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Almanaque 1964

Fatos, histórias e curiosidades de um ano que mudou tudo (e nem sempre para melhor)

Almanaque 1964
Almanaque 1964 da jornalista Ana Maria Bahiana narra em forma de diário, em fragmentação típica de um almanaque, fatos que marcaram o dia a dia do ano de 1964 (Reprodução/Internet)

1964, ano bissexto, iniciado em uma quarta-feira, “dia de Mercúrio, deus da comunicação, dos viajantes, da sorte, do comércio, das fronteiras, dos truques e dos ladrões, e guia das almas dos mortos ao submundo”. Um ano de turbulência no mundo para o bem e para o mal.

A guerra do Vietnã, os conflitos na África portuguesa, o embargo dos Estados Unidos a Cuba, a guerra civil no Chipre, a Guerra Fria, a corrida espacial. No Brasil, a crise institucional gerada pela renúncia do presidente Jânio Quadros e a posse do vice-presidente João, “Jango” Goulart, culmina com o golpe político-militar em 31 de março, um dia tristonho com tempo instável sujeito a chuvas e a temperatura em declínio. Os anos de chumbo começaram.

Almanaque 1964 da jornalista Ana Maria Bahiana, publicado pela Companhia das Letras, narra em forma de diário, em fragmentação típica de um almanaque, mas, ao mesmo tempo, com uma leitura cronológica, fatos que marcaram o dia a dia do ano de 1964, ilustrados com frases e fotos. Além das tensões políticas e sociais o mundo assistiu ao desenrolar do movimento de direitos civis nos Estados Unidos. Nesse ano, o jovem Martin Luther King Jr. recebeu o prêmio Nobel da Paz por sua liderança na resistência não violenta à segregação racial nos EUA. Por sua vez, o mundo assistiu à condenação à prisão perpétua de Nelson Mandela e outros sete ativistas antiapartheid do Congresso Nacional Africano em Pretória, África do Sul.

Porém a autora relata também fatos triviais e pitorescos desde música com o sucesso estrondoso dos Beatles e dos Rolling Stones, de Nara Leão, Chico Buarque a Bob Dylan, passando por Glauber Rocha, os filmes de James Bond, Brigitte Bardot em Búzios com o namorado Bob Zagury, a tenista Maria Esther Bueno, o monoquíni etc., uma verdadeira saga multifacetada da cultura e da sociedade daquele ano em plena efervescência.

Ana Maria Bahiana aceitou o enorme desafio de escrever Almanaque 1964 e produziu uma retrospectiva fascinante, para leitores de todas as idades. Recomendo!

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1 Opinião

  1. Vitafer disse:

    Espero que a Bahiana tenho dito a verdade nua, crua e desapaixonada dos fatos.

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