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Aula de xadrez

Obama ensina como mover um peão e deixar três adversários em xeque

Como um grande mestre do xadrez, o presidente americano Barack Obama moveu somente uma peça – um pequeno peão de seu tabuleiro - e pôs em xeque três de seus principais adversários

Obama ensina como mover um peão e deixar três adversários em xeque
O movimento genial de Obama fez ruir a frágil torre de onde Maduro berrava contra Washington a plenos pulmões (Reprodução/Internet)

Pouca gente deve se lembrar, mas antes da Cuba de Castro manter estreitos laços com a Venezuela de Chávez os dois países viveram alguns desentendimentos lá pelos idos de 2001. Depois disso, Fidel e Hugo trocaram juras de amor e fidelidade somente vistos em casamentos românticos. Já em 2002 e até hoje, Havana viveu às custas das melhores condições financeiras de Caracas.

Morto Fidel politicamente e morto Chávez fisicamente, Raul sucedeu o irmão no comando da ilha caribenha enquanto o ex-motorista Nicolás Maduro conduzia seu ônibus bolivariano ladeira abaixo nos aspectos econômico, social e humano a caminho da incerteza. Incapaz de sustentar a si mesma, a Venezuela há muito que não sustenta Cuba.

A ilha não guarda expressão econômica ou bélica, mas tem na ideologia comunista seu maior significado e legado. Como um grande mestre do xadrez, o presidente norte-americano Barack Obama moveu somente uma peça – um pequeno peão de seu tabuleiro – e pôs em xeque três de seus principais adversários como se atuasse em partidas simultâneas.

Mais fácil neutralizar um símbolo para imobilizar os verdadeiros adversários.

E assim foi feito. O movimento genial de Obama fez ruir a frágil torre de onde Maduro berrava contra Washington a plenos pulmões. E mais, desviou o foco do mundo inteiro que observava a Rússia de Putín e sua queda de braço (ou braço de ferro, como se diz em São Paulo) entre o rublo e o dólar. O presidente russo – ou czar – precisará lançar um grande factoide mundial para recuperar seu espaço na mídia, que sabe, exibindo sua dama. Mas o grande atingido no tabuleiro de Obama, aquele que perdeu o bispo e caiu do cavalo, foi mesmo Kim Jong-un: o tolo e despreparado líder supremo da Coreia do Norte.

Enquanto o vaidoso ditador de plantão tropeça no próprio topete e se perde entre os 64 quadrados da mesa de jogo, Obama evolui em busca de seus objetivos. Até mesmo a acusação de espionar o mundo – que deixou Washington mal por meses e fez ruir as relações com Brasília (que agora rui sozinha) – acabou caindo no colo do herdeiro da dinastia familiar que enfeitiça e domina o pequeno país asiático.

Kim Jong-un acabou isolado como a única potência militar comunista de relativa relevância, mas agora sem a possibilidade de se unir a Moscou ou a Havana. Resta-lhe somente Pequim. Mas esta não o leva mais a sério – embora ainda o preserve.

Se do alto de seus 1,75m, o rechonchudo ditador não souber mover as peças do xadrez, que jogue paciência.

3 Opiniões

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Renato de la Rocha,
    Cuba, durante 50 anos, não representou perigo para os EUA, mas foi sempre uma pedra no sapato, que incomoda um bocado! Claro que a ilha ‘particular do clã Castro’ não é, nem nunca foi, ameaça para os EUA, exceto quando da crise dos mísseis — o problema maior que Cuba causava aos EUA era influenciar a política de outros países da América Latina (inclua-se aí até mesmo o Brasil) e atrapalhar os interesses americanos na região. A Venezuela bolivariana é o exemplo mais bem acabado desse ‘infiltração’ cubana, mas não o único…
    De resto, dizer que o Brasil “vai muito bem” agora, e insistir na falácia de que a economia brasileira quebrou três vezes durante os dois mandatos de FHC, soa para mim como mais das mesma distorção da realidade que a propaganda ‘oficial’ usou e abusou nessa última campanha eleitoral! Ora, o que custa também recontar a história recente de país de forma… “inspirada”, se conveniente à imagem do governo?! Não foi esse governo que já inventara a ‘contabilidade criativa’?!

  2. Ludwig Von Drake disse:

    Pois o “rechonchudo” fez um “roque” agora com o caso “Sony”. Resta saber se ele pretende proteger o rei, ou liberar as torres. Ele está jogando. Ainda.

  3. Renato de la Rocha disse:

    Aula de xadrez? Tenho a certeza absoluta que o autor destas baboseiras nem sabe jogar xadrez. Os EUA levaram 50 anos para se dar conta de que Cuba jamais representou perigo algum aos EUA. Os EUA é que são e sempre foram um perigo para o mundo. Quanto ao Brasil, ele vai muito bem, muito melhor do que nos tempos das corjas do PSDB/DEM/PPS, que, em 8 anos conseguiram quebrar a nossa economia em TRÊS VEZES.

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