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Aprovação social

‘Selfies’ aumentam a demanda por cirurgias estéticas

A jornalista Kate Murphy faz uma análise no ‘New York Times’ sobre as famosas ‘selfies’

‘Selfies’ aumentam a demanda por cirurgias estéticas
A maioria das pesquisas sobre 'sefies' revela que as pessoas que tiram várias destas fotos têm uma grande necessidade de aprovação social (Foto: Flickr/Paško Tomić)

Com filtros e aplicativos, as pessoas podem fazer com que suas fotos pareçam melhores do que realmente são. A Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia de Reconstrução revelou um crescimento na demanda por cirurgias estéticas, já que as pessoas começaram a se desapontar ao comparar suas selfies (autorretratos feitos com a câmera de um smartphone) com seus reais reflexos no espelho.

A maioria das pesquisas sobre selfies revela que as pessoas que tiram várias destas fotos tendem a ter traços narcisistas, psicopatas e maquiavélicos na personalidade. O que não quer dizer que toda a pessoa que tira uma selfie é um psicopata, mas o fato implica numa grande necessidade de se sentir gratificado, especialmente se as fotos forem postadas online para aprovação social.

“As pessoas esquecem que o narcisismo não significa apenas ser egocêntrico – está também relacionado à insegurança”, disse Jesse Fox, uma professora da Escola de Comunicação da Ohio State University, que estuda a personalidade de quem tira selfies. “Eles precisam ganhar ‘curtidas’ para ter validação”.

Claro que as selfies podem criar um registro histórico da vida de alguém, possivelmente um pouco melhor do que a realidade. Eles mostram ao mundo o que você está fazendo, com quem está, e como tudo isso é incrivelmente divertido. É frequente ouvir: “fotos ou não aconteceu”. Ou seja, “selfies ou você não existe”, o que pode explicar a compulsão de algumas pessoas em documentar suas ações mesmo que isso diminua sua experiência e engajamento no mundo real.

Além disso, há a questão de que, em vez de conferir o poder, as selfies transferem o controle para os telespectadores, porque no final eles são os únicos que decidem se vão publicar um comentário encorajador ou depreciativo, além de curtir ou simplesmente ignorar a existência do outro.

Fontes:
The New York Times-What Selfie Sticks Really Tell Us About Ourselves

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