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A proposta é dar ao índio o direito que todos têm: Trabalhar normalmente de segunda a sexta
Fim dos índios?

Pela ‘extinção’ dos índios no Brasil

O índio só é considerado um problema porque a sociedade insiste em considerá-lo sub-raça exótica, numa atitude preconceituosa

por Jader Christo

fonte | A A A

Na qualidade de neto de índio, fico chocado quando vejo um turista sendo recebido por um bando de coitados, ornados ridiculamente com penas de plástico, falando com sotaque de “caboclo” incorporado de Umbanda e dançando uma dança estranha como se tivessem um espinho em um dos pés e circulando, mancando e grunhindo por uma “aldeia” mais deprimente ainda.

Lógico que eu não ficaria tão indignado, se após essa apresentação, cada índio vestisse uma roupa decente, entrasse no seu carro e fosse para uma casa decente. Mas continuam lá, vestindo trapos e morando indignamente.

É a discriminação cruel a qual são submetidos todos da etnia. E justamente esta sociedade que vive bradando insistentemente por direitos “desses” e ”daqueles”, é que acha normal manter pessoas como se fossem animais exóticos.

Quem achar que índio deve viver lá no mato, fazendo cocô na moita, morando numa oca fedida, sem calça, e se limpando com folha, deveria levar a própria família pra lá e sentir se é bom. Voltará cheio de picadas de mosquito, vermes, malária. Não é justo, não é direito.

Índio quer progresso

O índio só é considerado um problema porque a sociedade insiste em considerá-lo sub-raça exótica, um bichinho primitivo, numa atitude discriminativa, preconceituosa.

Se existe um problema, este seria resolvido com uma atitude: considerá-los seres humanos participantes da sociedade e…Trabalho. Colocar todo mundo pra trabalhar.

A proposta é a seguinte: reunir todas as etnias, xavantes, tupis, ianomâmis. Recolher as carteiras da FUNAI e distribuir carteira de trabalho. E mandar todo o mundo procurar serviço. Participar da sociedade.

O mundo girou, a sociedade moderna é mais confortável, e o índio (na condição de etnia), tem o direito de participar disso, embora muitos deles não saibam. E embora ainda exista uma legião de preconceituosos, cravejados de “boas intenções” (que o diabo os carregue) que os querem assim, primitivos. Claro que, se alguém ficar enchendo a cabeça deles com essa historia de tradição, eles vão sempre acreditar que aquilo é bom.

É um preconceito cruel achar que índio não pode evoluir. É chamar a todos de sub raça e iludir dizendo que eles têm que morar na selva. Se fosse pensar desta forma, os descendentes de portugueses teriam que passar a vida plantando uva e pescando bacalhau e os descendentes de japoneses só poderiam plantar arroz. Claro que não é assim.

Todas as raças e povos que chegaram aqui no Brasil usam a tecnologia e o conforto disponíveis no mundo moderno. Todos têm esse direito.

É lógico que tem uma meia dúzia lá na selva que não querem mais nada com o batente, pois já perderam o trem da história, mas então vamos educar e preparar os filhos para viverem no mundo moderno.

Até porque, de qualquer forma, os jovens indígenas acabam vindo para a cidade mesmo, e sem nenhum preparo, porque algum idiota decretou que eles deveriam receber cultura regional , própria para indígenas, ou seja…nada.

Proponho dar ao índio o direito que todos têm. Isso sim será a verdadeira cidadania para essa etnia que insistem em chamar de sub raça e decretam sua exclusão social eterna.

Ao fim dos índios.

 

 

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  1. EZIO JOSÉ DA ROCHA disse:

    Direitos iguais com deveres iguais. Concordo.

