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Jovem que foi obrigado a ingerir álcool combustível
Tendências e debates

A violência nos trotes

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Todo início de ano a mesma história se repete nas universidades brasileiras. Estudantes abusam de calouros em trotes de “boas vindas”. A vítima deste ano foi um jovem, que não quis se identificar, do curso de veterinária da Universidade Camilo Castelo Branco, em Fernandópolis. Segundo o jovem, ele foi forçado a beber álcool combustível e foi agredido com tapas pelos estudantes. No entanto, outras universidades mostram todos os anos que a prática pode ser pacífica e uma forma de integrar os calouros à vida acadêmica.

Praticamente toda universidade tem em sua história um caso emblemático de abuso nos trotes. O mais marcante continua sendo a morte do calouro de medicina da USP Edison Tsung Chi Hsueh, em 1999. O estudante morreu afogado após ser jogado na piscina da Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz, como parte de um trote violento. Edison havia avisado que não sabia nadar.  Os quatro estudantes acusados de homicídio pela morte do estudante não foram condenados por falta de provas.

Os políticos parecem empenhados em acabar com essa tradição, que muitas vezes vira violência e humilhação. Em fevereiro de 2009, a Câmara aprovou um projeto de lei que visava “disciplinar” o trote universitário. De acordo com a lei, ele passaria a ser responsabilidade da universidade, mesmo que acontecesse fora do campus. O projeto foi atacado por ser considerado falho, afinal os estudantes são maiores de idade, e a universidade não pode ser responsável por suas atitudes.

O trote é uma tradição que remete aos tempos medievais, quando as primeiras universidades europeias passaram a existir. Os estudantes eram obrigados pelos veteranos das instituições a rasparem a cabeça e queimar suas próprias roupas, para evitar a proliferação de doenças comuns na sociedade da época. Desde então, o corte de cabelo se tornou uma espécie de rito de passagem, enquanto outros foram incorporados ao que se tornaria o trote atual.

A tradição dos trotes mudou nos últimos anos com a introdução do “trote solidário”, ou “trote cidadão”. Estes em geral abdicam dos rituais típicos, como pintar os calouros, em nome de atividades comunitárias, como doação de sangue. Uma destas iniciativas está sendo feita pelo Centro Universitário Cândido Rondon. Os calouros não serão pintados neste ano, mas sairão às ruas pedindo alimentos e água para as vítimas do terremoto no Haiti.

Caro leitor,

Dada recorrência de trotes violentos, a prática deveria ser proibida?

O trote solidário é uma saída possível?

Por que estudantes acabam praticando violência em um rito que deveria ser de confraternização?

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  1. Angélica Pereira Santos disse:

    sou contra trotes todos calouros deveriam tomar vergonha na cara!!!!!!!
    temos q lutar pela justiça !!!!
    ok!!!!!!!!!!!!

  2. PAULO VIKTOR disse:

    Eu Paulo Vikor comparo o trote como se fosse um Bulling,poís as mesmas agressôes que o trote tem,bulling também tem.
    sâo atitudes que levam o ser humano a refletir quem ele é realmente.Esse acontecimento não é trasitorio,pois nunca passa,fica marcado na vida do individuo que é o calouro…
    Mais creio eu,que quem faz aqui,paga aqui;A JUSTIÇA DE DEUS NUNCA FALHA.