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Plano para a Síria deve conter ameaça do uso de força

O plano da Rússia para desarmar as armas químicas da Síria faz sentido apenas se for sustentado por uma ameaça do uso de força

Plano para a Síria deve conter ameaça do uso de força
Barack Obama entregou a direção do plano para Vladimir Putin, que não é um aliado dos EUA (Reprodução/Reuters)

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Nunca abdique de uma iniciativa. Ao lidar com o uso de armas químicas por Bashar Assad na Síria, Barack Obama já infringiu duas vezes essa regra básica da democracia. Primeiro o presidente apresentou os confusos argumentos do seu governo em defesa de uma retaliação para um Congresso hostil. Agora ele entregou a direção para Vladimir Putin, que não é um aliado dos EUA. Putin está defendendo uma proposta para desarmar o gás venenoso e os agentes nervosos da Síria.

O plano é atraente porque atende a muitos interesses. Assad evitaria um ataque americano de severidade possivelmente devastadora. Em uma ação digna de um estadista, Putin pode assinalar que a diplomacia pode lograr muito resultados muito mais ambiciosos que as agressivas exigências de mudança de regime do Ocidente. Obama seria poupado da provável humilhação de uma derrota no Congresso pela questão síria.

Infelizmente, no entanto, é provável que alguma coisa dê errado. Mesmo se todos os lados chegarem a um acordo de boa fé, o lado prático da questão é deveras complexo. Qualquer operação para destruir os arsenais da Síria pode levar anos. Enquanto a guerra civil continuar, será difícil proteger os inspetores da ONU.

A fim de ter sucesso em sua meta de restabelecer a proibição às armas químicas, Obama precisa reconquistar a iniciativa. Ele precisa de uma resolução da ONU dura, apoiada por um voto no Congresso autorizando o uso de força caso a diplomacia não funcione.

Fontes:
The Economist-Distrust and verify

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