  2. GENESISI DUARTE disse:

    PARABÉNS PELA EXCELENTE REPORTAGEM E PELA CORAGEM AO ABORDAR UM ASSUNTO QUE NINGUÉM QUER FALAR, ESTA COMPLETAMENTE CERTO, E OS BRANCOS N”AO TEM NADA CONTRA OS INDÍGENAS, O PROBLEMA E A FUNAI, ONGS, E ESSA GENTE QUE SO PENSAM SE APROVEITAR DESSA SITUAÇÃO, TODOS QUEREMOS VIVER BEM, PORQUE TEM QUE SER DIFERENTE COM ELES, MAS PARA A FUNAI TEM QUE SER ASSIM, COMO FICARÃO SE TERMINAR COM ESSA GALINHA DOS OVOS DE OURO. QUEREM UMA PROVA, AQUI NO MORRO DOS CAVALOS TEM UM GARGALO NA BR 101, OCASIONADA PELA FUNAI, UMA TERRA ONDE JÁ FORAM COMPRADOS MUITOS HECTARES DE TERRA PARA COLOCAR OS ÍNDIOS, MAS A FUNAI N”AO RETIRA ELES DE LA, PARA QUE POSSA ESPOLIAR MAIS O DINHEIRO PUBLICO,.
    VAMOS FAZER UMA MANIFESTAÇÃO A FAVOR DA EXTINÇÃO DA FUNAI E DAS ONGS, MAS DEVEMOS AGREGAR INCLUSIVE OS INDÍGENAS QUE SÃO EXPLORADOS E MANIPULADOS.
    FORA FUNAI, FORA ONGS!!!
    ESTAMOS DO SEU LADO, CONTE COM NOS!! COMUNIDADE DA ENSEADA DE BRITO.

  3. ERANDI BRITO disse:

    Há um equívoco e um acerto nesse texto e vou dizer.
    Acerto – dizer que seu modo de vida, sua condição não é suficiente para o seu sustento.
    Equívoco – Acreditar no estereotipo de que todo descendente de europeu deixou ou faz é a alternativa pra tudo. (como trabalhar 44 horas semanais em uma empresa – como se não existisse outras fontes de renda consideráveis, inclusive as que se “adequam ao estilo de ser dos índios”) Na verdade é o “choque de culturas” que por fim predomina esse debate.
    O homem quando nasce de uma cultura ou ele segue com ela ou deixa tudo de lado e passa a seguir a cultura do outro (no caso os indígenas seguem a do homem branco).
    Na melhor das hipóteses, pela minha opinião que acho mais sensata do que a do autor, ele se desenvolve* pela sua própria cultura .Desenvolver no sentido que eu escrevo é com relação ao melhoramento da sua própria vida, ou seja, “a partir do que ele já tem herdado”, seja de filosofia, modo de vida, renda, etc, “buscar um aperfeiçoamento para ficar em condições ainda melhores”. O debate deveria estar em torno de como melhorar a partir desta forma sem que com isso acabe com as culturas.

  4. carlos alberto martins disse:

    Caro Mauricio.Respeito seu parecer a respeito dos indios brasileiros que são espoliados não só pelos brancos como tambem pelos seus próprios assemelhados.Quanto a porcaria da carteira assinada informo-llhe que a minha,foi obtida em 1954 para que pudesse ter meu primeiro emprego,a qual tem como registro mais de 35 anos de trabalho.Informo tambem que com a porcaria da carteira assinada,evolui profissionalmente,pois trabalhei em uma única empresa,sendo reconhecido pela mesma como funcionario responsavel,e,eficiente a ponto de ter iniciado como auxiliar e aposentando-me com um dos melhores cargos dentro da empresa.Foi com a porcaria da minha carteira assinada e seus beneficios que dei a meus filhos formação superior em faculdades de renome,comprei minha casa,carros,e alguns mimos.Foi com a minha porcaria de carteira assinada,que evolui como ser humano,sendo por todos respeitado,assim como a todos respeitei È com a porcaria da carteira assinada,que no presente,tenho tudo o que queria para o meu futuro.,e de meus filhos.netos e.bisnetos.È com muito orgulho que até hoje guardo com muita honra e respeito a Minha carteira profissional,que não é porcaria e, sim a prova de uma vida digna,de trabalho e sucesso.

  5. Mauricio Fernandez disse:

    Grande RICARDO AUGUSTO!!!….

