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VIOLÊNCIA

Rio de Janeiro já vive terrorismo e estado de guerra

O Rio de Janeiro foi vítima de seus governantes que pouco investiram em educação, saúde, segurança ou erradicação da pobreza ou da ignorância

Rio de Janeiro já vive terrorismo e estado de guerra
As ações militares estão muito abaixo da expectativa de uma população amedrontada (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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Mesmo distantes 12 horas e 54 minutos de avião ou por 10.384 quilômetros terrestres, Rio de Janeiro e Damasco – a capital da Síria – nunca estiveram tão próximas. Espremida por turbulenta vizinhança, como o Líbano, Israel, Iraque, Turquia e Jordânia, a Síria tem somente o Mediterrâneo a lhe banhar com certa tranquilidade. Mergulhado em onda de violência por motivos religiosos e étnicos, o país serve constantemente de parâmetro para a onda de crimes e terrorismo que se abate sobre o Rio de Janeiro. Aqui, a pecha terrorista é constantemente evitada pelas autoridades brasileiras e fluminenses, mas é certo que a Damasco carioca nem precisou de vizinhos perniciosos – uma vez que é o centro de um barril de pólvora que explode a cada dia matando o mesmo número de sírios, mesmo sem viver oficialmente uma guerra declarada.

Talvez bastasse olhar pelo retrovisor os últimos 20 anos – ou mesmo um pouco mais – de desgoverno e incompetência para encontrar a raiz do problema. O Rio de Janeiro foi vítima também de seus governantes que pouco investiram em educação, saúde, segurança ou erradicação da pobreza ou da ignorância e deixaram o estado ao Deus dará.

O Rio de Janeiro está em guerra

Os sinais de que o Rio vive uma guerra são evidentes. Não é à toa que o Exército – em seus 8.500 fuzis e pares de coturnos – circula pelas ruas e favelas levando a termo intervenção federal instituída em 16 de fevereiro último. No início do segundo semestre de 2017, no entanto, o jornal diário Extra já lançava a editoria “Guerra” para tratar “de tudo aquilo que fugisse ao padrão de normalidade”. E a verdade é que nunca faltou assunto ou pauta para preencher suas páginas.

Plataforma colaborativa que apura as notificações de tiroteios e disparos de armas de fogo no município, o site Fogo Cruzado apurou, num período de 24 horas entre o último domingo, 25, e a última segunda-feira 26, um total de 29 tiroteios que resultaram em oito mortos e 11 feridos. Como se vê, tais números seriam os mesmos apurados por um correspondente de guerra no front de batalha.

Ação militar deixa a população frustrada

Em meio à onda de insegurança – que mata vereadores e mantém um parlamentar (contrário ao uso de armas) sob forte escolta policial (e armada) -, a cidade e o estado de mesmo nome vivem um risco ainda maior: o da banalização do estado de guerra e dos assassinatos que ocorrem a cada dia.

Certo é – e ao mesmo tempo preocupante – que as ações militares estão muito abaixo da expectativa de uma população amedrontada, que investe cada vez mais em quesitos de segurança, como alarmes e grades – tornando-se ela a verdadeira prisioneira desta situação em que o tráfico, milícias, grupos de extermínio e o crime organizado imperam com fuzis mais sofisticados do que exibe nossa Força Nacional.

Com data para terminar – 31 de dezembro -, esta mobilização do Exército e demais forças federais não pode se dar ao luxo de fracassar ou ficar aquém do que se espera dela. Sob o risco de dar moral à tropa inimiga de facínoras que tentam controlar o território fluminense com o tráfico, o homicídio, o latrocínio, o roubo de cargas e a execução sumária daqueles que consideram seus inimigos. O Governo Federal abriu mão de sua principal plataforma – que era a reforma de Previdência – para entrar nesta guerra. E está proibido de perdê-la.

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4 Opiniões

  1. Nilson Bennoti disse:

    Nem guerra nem terrorismo. Guerra exige uma declaração formal e Terrorismo tem que haver um grupo dirigente que reivindique o poder político. No Rio o Estado ruiu por si só.

  2. Aureo Ramos de Souza disse:

    É O QUE SEMPRE ACONTECEU EM NOSSO PAÍS. AS CONSEQUÊNCIAS TÁ AÍ.

  3. Beraldo disse:

    Lá vem o CC com as historinhas de sempre.

    O fracasso desta intervenção já é certa.

    Nasceu como uma jogada de marketing rasteira dos bandidos encastelados em Brasília, vai piorar no “durante” e morrerá sem nenhum resultado positivo.

    Apenas R$ bilhões jogados no lixo.

    Pode é ser um esterco a mais para um Golpe Militar, em gestação, para ser deflagrado, no máximo, em 02 de Janeiro de 2019.

    O primeiro a tomar um chute nos traseiros será esta excrescência chamada Jair Bolsonaro.

  4. Roberto1776 disse:

    E tudo começou com JIMMY CARTER que desbloqueou o palerma do governador gaúcho que estava neutralizado no Uruguai permitindo-lhe, com a lei da anistia, tornar-se governador do Rio de Janeiro e estabelecer as favelas como território livre de polícia. Brizola é o patrono do maior entreposto de drogas do mundo.

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