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TESTES NUCLEARES

ONU discute hoje sanções contra a Coreia do Norte

Conselho de Segurança da ONU discute nesta terça-feira, 16, uma resolução que impõe novas sanções – e reforça as já existentes – contra a Coreia do Norte

ONU discute hoje sanções contra a Coreia do Norte
País promoveu testes bélicos e disparou um foguete de médio a longo alcance na semana passada (Foto: Flickr/NOS Nieuws)

Este mundo já foi um lugar mais seguro para se viver. O Conselho de Segurança das Nações Unidas discute nesta terça-feira, 16, uma resolução que impõe novas sanções – e reforça as já existentes – contra a Coreia do Norte. O país asiático promoveu testes bélicos e disparou um foguete de médio a longo alcance na semana passada.

O artefato não caiu exatamente no local previsto e despencou no mar perto da Rússia. Imagine, leitor, se essa geringonça cai em território russo. O que faria Wladimir Putin? O Conselho de Segurança se reúne nesta terça-feira – a portas fechadas – para tratar das cada vez mais constantes e perigosas experiências nucleares, patrocinados por Kim Jong un – o ditador de plantão que a Coreia do Norte chama de “líder supremo”.

Tão preocupado quanto alguém que, no Rio de Janeiro, por exemplo, observa a ocorrência de balas perdidas na vizinhança, Putin condenou o teste balístico norte-coreano: “não há nada de bom nisso”, disse. O recado é tão curto quanto grosso.

Outros países reagiram à altura. O secretário-geral da ONU Antonio Guterres condenou o teste de míssil balístico e disse que tal atitude viola resoluções do Conselho de Segurança. Já o embaixador da França na entidade pregou no início desta semana “uma reação rápida e forte do Conselho” ao teste realizado por Pyongyang. François Delattre classificou o crescente desenvolvimento dos armamentos nucleares da Coreia do Norte de “séria ameaça à paz e à segurança tanto na região quanto no mundo”. O embaixador do Reino Unido, Matthew Rycroft, concorda com o colega francês e sugere “sanções mais duras” contra o Governo norte-coreano.

A febre bélica norte-coreana

O embaixador da Coreia do Norte para a China afirmou a repórteres que o teste de míssil realizado por Pyongyang no fim de semana é “parte dos esforços do país para desenvolver meios de se defender contra agressões hostis do exterior”. Entre eles, leiam-se os Estados Unidos de Donald Trump e a inimiga de sempre, a Coreia do Sul. Ji Jae Ryong disse que mais testes podem ser feitos no futuro, caso o líder supremo julgue que eles são necessários. O foguete que caiu no mar tem capacidade para transportar uma ogiva nuclear.

A agência de notícias norte-coreana – estatal, como tudo o que existe na Coreia do Norte – disse que o míssil disparado é capaz de levar uma pesada ogiva nuclear. Que o Conselho de Segurança faça jus ao nome.

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4 Opiniões

  1. olbe disse:

    É um pequeno país ameaçando o resto do mundo…É só olhar a cara do “menino”pra ver que não pode ser levado a sério mas ameaça a paz mundial..Tem que dar um basta.

  2. Lucinda Telles disse:

    Tomara que a turma do maluquinho coloque um vírus no computador da ONU.

  3. Beta disse:

    Desafio para a diplomacia internacional.

  4. laercio disse:

    Um país tem que ter o direito de garantir sua soberania!
    O alarde da imprensa internacional se dá por conta de ser um país comunista.
    Estados unidos e outros capitalistas detém várias armas, nucleares ou não, mas com elas garantirão sua soberania.
    Quem não tem armas vira campo de provas dos EUA e Rússia, vejam os exemplos do Vietnã e Iraque; recentemente a líbia, e, se não tomar cuidado logo será o Brasil.

    Uma nação deve ter sua defesa e não depender da piedade ou aliança externa

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