  6. Ricardo Augusto disse:

    Não importa o quanto eles vivem como eles vivem ou porque fazem isso.. se os nativos brasileiros(indígenas) são do jeito que são hoje a culpa é toda dos europeus que aqui chegaram e os trouxeram doenças e os trouxeram dinheiro e os trouxeram o pecado, eles viviam muito bem aqui, muito evoluídos SIM, sem dinheiro sem religião sem lixo em completa harmonia HOMEMxNATUREZA…

    é claro no mundo do jeito que está não tem mais volta, os nativos não tem mais força para lutar, tudo que temos hoje a terra que pisamos, muito dos alimentos que conhecemos, remédios… devemos a eles, roubamos isso deles, já que de principio o tais não conheciam o dinheiro.
    Nós ficamos “emputecidos” quando sabemos que o EUA, esta roubando a Amazônia, os nativos também ficaram, e os europeus com suas armas de fogo seu dom para manipular uma mente PURA, dominou essas terras, que hoje chamamos de nossa.

    Acho que deixar os nativos livres com as poucas terras que lhe restam, e não perturba-los mais seria mais um sinal de respeito e um pedido de desculpas, agora se eles querem por livre arbítrio se inserir a nossa sociedade, cheia de erros cheia de pecados “cheia” de dinheiro e seus problemas, ai poderíamos lhes dar todos os direitos e deveres de nossa sociedade, caso não queiram, e queiram viver em suas terras viver da pouca caça que lhes resta com os banhos de rios que ainda lhe restam, devemos deixar e com todo o respeito… parece tudo contraditório, parece que estou querendo o mal deles,

    mas quero que vivam da melhor maneira que eles quiserem viver….

    Se coloque no lugar deles…
    você mora em sua casa… de repente chega alguém com um poder aquisitivo com muitos conhecimentos diferentes…dizendo que a partir daquele momento a casa é dele, que você terá que viver do jeito dele.
    Pronto você esta vivendo em sua casa mas você não tem direito a nada nem de ser você mesmo….OK por causa de um papel que esta escrito que a casa é sua que o terreno é seu ninguém pode fazer isso…

    os nativos, nunca imaginariam que viriam completamente diferentes em sua casa e tomariam pra si…

    Então não forcem os nativos a viver em nossa sociedade.. apenas os respeitem com todo o mérito que eles tem.

    SEM MAIS

  7. Mauricio Fernandez disse:

    Carlos Alberto Martins,
    Existem milhões de brasileiros que não estão inseridos em coisa nenhuma. Dentre esses existem aqueles do trabalho escravo – a coisa mais abjeta, a abominação da humanidade. Dar trabalho com carteira assinada e outras nossas porcarias – para êles, fora tudo aquilo com o que lhes aniquilamos como se benefício fosse é uma temeridade de raciocínio no mínimo. O índio ainda resiste e sobrevive as próprias custas por valer bilhões para alguns e mais nada e ponto.

  8. Benedito Lacerda disse:

    Tem um fato básico. Enquanto nós brancos temos uma expectativa média de vida de 70 anos ou um pouco mais, a dos índios na selva é menos de 40, sem vacinas, remédios ou hospitais. Mas a FUNAI quer “preservá-los” assim. Isso beira o assassinato.

  9. carlos alberto martins disse:

    Não é possivel que em´época de tanta tecnologia,queiram manter os indios nos rumos da ignorancia.Muitos indios já politisados,fazem questão da atual situação,afinal os lucros são enormes.Terras sem fim,contrabamdo de madeira e animais,trazem muito lucro aos indios canastrões.Sou a favor de educação,saude e segurança para todos eles,para que possam se integrar ao nosso Brasil atual.Como temos falta de inspetores para vigiarem nossas florestas e fronteiras,que tal dar-mos aos mesmos tal trabalho.com.carteira profissioal registrada pelo governo federal,com treinamento específico dado pelos nossos guardas florestais.O que mais me deixa indignado,é a tal de nação indigina.para mim somos todos brasileiros,de acordo com a nossa constituição.A criação de nações a esmo,deveriam ser melhor investigadas.Só temos uma nação que é o BRASIL,e,devemos ama-lo e respeita-lo,independente de sermos de qualquer cor,religião ou costumes.

