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América Latina

País vizinho do Brasil lidera índice de infelicidade econômica. Se a doença pega…

Nossos vizinhos da Venezuela vivem uma imobilidade tristonha, analfabeta, pobre e vítima da corrupção

País vizinho do Brasil lidera índice de infelicidade econômica. Se a doença pega…
As prateleiras quase vazias de um supermercado na Venezuela (Reprodução/Reuters)

Enquanto a constatação de que vivemos num país dominado pela corrupção nos causa grande tristeza, vários países perseguem um índice de felicidade criado lá do outro lado do mundo.

O rei Jigme Singye Wangchuck, do Butão, passou a medir a Felicidade Interna Bruta (GNH, na sigla em inglês) de sua população na primeira década deste milênio. Longe de ser parecido com o rei Julian do filme Madagascar – dono de incontestável alegria e dos versos “eu me remexo muito” – Wangchuck descobriu a pólvora e fez com que o planeta inteiro se perguntasse “por que não pensei nisso antes”? Preocupada com o assunto, a Fundação Getulio Vargas em São Paulo criou o índice FIB – a sigla em português do mesmíssimo GNH.

A felicidade no Butão não se mede pelo Produto Interno Bruto mas pelos valores culturais, o desenvolvimento sócio-econômico sustentável e igualitário, a conservação do meio ambiente natural e a boa governança.

Enquanto os butaneses se remexem muito – no bom sentido – nossos vizinhos da Venezuela vivem uma imobilidade tristonha, analfabeta, pobre e vítima da corrupção. O país lidera o índice de infelicidade econômica, avaliado entre 51 economias, criado pela Bloomberg – um dos principais provedores de informação para o mercado financeiro global. A fórmula é simples: taxa de desemprego mais variação do índice de preços ao consumidor é igual a infelicidade.

Além do país controlado por um presidente que de maduro não tem nada, formam o top do ranking da tristeza econômica a Argentina, Ucrânia e Grécia. O caso ucraniano é particular e mais dramático. O impacto de infelicidade vem por três diferentes lados: uma guerra contra rebeldes apoiados por Moscou, desemprego e inflação galopantes.

A economia é sisuda mas também tem boas piadas – como as do rei Julian. Economistas que adoram criar acrônimos como Brics (para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), batizaram de “Pigs” (porcos) quatro países que estão no limiar da infelicidade: Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha (Spain) e arriscam chafurdar no déficit orçamentário.

Ganhador do Nobel de Economia, Milton Friedman disse certa vez que “inflação é uma doença capaz de destruir uma sociedade”. Que estas palavras sirvam de alerta. E de antídoto.

3 Opiniões

  1. Henrique de Almeida Lara disse:

    A infelicidade já chegou no Brasil e com muito impacto. Nós, os brasileiros de bem, precisamos, com urgência, tirar o PT do poder antes que o Brasil se nivele à Venezuela. Aliás, se houve mais seriedade na nossa Justiça, o registro do PT já teria sido cancelado no TSE.

  2. André Luiz D. Queiroz disse:

    Ganhador do Nobel de Economia, Milton Friedman disse certa vez que “inflação é uma doença capaz de destruir uma sociedade”?i>” — Mas como? A Dilma não acreditava piamente que “um pouquinho de inflação não fazia mal a ninguém”?! Só falta agora dizer também que fumar faz mal à saúde e que comer muito macarrão, batata, etc, engorda! Haja Ravenna!!

  3. Beta disse:

    Muitos jovens que hoje apoiam o governo Dilma nunca passaram pela experiência concreta de viver em um país com inflação alta. Muitos brasileiros que admiram Cuba, Venezuela e o Foro de São Paulo o fazem no conforto de suas casas próprias, com ar condicionado, carro, comida na mesa e cartão de crédito. Como diz Constantino, é a esquerda caviar.

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