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Tendência de queda no nível de estresse de executivos

Brasil é um dos países com menores taxas de tensão e nervosismo no alto escalão

Tendência de queda no nível de estresse de executivos
A população mundial conta hoje com ferramentas mais apropriadas para o controle do estresse (Reprodução/Internet)

Eles recebem bem mais do que os demais funcionários, mas a pressão por resultados faz com que os executivos tenham níveis maiores de estresse. É o preço que se paga pelo cargo de alto escalão. Uma pesquisa recente da consultoria Grant Thornton (GT) feita com 6 mil companhias em 40 países revela, no entanto, que a tendência mundial é de queda na taxa de estresse na categoria. Em 2010, 45% dos entrevistados admitiam o problema. No último estudo, o percentual caiu para 28%.

Segundo a sócia da GT Brasil, Madeleine Blankenstein, a população mundial conta hoje com ferramentas mais apropriadas para o controle do estresse e, nas economias mais desenvolvidas, as leis trabalhistas são propícias a um ambiente de trabalho mais regrado. Já o diretor de projetos da Bazz Estratégia e Operação de RH, Edvaldo Rodrigues, acredita que a tendência de queda no nível de estresse mundial entre os executivos pode ser explicada pelo fato de os profissionais estarem buscando qualidade de vida numa visão mais abrangente:

“Há um processo de conscientização muito forte sobre a importância de uma vida mais equilibrada para se ter mais saúde. Além disso, algumas empresas começam a perceber e investir na qualidade de vida dos seus colaboradores, o que também traz impactos positivos”.

O país com o maior nível de estresse de executivos, de acordo com o estudo, é a Grécia (67%), seguido por China (60%), Taiwan (57%) e Vietnã (56%). Os empresários menos estressados nos últimos 12 meses estão na Dinamarca (6%), Austrália (9%), Holanda (13%) e Rússia (13%). Madeleine explica que, naturalmente, onde o momento econômico é muito difícil, como na Grécia, há um aumento no estresse:

“A China é um gigante que está em um momento moroso. Está difícil crescer e, assim, aumenta o estresse. Dinamarca, Austrália e Holanda são economias mais maduras, e a cultura é mais regrada. Não se costuma ficar na empresa depois das 19h e, nas sextas-feiras, o almoço é normalmente mais demorado”.

O peso do clima

Madeleine aponta ainda o clima como um aspecto importante na manutenção de baixos níveis de estresse. “No inverno, funcionários saem de casa no escuro e voltam no escuro também. A falta de sol aumenta o estresse”, diz ela. Deve ser por isso que o Brasil aparece bem no ranking, em 30º lugar, embora 19% dos entrevistados daqui tenham afirmado que a taxa de estresse aumentou nos últimos doze meses. As principais causas de estresse entre os brasileiros são os conflitos internos e políticos na companhia (26%), a pressão para alcançar metas de desempenho (25%) e o volume de informação no trabalho (22%).

Segundo Rodrigues, além dessas causas, que tem origem na própria empresa, existem também fatores “internos” do indivíduo que podem aumentar ou reduzir os impactos do nível do estresse: “A falta de autoconhecimento, dos seus próprios limites, pode potencializar as situações estressantes”.

Para resistir ao ataque de nervos, Rodrigues sugere que o executivo procure se conhecer melhor e busque apoio de um profissional para ajudá-lo neste processo. Os exercícios físicos, lembra ele, também podem contribuir para aliviar o estresse. De acordo com Madeleine, em um momento de alto estresse, a melhor solução é sair do ambiente de trabalho e ir tomar um café: “É como em briga de um casal, as pessoas se ofendem desnecessariamente. O estresse é inevitável, e, por vezes, a adrenalina é até positiva. Mas, ataques de nervos e explosões comportamentais não são aceitas no ambiente corporativo, e o executivo tem que ficar atento a isso”.

Madeleine lembra que os executivos não costumam tirar mais de uma semana de férias e, normalmente, levam seus computadores e telefones para acompanhar o que acontece no dia a dia. Dados da Grant Thornton revelam que, globalmente, apenas 42% dos executivos consultados tiram férias para reduzir o estresse. E, países onde os empresários tiveram menos feriados, como Japão (cinco dias), China (sete dias) e Tailândia (oito dias), apresentaram o maior aumento de empresários estressados.

“Uma vida equilibrada é mais relevante do que as férias propriamente ditas. Além disso, em economias maduras, é possível tirar um dia para cuidar de afazeres particulares, diminuindo a necessidade de tirar férias caso as demandas do cargo não permitam”, enfatiza Madeleine.

Caro leitor:

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4 Opiniões

  1. marden de sousa silva disse:

    Não concordo que os níveis de estresse estejam diminuindo. O crescente apelo comercial e a abertura de mercados mais competitivos colabora para que se gere mais ansiedade nas pessoas e crescimento pelo consumo: “pelo moderno”, pelo “top”, “pelo lançamento”, “pelo novo”. Os meios de comunicação aceleram os processos de tal maneira que não temos mais tempo para distrair, contemplar, meditar. Precisamos parar um pouco, desacelerar o ritmo… dar uma parada mesmo, antes que as doenças surjam e tornem essa parada obrigatória e até mesmo, em alguns casos, definitva.

  2. Doralice da Silva disse:

    Não tem como dimimuir o nível de estresse dos empresarios, o estresse faz parte do dia a dia deles é muita responsabilidade e trabalha muito com a mente.

  3. sanna disse:

    não concordo que o nível de estresse tenha diminuido pois neste mundo globalizado e impossivel os empresários não ser estressado. mas a qualidade de vida e melhor eu acredito eles tem cuidado mais da saúde pois sabem que não são super homem nem mulher maravilha, estão se cuidado mais.

  4. maria rita disse:

    Não.
    Acredito que,pelo contrário deve estar aumentando uma vez que o Brasil vem caminhando para um crescimento econômico significativo.
    As empresas com raras exceções,são muito desorganizadas,com lideranças pouco preparadas e esaurindo suas equipes
    Por outro lado,os executivos acabam sendo muito cobrados em resultados.
    Esse é o mecanismo
    Falta de planejamentoo de metas de resultados e desorganização de procedimentos com lideranças mal preparadas.
    MARIA RITA

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