  10. Mauricio Fernandez disse:

    Os índios no Brasil vivem de forma miseravel. Espoliados e roubados em seus direitos. Agarram-se desesperadamente a vida do jeito e da forma que lhe é permitido, longe da forma ideal de sua condição de patrimônio cultural para ser cuidado, respeitado e premiado por tudo o que representa. Roubados e espoliados são mantidos somente e tão somente para atenderem a interesses escusos e ponto. Pobres índios, escravos de representações e defensores que não valem um tostão furado. E temos de aturar seus discursos!

  11. Leonardo Becker disse:

    Idiota, nem merece comentário. Certamente nunca esteve em uma aldeia indígena.

  12. Jorge Christian Rodrigues Cunha disse:

    Concordo em parte com o autor do artigo. Sou um brasileiro nativo também (bisneto de indígena), sou aluno universitário de História (não cotista), e creio haver certos equívocos na abordagem da questão indígena. Há algumas pessoas, talvez até bem intencionadas, que insistem que os índios fiquem parados no tempo, o que é um erro. Acham que, ao assimilar elementos da cultura branca, eles “deixarão de ser índios”. Nada mais ilógico. Veja-se quantos elementos a cultura branca assimilou da cultura indígena. Os nativos da América foram os primeiros a cultivar a abóbora, a pimenta, o cacau, o amendoim, o milho, a batata, e tantos outros produtos agrícolas. Devemos a eles a pipoca e a batata frita. Foi com os índios que adquirimos o saudável hábito do banho diário. Os portugueses do tempo do Descobrimento tomavam banho com meses de intervalo (Elizabeth, rainha da Inglaterra, mais afeita ao asseio, tomava um banho por mês.) Ninguém espera que os brancos vivam hoje como viviam no século XVI. Então, a cultura indígena só pode contribuir, mas nada receber? De todo modo, não acho conveniente escrever “pelo fim dos índios”, o que pode ser mal interpretado por quem não leia o texto todo, ou com atenção.

  13. Mauricio Fernandez disse:

    A forma ideal de se entender as questões que envolvem determinados segmentos sociais e culturais é observar sob o ponto de vista de quem governa embarcados de todas suas ideologias e políticas. Quem afirma é a história. O trato das necessidades indígenas coloca o índio, como ser humano, no fim da fila daquilo que é prioridade. Assim o é e vem sendo a muito tempo. Acabou. Aos romanos honrados e vencidos se pedia que caissem sobre suas espadas. Aos bravos índios se exige que caim sobre suas flechas para que possamos cantar em prosa e verso suas glórias e vitórias. Sobrevive a visão romantica enquanto o homem já morreu faz tempo.

  14. Elaine Aparecida Da Rosa disse:

    ENTÃO, COM ISSO ESTÃO BURLANDO A LEI, ESTÃO EM DESOBEDIÊNCIA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL, NÃO LEMBRO O ARTIGO, MAS TODOS SÃO IGUAIS PERANTE À LEI. TODOS SÃO TODOS HABITANTES NO BRASIL. INCLUINDO ÍNDIOS, QUE NA REALIDADE FORAM OS NATIVOS DO BRASIL. CASO COLOCARMOS OS “PINGOS NOS ISSS”", OS QUE CHEGARAM SERIAM OS INVASORES. E ESSES INVASORES CHEGARAM E COLOCARAM AS LEIS, À VONTADE DE SEUS INTERESSES. A HISTÓRIA SEMPRE SE REPETE, APENAS MUDAM OS PERSONAGENS. GRATA PELO ESPAÇO

  15. Edinei Júnior disse:

    Em primeiro lugar, gostaria de sugerir àqueles que “cultuam” os indios e vivem afirmando a soberania desse povo que ama a natureza e o escambau, que lessem o Livro GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL, de Leonardo Narloch. Caso restem dúvidas após a leitura desse, as referências bibliográficas apresentam umainfinidade de livros a mais sobre o assunto.

    Concordo com o autor quando ele diz que o “Indio” precisa se mesclar à sociedade e, assim, deixar de ser considerado uma subespécie que possui tanto valor quanto um animal de zoo.

    Quando “damos tratamento especial’, concordo também que essa balela de “preservação dacultura” é um conceito antigo, implantado justamente para impedirque haja uma mistura étnica. Da mesma forma que, na época, o principal defensorda escravidão era oargumento que dizia “Não devemosabolir, devemos continuar inserindo essa cultura tão rica no nosso país.”

