Nosso memorando interno sobre o assunto disse: “Se os Estados, no plural, Unidos, também no plural, vão fazer algum plano, tem de ser no plural também, ‘planejam’”. Veja, já corrigida, aqui.
2/2, diversos jornais. Para o Estado de S P, a principal notícia do dia, com o que concordamos, foi a licença do IBAMA para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. Com potência de 11 MW, será a segunda do país, atrás apenas de Itaipu. E se ela não ficar pronta logo, assim como as duas do rio Madeira, vai faltar energia elétrica no país. Aliás, é bem provável que falte de qualquer jeito, tanto foi o atraso em aprovar essas obras. Para a Folha de S P a notícia foi importante mas nem tanto. Uma chamada de tamanho médio na parte inferior da capa. Para o Globo, um pouco menos, uma chamada pequena na parte inferior da capa. Para o Jornal do Brasil, nada na capa. Toda a metade superior da capa era tomada por um ameaçador helicóptero preto sobrevoando uma favela: mais crimes, pensamos. Não, o assunto era a filmagem de “Tropa de Elite 2”. A aprovação da usina de Belo Monte não mereceu espaço na capa do jornal.
3/2, IstoÉ, capa e pág. 76 e seguintes. A matéria de capa da revista se chama “A escalada dos concursos”. O assunto é a verdadeira mania que tomou conta dos brasileiros de, ao se formar na faculdade, fazer um concurso público para ter um bom emprego com estabilidade para o resto da vida. Segundo a revista os salários do setor público tinham andado achatados, mas principalmente no setor federal se recuperaram e hoje um funcionário público federal ganha o dobro de seu congêneres na iniciativa privada. De acordo com a revista mais de dez milhões de pessoas se preparam para, neste ano, prestar um concurso para uma das 80 mil vagas que se abrirão. Um exemplo típico: um jovem se forma em direito. Uma opção é procurar emprego no sistema privado, onde vai começar de baixo, terá de competir com colegas para subir, mas se for bem sucedido chegará a diretor de empresa ou sócio de um escritório de advocacia podendo ficar rico e prestigiado. A outra opção é prestar um concurso para juiz: se passar, já entra ganhando 12 mil por mês, e nós ganhamos um juiz completamente inexperiente a julgar nossos eventuais processos. Muitos preferem esse caminho que parece mais fácil – mas como são tantos, não é fácil passar. Alguns desses jovens passam vários anos sem trabalhar, sustentados pelas famílias, fazendo um cursinho atrás do outro em busca da sonhada sinecura: o trabalho fácil com estabilidade garantida. Nós achamos que essa mentalidade é um grave mal para o país – a revista parece glorificá-la.
4/2, os vários jornais. A Folha anuncia como fato consumado a decisão de Lula de comprar os caças a jato Rafale, da França. Nos outros jornais, nada. Os próximos dias nos dirão quem estava certo e quem errou.
6/2, Portal G1. Chove em S. Paulo há 45 dias. Mas a afirmação do jornal não é correta: “As chuvas fortes provocam muitos transtornos para os moradores da capital paulista desde dezembro. A cidade enfrenta mais de 45 dias de chuvas ininterruptas…”. As chuvas não são ininterruptas, tem havido muitos momentos de estiagem, mesmo de sol. Os 45 dias é que são ininterruptos. Veja aqui
6/2, Portal Reuters. Já fomos criticados por um leitor desta coluna, em termos bastante agressivos, por nos preocuparmos com o que ele chamou de mesquinharias: ou seja, pequenos errinhos como este. Mas tratando-se de uma enorme agência estrangeira de notícias, achamos que ela tem a obrigação de caprichar um pouco mais no uso da nossa língua. “Obama exorta Congresso a apoiar plano do pequenos negócios”. Nem é preciso comentar. Vejam aqui