    Essa de “Somos bonzinhos evamos defendê-los” não faz nada, além de tornar o ser humano preguiçoso e incapaz de se adequar à sociedade.

    Como sugeriu Darwin, o ser se desenvolve de acordo com as necessidades impostas. Se deixarmos o bebê sempreno colo, ele jamais aprenderá a andar.

    Por que, enquanto podemos nos desenvolver livremente em contato com a sociedade, eles devem ser isolados, sem direito a livre convivência entre os demais de sua mesma espécie?

    E os índios não estariam “perdendo território para os brancos”, como dizem os modistas. Estariam participando do “território” de toda a sociedade. Tecnicamente, isso seria bem maisque uma troca equivalente.

    Ao fim dos índios.

  16. Edinei Júnior disse:

    Em primeiro lugar, gostaria de sugerir àqueles que “cultuam” os indios e vivem afirmando a soberania desse povo que ama a natureza e o escambau, que lessem o Livro GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL, de Leonardo Narloch. Caso restem dúvidas após a leitura desse, as referências bibliográficas apresentam umainfinidade de livros a mais sobre o assunto.

    Concordo com o autor quando ele diz que o “Indio” precisa se mesclar à sociedade e, assim, deixar de ser considerado uma subespécie que possui tanto valor quanto um animal de zoo.

    Quando “damos tratamento especial’, concordo também que essa balela de “preservação dacultura” é um conceito antigo, implantado justamente para impedirque haja uma mistura étnica. Da mesma forma que, na época, o principal defensorda escravidão era oargumento que dizia “Não devemosabolir, devemos continuar inserindo essa cultura tão rica no nosso país.”

    Essa de “Somos bonzinhos evamos defendê-los” não faz nada, além de tornar o ser humano preguiçoso e incapaz de se adequar à sociedade.

    Como sugeriu Darwin, o ser se desenvolve de acordo com as necessidades impostas. Se deixarmos o bebê sempreno colo, ele jamais aprenderá a andar.

    Por que, enquanto podemos nos desenvolver livremente em contato com a sociedade, eles devem ser isolados, sem direito a

    Ao fim dos índios.

  17. Luiz Franco disse:

    Querer pensar e agir pelos indígenas em qualquer situação ja é preconceito.

  18. helo disse:

    Verney,
    Leia os argumentos da leitora Gloria. A idéia de Rousseau do nobre selvagem foi ultrapassada. Vamos reverenciar a cultura indígena, que está se perdendo porque nossos índios, já civilizados vivem de mesada pequena. Por que o negro resgata a sua história e a dos índios fica por conta do governo?

  19. André Luiz Duarte de Queiroz disse:

    @Verney,
    Com todo o respeito, seu conceito sobre as etnias indígenas ainda é o do “bom selvagem” idealizado… E não sei se, em contato com a realidade (convívio com comunidades indígenas), sua visão se manteria… As culturas tradicionais dos povos indígenas podem realmente nos ensinar muita coisa que o dito ‘civilizado’ esqueceu: o respeito à Natureza, e viver buscando manter-se em harmonia com o meio ambiente. Mas vejo como ingenuidade pensar que todos os valores culturais indígenas sejam superiores aos da sociedade do ‘civilizado’. Ou que todos os índios prefiram viver nesse “idílico paraíso selvagem” (que, acredito, só existe na cabeça de alguns!) do que tendo os confortos proporcionados pela tecnologia de nossa “decadente” sociedade de consumo (as aspas são para expressar um tom de ironia)…

    Mas a questão não é comparar qual cultura é mais evoluída:o problema é que a condição dos índios no Brasil de tutelados pelo Estado, porém tal tutela na verdade só serve para prender os índios a condições de vida indignas, sem acesso adequado a educação, nem trabalho, e nem saúde. E sempre sob a ameaça de perderem suas terras.

    Some-se a isso o fato de que a demarcação de terras indígenas no Brasil é manipulada por ‘oportunistas’ para explorar ilegalmente riquezas, como a extração mineral e de madeira (vide o caso da tal reserva Raposa Serra do Sol) — verdadeiros crimes de lesa-pátria! Mais ainda, o que não falta é ONGs e missionários religiosos estrangeiros atuando junto aos índios, mas que em grande parte não estão presentes por razões puramente humanitárias; há SIM muita cobiça sobre as riquezas naturais de terras brasileiras (tenho amigos que conhecem in loco a Amazônia, viajando a trabalho para lá regularmente, e confirmam tal fato!). Sob a desculpa de “catequizar”/”evangelizar” e dar assistência aos povos indígenas, estrangeiros ocupam ilegalmente território brasileiro! Um atentado à soberania nacional! E isso acontece porque, só pra variar!, o Estado brasileiro é omisso!…

  20. Verney disse:

    Eu discordo, os indios são mais evoluidos que nós em muitos aspectos: Entre eles não tem consumismo, não existe corrupção, os remedios são naturais, eles vivem respeitando a natureza e em troca ela da a eles tudo que precisam para sobreviver, algumas das tradições deles são arcaicas sim, porém eles vivem em um mundo evoluido onde não poluem, não existe dinheiro e todos são iguais.

  21. Percio Braz disse:

    Parabens pelo artigo. Condenar o indio a ignorancia e selvageria e bobagem. A quem interessa mante-los na ignorancia? So pode ser coisa de PT e companhia lmtda.

  22. helo disse:

    Excelente artigo e comentários. Como o autor, a maioria dos brasileiros descende de índios. A língua, tradição e culturas, as mais variadas, estão sendo preservadas pelos próprios descendentes que estudam e publicam teses que aprofundam o conhecimento dos índios e difundem o conhecimento a todos, índios e não índios, daqui e de fora.
    André não li ou comentei sua opinião sobre o BBB porque não consegui acessar pelo meu computador. Pena.

  23. André Luiz Duarte de Queiroz disse:

    Parabéns à leitora Glória Drummond por seu comentário lúcido e objetivo. É muito pertinente que uma pessoa com formação em Antropologia e com vivência na questão indígena brasileira fale à claras sobre o problema.

    A meu ver, o que deve ser preservado ‘de’ e ‘para’ cada etnia é sua herança cultural: seu próprio idioma, sua religião e tradições (desde que não incompatíveis com as leis e normas da sociedade em geral). Mas devidamente integrados SIM à sociedade em geral; seriam como as comunidades de imigrantes/colonos europeus (alemães, poloneses, japoneses, etc) do final do século dezenove/primeira metade do século vinte, que entre eles falavam seu idioma ancestral e mantinham (mantêm até hoje!) suas próprias tradições culturais. Mas parte da sociedade brasileira, com os mesmos direitos E deveres! Continuar vivendo em aldeias, vivendo de caça, pesca e agricultura de subsistência? Talvez sim, talvez não. Isso deveria ser uma opção, e não uma quase ‘imposição’ pela condição de incapazes tutelados do Estado — que não tutela coisa nenhuma!, é a dura realidade. E empurra os índios para a marginalidade, para a condição de intocáveis… os ‘dalits‘ do Brasil… (uma ironia: não é dito que o termo ‘índio’ veio da crença dos primeiros europeus na América de que tinham chegado às Índias?… Então, fizeram dos povos que aqui já habitava os párias, os últimos na pirâmide social…)

  24. celso disse:

    É Fantástico…… Formidável sua abordagem.
    Mas como certos interesses poderão justificar a absorção de parte das riquezas nacionais na Amazônia sem enfocar a problemática do índio.
    Vejam no Google “raposa serra do sol e suas riquezas” e entenderão melhor minha colocação.
    Também pesquisem “O méxico perdeu mais da metade do seu territorio para os EUA” para entender como funciona a tomada de territórios ricos. (Texas)

  25. Glória Drummond disse:

    Concordo com o articulista. Em pleno século XXI, os legítimos donos desta terra não podem viver como animais exóticos para deleite dos antropólogos. Nossos índios precisam ser integrados à sociedade, com tudo de bom e mau que ela possui. Não podem continuar em Reservas que mais parecem guetos, vivendo como semi-índios. Nessas Reservas não existe mais o “bom selvagem” : a cultura dos brancos, desde o início da colonização, levou doenças, bugigangas, estupros, tentativa de escravização, morte às ocas. Agora, o mercúrio, o agrotóxico, o lixo poluem suas águas, matam peixes e diminuem a caça. Talvez não exista mais uma Reserva totalmente auto-sustentável,imune à penetração destruidora do branco.

    Estudei Antropologia. Convivi com professores “encantados”, babando com as pesquisas mais idiotas para as suas teses de Mestrado e Doutorado.Apesar de muito jovem à época, sem uma base para contestar, achava um atentado contra o ser humano, manter os índios numa espécie de laboratório, alienados do progresso, mesmo que discutível. Quando lecionei na PUC-GO, existia o programa para integração do índio e muitos se graduaram para voltar às suas tribos, mas desconheçoi os resultados. Não seria melhor tentar um processo civilizatório nas reminiscências de aldeias, reservas? Recursos humanos, tecnologia, inclusive estudos antropológicos, estão aí.

    Quando vejo no noticiário” índios” invadindo o Congresso, representações da Funai, obesos, desdentados, fantasiados com suas penas coloridas, liderados por um desses promotores de reivindicações que jamais sairiam da cabeça indígena, fico pensando no insólito da situação : como em meio à sede da corrupção nacional, na era da globalização, ainda existem homens vestidos de penas, descalços, de tacapes na mão, defendendo suas terras? Percebe-se perfeitamente os “não-índios” entre eles ou descendentes de índios, não integrados na civilização dos brancos. Esses antropólogos, políticos que defendem as Reservas, índios vivendo como se estivessem no Paleolítico ou na era pré-colombiana, deveriam ser questionados, pressionados por segmentos da sociedade interessados nos direitos dos índios à cidadania plena.

    Se por meio da política discutível de cotas para o negro, que arrancado à África impulsionou o Ciclo do Açúcar, do Ouro, tenta-se o seu resgate ou a integração na sociedade de brancos, por que não agem da mesma forma em relação aos índios? Discussões, Um projeto, planejamento e ação contínua séria, em parceria com órgãos internacionais, antropólogos, poderia retirar os índios da condição de “animais exóticos” . As terras das Reservas sob olhares gananciosos de estrangeiros ou donos do agronegócio? Deveriam merecer um estudo, a fim de não prejudicar ainda mais etnias que, apesar de todo o massacre, sobrevivem sem resiliência alguma.

    Se querem usar o índio como atração turística, com o seu consentimento, que ele seja remunerado “para inglês ver”. Fabricando, vendendo artesanato, participando de espetáculos, mas depois voltando para sua vida de cidadão (a) pleno, usufruindo das conquistas da civilização. E não segregados., mesmo quando vêm às cidades próximas para serem tratados, vender suas produções, como acontece aqui é Goiânia, Capital de um Estado de muitas etnias ,onde existe uma lamentável “Casa do Índio”, em tudo parecida com as habitações de Aldeias e Reservas. É lamentável ver o estado de miséria dos índios que ali chegam, buscando uma discutível assistência (nem sei se essa casa ainda existe ). O México, de forma incipiente, tentou, tenta uma solução para as várias etnias do seu território, onde não há índios de laboratório. No MAM – Museu Antropológico do México – estão guardadas as memórias dos pré-colombianos que sofreram um massacre dos espanhóis, a partir de Hernán Cortez.

    Lute , Jader Christo, para dar ao índio os direito e deveres que incidem sobre a cidadania plena.Promova discussões sobre o assunto, leve a idéia a políticos que possam comprá-la defendê-la. Indio não quer mais espelhinhos, facões, apitos … Jurunas corrompidos. Índio quer televisão, computador, todas as nossas parafernálias eletrônicas. Chega de vê-los bêbados, desdentados, obesos, maltrapilhos, doentes… índias prostitutas, tribos que desejam a sua extinção, impedindo nascimentos.

    Nessa luta Você irá comprar uma briga até com celebridades americanas (Sting, Leonardo Di Caprio), além dos defensores da Funai, antropólogos… sociólogos e outros se enfurecerão. É uma briga que vale a pena! A sua desejada carteira de trabalho para os índios, SIM! Mas, antes, o trabalho de integração, interação ( eles têm muito a ensinar-nos), Educação, profissionalização. Se não for uma luta com projeto bem amarrado, teremos mais índios bêbados, mais índias prostitutas nas cidades próximas às Reservas, sem condições de assimilá-los.

    E conte comigo na sua proposta!

  26. Samuel disse:

    Parabéns ao Autor e ao comentário do Carlos Alberto.

  27. Mauricio Fernandez disse:

    Não se preocupem. Sómente em estorinhas é que existe a possibilidade da “turma” matar a galinha dos ovos de ouro. Como irão levantar bandeiras defendendo nosso povo e nossas matas? O que irão fazer as famigeradas ONGS, grupelhos e empresa que sozinha detém mais de hum milhão de hectares na amazonia? – e não são poucas. HUM MILHÃO DE HECTARES e o restante dos brasileiros seguem aquele personagem de novela que implorava por “um pedacinho de chão”. Com R$ 400.000,00 você compra 600 kilates de diamantes brutos de primeira. Dá para comprar muito apito.

  28. Neide disse:

    Confesso que nunca havia pensado que, de certa forma ver o índio como um grupo diferenciado, pode ser preconceituoso e limitador para com estes povos, mas uma coisa não está certa. Este texto parte da premissa que os índios precisam evoluir e não há nada de mais preconceituoso com a cultura alheia do que isso: a mesma premissa que partiram os colonizadores e que tanto exploraram os índios e a terra. Sei que vcs defendem o liberalismo, mas um princípio básico do liberalismo é de que todos nascemos diferentes, por isso ninguém é melhor ou pior que o índio. Somos diferentes. Então, eles não precisam evoluir, mas se adaptar às novas condições da sociedade e a sociedade precisa aceitá-los e incorporá-los como parte dela. Eles não precisam acabar para serem incluídos. Pronto falei!

  29. carlos alberto disse:

    Os americanos acabaram com os indios que por lá existiam, mas querem que continuemos mantendo os nossos por aqui… Só que, os nossos gostam de internet e parabólica. Tudos isso é uma manobra para manipular as nossas terras. Haja vista que há lugares que nós, brasileiros, não podemos pisar; pois, sob a alegação de território indígena, proibem a nossa presença.
    Está na hora de acabar com essa farsa e colocar o indio para ter responsabilidade também. Podem observar que, há sempre um indio aculturado que manipula os outros… O EUA está por detrás disso.

  30. dierlem disse:

    Ridículo esse texto.

    “Na qualidade de neto de índio, fico chocado quando vejo um turista sendo recebido por um bando de coitados, ornados ridiculamente com penas de plástico, falando com sotaque de “caboclo” incorporado de Umbanda e dançando uma dança estranha como se tivessem um espinho em um dos pés e circulando, mancando e grunhindo por uma “aldeia” mais deprimente ainda.”

  31. Carlos Cesar disse:

    Concordo plenamente com você. Tem muita gente ganhando para manter os Índios onde eles estão.
    Abraços…..

  32. Rafael disse:

    É claro e evidente que é direito do índio ter acesso ao progresso. A questão é que não da para ser índio e levar uma vida civilizada(urbana) ao mesmo tempo. O índio tem que escolher se quer uma vida urbana e abandonar sua cultura e, nesse contexto, deixar de ser índio ou ser índio e ponto.

  33. André Luiz Duarte de Queiroz disse:

    @Roberto,
    Penso que você não entendeu o argumento do autor — ele não propõe exterminar os índios, claro que não! O que ele coloca corajosamente é que e necessário parar de hipocrisia com a questão indígena no Brasil, e defende uma posição pragmática pela integração das etnias indígenas (que ainda restam) à sociedade brasileira em geral, para que os índios não sejam mais vistos como ‘sub-raça’ nem tutelados pelo Estado, que há décadas trata os índios como incapazes, e se arroga ao dever de protegê-los, à parte da sociedade ‘branca’. Mas é claro que não faz isso direito! Nunca fez! E o resultado, é esse mesmo que o autor expõe, bem à claras. Os índios vivem marginalizados, sem acesso a condições de vida digna na maioria dos casos.

  34. Roberto disse:

    que horror essa matéria e o seus argumentos! ainda mais se dizendo neto de índio.